D. Diego Armando Maradona, um gigante

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Grande ídolo e craque máximo do futebol argentino, um dos maiores jogadores de todos os tempos, a notícia da morte de Diego Armando Maradona pegou a todos de surpresa nesta quarta-feira, 25. Segundo as autoridades, ele morreu num resort onde estava hospedado com a família em Tigre, Argentina, vitimado por uma parada cardiorrespiratória. No início deste mês, Maradona havia sido internado às pressas com sintomas de anemia. Os médicos descobriram uma pequena hemorragia no cérebro e foi necessária uma cirurgia para drenar o sangue. No dia 12 de novembro, ele recebeu alta e voltou para casa.

Maradona nasceu no dia 30 de outubro de 1960. Seu primeiro clube foi o Argentinos Juniors, de Buenos Aires. Sua estreia na time principal foi aos 15 anos. Após boas atuações pelo clube, transferiu-se para o Boca Juniors, em 1981, onde ficou por apenas uma temporada.  

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Apesar de idolatrado pela torcida xeneize, Maradona foi vendido ao Barcelona no ano seguinte. Mas foi o Boca que ele escolheu para encerrar a carreira, retornando ao clube em 1995 para fechar o ciclo vitorioso em 1997. Pela seleção argentina, Diego conduziu a equipe à conquista da Copa do Mundo em 1986, ficando marcado, entre outras coisas, pelo gol de mão, batizado de “La Mano de Dios”, no duelo contra a Inglaterra nas quartas de finais.

Naquele mundial, Maradona marcou cinco gols. Foi o apogeu de sua carreira, mostrando todo o repertório de dribles e arrancadas irresistíveis. Ao todo, o lendário camisa 10 disputou quatro mundiais pela seleção. Por clubes, ele conquistou dois campeonatos italianos (1987 e 1990), uma Copa Itália (1988) e uma Copa Uefa (1989) com a camisa do Napoli, além de um campeonato argentino em 1981 pelo Boca. 

Como treinador, Maradona assumiu a seleção argentina em outubro de 2008. O projeto era classificar a seleção para a Copa do Mundo de 2010, disputada na África do Sul. Maradona levou a equipe nacional ao 5º lugar daquele mundial. Após a seleção, ele passou pelo Al Wasl e Fujairah, ambos dos Emirados Árabes, pelo Dínamo Brest, da Bielorússia, e pelo Dorados de Sinaloa, do México.

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O último trabalho como técnico foi finalizado em novembro de 2019, quando ele deixou o Gimnasia y Esgrima, de La Plata, alegando problemas políticos pelo fato de o então presidente do clube não aceitar concorrer à reeleição. Até no final, Dieguito não perdeu a veia consciente e politizada. Um Deus dos estádios com perfil humano e a coragem de um guerrilheiro. Por isso mesmo, tão polêmico e tão amado.

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