Foto: (Samara Miranda/Remo)

São dois jogos importantes na luta pela classificação à próxima fase, embora a Série C esteja ainda na sétima rodada. Acontece que os times que têm pretensão de ir longe se destacam justamente nesta etapa da competição. Dois pontos separam os rivais paraenses. O Remo é o terceiro colocado, com 9 pontos; o PSC é o sexto, com 7 pontos.

Após folga no final de semana do Carnaval, elenco do Paysandu se prepara  para encarar o Bragantino -

Vencer os compromissos deste domingo significa não apenas manter essas posições, como assegura confiança e estabilidade técnica para o desenrolar do torneio. O PSC, que foi sacudido por denúncias e bate-bocas após a demissão do técnico Hélio dos Anjos, teve poucos dias para se recompor.

A chegada de Leandro Niehues permitiu ao time treinar e deixar para trás o trauma pela saída de Hélio. Pelo perfil, o auxiliar técnico deverá manter o Papão jogando da mesma forma, sem mudanças drásticas.

O time não tem baixas entre os titulares e certamente enfrentará o Ferroviário de maneira cautelosa, procurando explorar as falhas do adversário. A condição de visitante coloca o PSC num papel de espera, evitando se expor demasiadamente.

Tecnicamente, o Ferroviário (2º colocado, com 11 pontos) é a melhor equipe do grupo A. Sob a direção de Marcelo Vilar, gosta de valorizar a posse de bola e raramente dá chutões. Tem um sistema organizado, com boa movimentação a partir da distribuição de jogo no meio-campo, entregue ao camisa 10 Wellington Rato.

Ao Papão cabe se estruturar para tentar chegar à frente em velocidade. Para tanto, Elielton pode funcionar como uma alternativa interessante pelos lados. O atacante reapareceu muito bem contra o Imperatriz, ajudado pela boa produção de Alex Maranhão no meio-campo.

Todos estarão sob a observação do novo técnico, Matheus Costa, anunciado na sexta-feira pela diretoria do clube. Mesmo não interferindo na formatação do time, a presença do treinador em Fortaleza pode servir como fator motivador para o grupo de jogadores.

No estádio Jornalista Edgar Proença, o Remo tem aparentemente uma missão menos complexa recebendo o Botafogo-PB. Há seis partidas sem vencer e depois de perder a invencibilidade na competição, o time está em dívida com a torcida e precisa da vitória para se consolidar no G4.

O sistema empregado por Mazola Jr. é criticado pelo excesso de cuidados defensivos. Contra o Botafogo, a expectativa é de um time que se proponha a atacar mais, talvez com a presença de dois homens no ataque – Ermel e Tcharlles – e Carlos Alberto como meia-atacante.

Depois de uma maratona de 12 partidas em 40 dias, a equipe conseguiu ter uma semana de descanso, mas ainda sofre para fazer a transição rápida, principalmente contra adversários que pouco agridem. O meio-campo continua a se sustentar no trabalho dos volantes – Lucas, Charles e Gelson –, opção que nem sempre funciona bem nos jogos em casa.

O certo é que a “sequência de ouro” (quatro jogos em Belém) começa hoje e o Remo não pode tropeçar logo no primeiro confronto. Para isso, não pode ter hesitações e falta de agressividade.   

Covidão: irresponsabilidade vai começar pelo Rio de Janeiro

Com indisfarçado orgulho, o prefeito do Rio de Janeiro anunciou na sexta-feira a volta dos torcedores aos jogos no Maracanã. A irresponsabilidade deve começar no dia 4 de outubro, no jogo Flamengo x Atlético-PR. Marcelo Crivella, que cita a Bíblia a cada frase e está às voltas com vários pedidos de impeachment, garante que o retorno de público será seguro. 

O prefeito está em fina sintonia com o presidente da República, para quem o ato de tomar cuidados contra a pandemia é “coisa de fracos”. Em comum acordo com o Flamengo, outro defensor intransigente do “liberou geral”, serão vendidos 20 mil ingressos – um terço da capacidade do estádio.

A abertura do Maracanã será um teste para a volta dos torcedores aos outros estádios do Rio, como o Nilton Santos (Botafogo) e S. Januário (Vasco). A venda de ingressos será pela internet para evitar aglomeração.

Dentro do estádio, segundo o protocolo da prefeitura, as pessoas respeitarão distância de 1,5 metro, como se isso fosse possível controlar num jogo de futebol. Maiores de 60 anos e menores de 12 anos não poderão ingressar no estádio.

Falta agora afinar com a Globo o sinal eletrônico que vai exibir na telinha cada nova contaminação registrada no meio da galera.  

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 22h30, na RBATV, com participação de Karen Sena e deste escriba baionense. Em pauta, a rodada da Série C e a estreia paraense na Série D.

Após denunciar ato racista, Neymar encara nova polêmica

A mídia europeia não sossegou enquanto não esclareceu parte do episódio envolvendo Neymar e Alvaro Gonzales (Olympique). O brasileiro disse que havia sofrido ofensas racistas – “Macaco filho da p…”, em tradução literal. As várias câmeras da Téléfoot, que transmitia a partida, não captaram o insulto, apenas troca de palavrões entre os jogadores.

Na sexta-feira, o canal espanhol Gol trouxe uma novidade: a leitura labial mostra Neymar proferindo uma ofensa homofóbica contra Gonzáles: “Put… maricón”. “Put… viado”, em tradução. E agora? A Comissão Disciplinar da Liga da França analisará as imagens e tomará a decisão sobre o incidente, mas Neymar corre o risco de passar por mentiroso.

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 20)

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