
O advogado Cristiano Zanin Martins, alvo de operação da Lava Jato nesta quarta-feira (9), disse que era “óbvio” que a força-tarefa “iria promover uma retaliação” contra ele. Ele é um dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e crítico dos métodos da Lava Jato. Deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal e Ministério Público, a Operação E$quema S cumpre 50 mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia, endereços pessoais e de empresas.
O operação investiga desvios de pelo menos R$ 150 milhões do Sistema S e da Fecomercio do Rio de Janeiro por escritórios de advocacia no Rio e em São Paulo.
“Estou extremamente preocupada com mais uma violação ao Estado Democrático de Direito”. Foi com esse tom que a jurista Liana Cirne Lins, em participação no programa Giro das 11 desta quarta-feira (9), avaliou o mandado de busca no escritório de Cristiano Zanin, que é advogado do ex-presidente Lula, ordenado pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas.
Na visão de Liana, a ação de Bretas deixa claro que, “após criminalizar a política a Lava Jato quer criminalizar agora a advocacia” e “quando se ataca a advocacia se ataca o direito de defesa”.
“Foi o trabalho dos advogados que derrotou a operação Lava Jato, a operação perdeu a guerra de narrativa movida pelos advogados democratas”, acrescentou.
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