Papão mantém recurso no tapetão sobre o caso Marlon-Tcharlles

Paysandu venceu o Remo duas vezes na final do Parazão 2020 — Foto: Jorge Luiz/Paysandu

Nem a conquista do título paraense foi suficiente para apaziguar a relação entre Paissandu e FPF. Informação divulgada nesta terça-feira (8) pelo portal Romanews indica que a diretoria do clube vai seguir com o recurso contra suposta irregularidade na inscrição dos jogadores Tcharlles e Marlon para a disputa do Parazão. O próprio presidente do clube, Ricardo Gluck Paul, revelou a intenção de seguir adiante com o caso.

Na sexta-feira, Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) emitiu documento rejeitando o recurso interposto pelo PSC solicitando a anulação do ofício da Federação Paraense de Futebol (FPF) que liberou a inscrição dos atletas até o dia 4 de agosto. A ação foi negada por ter sido impetrada fora do tempo hábil.

Na visão do dirigente bicolor, a situação acabou beneficiando o rival, que teve tempo para inscrever o lateral esquerdo e o atacante. A FPF alega que a antecipação beneficiou o PSC, que ganhou um dia para se preparar para a estreia na Série C.

Apesar de ter vencido os dois clássicos da decisão, conquistando o título estadual, o PSC não desistiu da ação no tapetão. Para dar andamento ao processo, contratou o ex-presidente do STJD-RJ, Marcelo Jucá, visando punir a Federação Paraense de Futebol.

RESSARCIMENTO

“O mérito da questão onde houve a mudança regulamento, pela federação, sem a concordância com os clubes, ainda não foi julgado. E nós fazemos questão que seja. O Paysandu primeiro demonstrada a irregularidade, a gente vai provar e podemos até imaginar em punição da federação ou até um ressarcimento ao Paysandu por ter enfrentado um campeonato em condições adversas, por clubismo da federação. eles fizeram algo na força, sabendo que não teria tempo de a gente recorrer. Eles sabem como é que funciona lá. Então, eles tomaram uma decisão sabendo que é errada, mas elas pensam assim, não tem problema segura, não vai dar tempo, pode ter certeza que os atletas vão jogar, pode dizer lá que eles vão jogar, é assim que eles fazem”, acusa Ricardo.

Segundo ele, é uma obrigação moral do PSC seguir com o caso para desmascarar o que considera uma atitude irregular da FPF.

“Sabemos que é um processo lento, não será de uma hora para outra, que essas coisas vão ser moralizadas no futebol. Demora, não é de uma hora para outra que a diretoria jurídica da federação vai ser tomada de responsabilidade e isenção”, disse. Até sexta-feira- feira, 11, deve sair a decisão sobre o novo pedido do PSC. Depois, ainda haverá julgamento no pleno, disse o presidente do STJD, Fábio Salgado.

HISTÓRICO

Não é a primeira rusga entre PSC e FPF na temporada. Em abril, o clube propôs o encerramento do campeonato estadual e a declaração do PSC como campeão, em função da pandemia. A federação rejeitou a ideia e, após várias reuniões do conselho técnico, o Parazão foi retomado em agosto, não sem passar por várias polêmicas.

No final de 2019, o PSC buscou também o caminho dos tribunais, denunciando o erro da arbitragem de Leandro Vuaden no jogo contra o Náutico, que decidiu o acesso à Série B. Vuaden interpretou erradamente como pênalti um toque de mão na área bicolor.

Revoltado com a eliminação, o presidente Ricardo Gluck Paul entrou com recurso no STJD pedindo a anulação da partida. O tribunal não acatou a tese. Inconformado, o dirigente prometeu levar o caso aos tribunais da Fifa, mas esse intento não foi concretizado.

Há mais de 25 anos a FPF é controlada pelo grupo político do coronel Antonio Carlos Nunes, hoje vice-presidente da CBF. Nunes é conselheiro do PSC e nunca escondeu sua paixão pelo clube.

Um comentário em “Papão mantém recurso no tapetão sobre o caso Marlon-Tcharlles

  1. A torcida do rival deveria ficar atenta. O que menos acontece (ou nem acontece) por aqui é clube nadar em dinheiro. Torrar os parcos recursos do clube com causídicos (uso esse termo antiquado por ironia) por raivinha do seu presidente deveria ser considerada atitude abominável pelos adeptos do rival. Fosse uma ação na esfera cível e o clube viesse a perder a causa pagaria sucumbência a outra parte.

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