A liderança como meta

POR GERSON NOGUEIRA

Contra o Vila Nova-GO, hoje, às 18h, o Remo tem a chance de voltar à liderança do grupo A da Série C. Com sete pontos na classificação, o time faz boa campanha, mantendo a invencibilidade em três rodadas. A importância do confronto está na expectativa de consolidação de um modelo de jogo, sustentado na marcação forte e na transição rápida.

Mazola Júnior deve ter praticamente todo elenco à disposção no domingo — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

Há também o valor da pontuação. Se alcançar 10 pontos, o Remo terá cumprido um terço do trajeto necessário para a classificação à etapa seguinte. Pelas contas mais confiáveis, um time se garante no quadrangular do acesso se alcançar 30 pontos.

Em entrevista, na sexta-feira, Mazola Jr. chamou atenção para o perigo representado pelo adversário, que levou uma bordoada de 4 a 0 na rodada passada frente ao Ferroviário, em jogo que era equilibrado até 36 minutos do 2º tempo quando a goleada começou a se esboçar.

O Vila é um time bem armado e com pretensões. O alvirrubro goiano é um concorrente direto pela classificação, o que acentua a responsabilidade azulina na partida. O Leão não pode se contentar com empate, como diante do Imperatriz, quando podia apertar mais e se conformou com o 0 a 0.

Agora não. Quem está na luta para chegar à segunda etapa da Série C não pode desperdiçar pontos dentro de casa. A coisa se torna mais séria quando se observa a tabela da competição. Depois de encarar o Vila, o Remo vai sair para dois jogos difíceis no Nordeste.

Mazola não tem baixas no elenco e é quase certo que vai repetir a escalação de quarta-feira. A preocupação é dar horas de jogo ao time titular. Evita sempre mexer muito, para não comprometer o processo de entrosamento. As trocas ficam para o 2º tempo, com jogadores já habituados a entrar com a partida em andamento.

O ataque começa com Eduardo Ramos e Tcharlles. Ficaria mais forte, imprevisível e insinuante com Carlos Alberto na vaga de um dos médios. Dificilmente isso acontecerá de cara, pois Mazola não mexe no esquema. O meia-atacante deve ser lançado após o intervalo, no lugar de Julio Rusch ou Djalma, como tem ocorrido.

Mazola procura balancear o time usando como critério o condicionamento físico. Carlos Alberto vem de longo período de inatividade, e ainda não pode jogar por 90 minutos. Ronald podia ser uma opção de desafogo para sufocar o adversário cansado, mas o jovem e velocista atacante ainda não tem a confiança plena do treinador.

Que ninguém se iluda: o jogo será duríssimo, como foi o embate com o Ferroviário, mas o Leão tem grandes possibilidades.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda a atração, neste domingo, às 22h15, na RBATV, com participações de Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. Em debate, a Série C e as finais do Campeonato Paraense.

As manhãs de domingo perdem o ronco dos motores

Há 31 anos, Nelson Piquet se tornava bicampeão da Fórmula 1 | Correio da  Cidade Online

A quebra de uma tradição que começou com Emerson Fittipaldi nos anos 70 chega ao fim. A Globo anunciou, na quinta-feira, que não renovará o contrato de transmissão da Fórmula 1. A audiência minguou porque o país não tenha mais a mesma fissura de antes pela modalidade.

Alguém já disse que brasileiro não torce por futebol, basquete, vôlei ou F-1. Só se importa com vitórias e conquistas. O declínio do interesse da população – e a consequente queda de audiência – tem a ver com a ausência de brasileiros em condições de disputar títulos.  

O último a dar alguma esperança foi Felipe Massa, mas sua trajetória foi bisonhamente interrompida nos treinos para o GP da Hungria, em 2009. Massa lesionou o olho esquerdo, depois de ser atingido por uma mola que se soltou da suspensão da Brawn de Rubinho Barrichello. O piloto teve que ficar em coma induzido e nunca mais foi o mesmo.

O episódio inusitado representou o canto de cisne da F1 para o Brasil. Depois da era de ouro, simbolizada pelas façanhas de Fittipaldi (1972 e 1974), Nelson Piquet (1981, 1983 e 1987) e Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991), o país encarou uma tenebrosa estiagem de talentos.

Não houve renovação de talentos, embora a Globo tenha feito o diabo para tentar transformar Barrichello em astro. O milagre não foi possível, embora Massa quase tenha chegado lá em 2008.

Desde a tragédia com Senna e a saga campeã de Schumacher, o Brasil murchou nas pistas, as bandeiradas se tornaram raras. Agora, sem corridas na TV aberta, a F1 tende a se tornar uma atração cada vez mais elitizada, como o tênis e o golfe, nas grades dos canais a cabo.

Últimas semanas para escolher os melhores do Parazão

A escolha da seleção do Troféu Camisa 13, da RBATV, entra na reta final. Em cumprimento aos protocolos sanitários, desde o retorno do campeonato a votação passou a ser apenas virtual. E é por lá que o torcedor continua votando: www.trofeucamisa13.com.br.

A seleção escolhida antes da pandemia, após oito rodadas da fase de classificação do Parazão, era formada por Vinícius; Tony, Perema, Rafael Jansen e Bruno Colaço; Uchoa, Djalma, Douglas Packer e Vinícius Leite; Nicolas e Pecel. Segundo a coordenação do TC-13, a votação mudou algumas posições.

O anúncio oficial dos melhores do Campeonato Estadual será no dia 7 de setembro, no programa Camisa 13. A premiação acontece no dia seguinte, 8, no especial Melhores 2020 do Troféu Camisa 13.

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 30)

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