Mazola avisa: Remo joga para vencer, não para dar espetáculo

Mazola Júnior reclamou de acomodação do time após ficar à frente no placar — Foto: Akira Onuma/O Liberal

A vitória sobre o Castanhal por 1 a 0 permite ao Leão a vantagem de jogar por um empate na próxima quinta-feira para chegar à quarta decisão seguida do estadual. O placar foi construído no primeiro tempo, em gol contra do adversário. Ao fim, Mazola Júnior admitiu que os azulinos diminuíram muito a intensidade chegaram a se acomodar com o placar, porém destacou que seu time não sofreu riscos.

“Erramos muitos passes, sim, na transição, mas acho que criamos várias oportunidades de gol, teve uma bola na trave no segundo tempo e um adversário qualificadíssimo que não conseguiu finalizar uma bola no nosso gol. Acho que está na hora de a gente começar a pensar em uma equipe competitiva”, observou.

Sobre a produção do time, muito abaixo do esperado no aspecto ofensivo, o técnico declarou que veio para o Remo com o objetivo de montar um equipe competitiva e vencedora.

“É uma cobrança exagerada e ilusória em relação à baixa produtividade. […] Vim aqui para fazer o Remo disputar o título de igual para igual com o Paysandu, coisa que não ia acontecer; e vim aqui para fazer o Remo subir para a Série B. Não vim aqui para dar espetáculo. O Remo não vai dar espetáculo, o time vai ser extremamente competitivo. É assim que eu gosto das minhas equipes e assim que eu imagino que a torcida também goste”.

Carlos Alberto ganhou pela segunda vez mais alguns minutos em campo — Foto: Samara Miranda/Remo

Depois de perder Zé Carlos minutos antes da partida contra o Jacuipense, domingo passado, o técnico teve que tirar Gustavo Ermel do jogo com o Castanhal devido a um problema muscular. Avaliado pelo DM do clube, o atacante fez exames no hospital Porto Dias e foi constatada lesão muscular grau 1 na coxa esquerda. Ermel ficará pelo menos 10 dias em recuperação.

O Remo volta a enfrentar o Castanhal na quinta-feira (20). Neste domingo, porém, o Leão joga pela 2ª rodada da Série C contra o Ferroviário (CE), às 18h, novamente no Mangueirão.

Alguns comentários de Mazola sobre o desempenho do Remo diante do Castanhal:

VITÓRIAS
“É natural que a sequência de bons resultados encha o grupo de confiança, de moral. Os agentes influenciadores começam a ver a equipe do Remo como nós planejamos, de maneira totalmente diferente, a ser uma equipe extremamente competitiva, nem tanto tecnicista. Estou muito satisfeito nesse aspecto. Há de se lembrar a todos que temos jogadores importantes ainda de fora desse grupo e que com certeza vão qualificar ainda mais o elenco do Remo nesse aspecto, de intensidade e competitividade”.

INTENSIDADE
“Lógico que nós temos que melhorar. Estamos no quarto jogo, com rotatividade grande com relação aos jogadores, às situações de jogadores que chegaram atrasados, tiveram problemas físicos, enfim, na somatória toda, quando você consegue ultrapassar essa fase com quatro vitórias seguida, acho que o resultado pesa muito mais do que a apresentação nessa fase”.

LESÕES
“Acho que estamos superando bem essa fase. O nível de lesão não tem sido muito alto, não. Em relação aos outros campeonatos e competições, acho que o nível de lesões está dentro da normalidade. É que nós tivemos atletas que chegaram em um estado físico muito ruim e que demora um pouco mais para que adquiram a melhor forma”, avaliou.

5 comentários em “Mazola avisa: Remo joga para vencer, não para dar espetáculo

  1. Ok seu Mazolla, mas ser dominado pelo castanhal o tempo todo, sendo inclusive a equipe com maior posse de bola no jogo, time com quatro volantes sem centroavante fixo, meio de campo sem criatividade nenhuma, parece presa fácil para adversários mais qualificados, desse jeito o Remo vai jogar sempre por uma bola, o que é muito preocupante time não agrediu o castanhal o tempo todo, três chances de gol nos dois tempos, uma cabeça do ER, o gol contra e a cabeçada no escanteio do Jansen, é muito pouco para as ambições do Remo no campeonato paraense e série C, precisa melhorar e muito principalmente meio e ataque.

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  2. Penso que precisamos de elenco para o ataque, pois temos apenas um ex-jogador em atividade, um ponta (no DM), o Gomez e a turma que veio da base. Se não abrirem o cofre, poderemos até ganhar o paraense, mas o acesso será bem mais complicado (vide o PSC contra o desfalcado Santa Cruz). Nem penso na contratação do Quadrado, Fazendinha e demais regionais, pois na hora a camisa sempre pesa (com exceção dos jogadores que vinham da saudosa Tuna, os exemplos são fartos).

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  3. Já ia me esquecendo. Tem ainda o Ronald (que tá no banco) e o Tcharlles, que fez apenas 12 gols nos últimos 42 jogos. A conferir o Tcharlles…

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  4. Pois bem, que ele siga o exemplo do Bayern que não joga bonito, mas vai moendo os adversários (e, com isso, acaba dando espetáculo). Ainda acho que jogar bonito, jogar bem e ganhar não são coisas incompatíveis entre si. Querer justificar o jogo horroroso do Remo contra o Castanhal com essa desculpa, em que o Leão só venceu graças a um gol caído do céu, é simplesmente ridículo.

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  5. Tenho observado que o Remo tem experimentado uma verdadeira gangorra de esquema táticos desde que subiu para a Série C, nenhum deles funcionou, efetivamente.
    Ao fazer uma retrospectiva de 2018 para cá, primeiro o Givanildo insistiu com três atacantes sem um meio campo efetivo para municiá-los e não funcionou. Vieram Léo Goiano e Artur e encheram o meio campo de meias e esvaziaram o ataque, também não funcionou. No despero pra salvar o Leão da degola, o Netão acertou a mão num 4-4-2 e livrou o time de um rebaixamento certo, mas no já ano seguinte abriu mão do esquema salvador e fracassou. Veio o Márcio Fernandes e armou um time com um meio campo mais técnico, porém frágil na defesa, fracassou também.
    Nem vou falar dos sucessores do Márcio Fernandes, prefiro pular direto para o Mazola. Este lançou um esquema tático inédito no mundo com quatro volantes e as chances de dar errado de novo são muito grandes.
    Até agora, o melhor que vi no Remo foram os agonizantes quatro jogos comandados pelo Netão em 2018. Um meio campo em formato de losango, com três marcadores e um meia (Rodriguinho) livre para municiar o ataque que contava com Gabriel Lima que flutuva e Eliandro fazendo o pivô.

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