Centro das Indústrias do Pará critica mobilização em defesa da Amazônia

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Em nota, assinada pelo presidente José Maria Mendonça, o Centro das Indústrias do Pará (CIP) manifestou-se nesta quinta-feira contrário à mobilização de ambientalistas e políticos em defesa da Amazônia. “A maioria destes senhores são neófitos sobre Amazônia, desconhecem nossas particularidades, realidade e expectativas. Outros, não sabem o que faziam ali ao se limitarem apenas a apoiar um amigo, somando àqueles que buscam por um minuto de fama”, critica.

Ocorre que o mesmo CIP que se arvora a legítimo conhecedor das realidades e expectativas da Amazônia não se constrangeu em apoiar, de maneira ostensiva, o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, que declarou em reunião ministerial que estava na hora de fazer aprovar “de baciada” leis que “flexibilizem a legislação” sobre desmatamento na Amazônia. Em resumo: a tal indústria representada pelo CIP mostra-se conivente com a política de destruição movida pelo atual governo, tendo à frente o notório ministro Salles.

Afinal, de que lado a indústria paraense está? O fato é que já passou da hora de os verdadeiros defensores da Amazônia saírem do imobilismo a fim de enfrentar os inimigos da região, externos e internos, que aqui se encastelam há décadas usufruindo de suas riquezas naturais sem mover uma palha para impedir a degradação da floresta e do solo.

Um comentário em “Centro das Indústrias do Pará critica mobilização em defesa da Amazônia

  1. Há muito tempo essa classe de industriais daqui e de lá e suas entidades representativas se tornaram uma piada de mau gosto. Muitos são industriais sem indústria, como o presidente da maior delas, que não passa de um preposto dos verdadeiros capitães-do-mato, controladores dos meios de produção, e que agora, com a luxuosa participação deste governo, estão livres, leves e soltos para arrochar o trabalhador, tocar fogo na floresta, matar índios e praticarem impunes a mais-valia. Surpreende apenas que, nesse meio, ou por uma visão realmente progressista ou por pressão de seus pares estrangeiros, ainda se encontrem empresários preocupados com o rescaldo do meio ambiente brasileiro. O que não surpreende é que nesse meio não se encontre gente daqui que não seja o exemplo perfeito do atraso, de idéias estapafúrdias e, sobretudo, hipócritas quando dizem estar preocupados com o desenvolvimento da região e o emprego do trabalhador amazônida, quando, na verdade, preocumpam-se apenas com os seus bolsos, nem que pra isso a Amazônia vire terra arrasada. Por fim, ter nascido na Amazônia e morar nesta região não é sinônimo de conhecê-la.

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