Mergulho ideológico isola Brasil na ONU

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou nesta sexta-feira (17) uma resolução patrocinada por mais de 70 países para defender o combate contra a discriminação. Apesar de se apresentar como um dos defensores da “civilização ocidental”, o Brasil não foi um dos co-patrocinadores do texto, num assunto que ganhou prioridade na agenda da ONU, principalmente diante dos impactos da pandemia entre as mulheres.

O texto da resolução, liderado pelo México, cita a importância de acesso à educação sexual e direitos à saúde sexual, termos que são rejeitados pelo Brasil a partir do mergulho ideológico do governo.

Damares Alves no Conselho de Direitos Humanos da ONU - Fabrice Coffrini / AFP

Ao iniciar o debate nesta sexta-feira, o México explicou que tentou encontrar alternativas aos termos sob disputa. Mas mandou um recado claro: “os direitos de mulheres não são negociáveis”. Para os latino-americanos, algumas das propostas representam “barreiras para limitar o direito das mulheres”. A resolução acabou sendo aprovada por consenso, ainda que com alguns governos se distanciando de trechos do projeto. Mas a polêmica e as votações se transferiram para o debate de emendas apresentadas por governos ultraconservadores. (Com informações de Jamil Chade, no UOL)

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