O brasileiro que é artilheiro e ídolo na terra de CR7

Por Rafael Reis, no UOL

Rodrigo Pinho é o artilheiro do Marítimo, principal clube da Ilha da Madeira, casa de CR7 - Divulgação

É bem possível que você nunca tenha ouvido falar do atacante brasileiro Rodrigo Pinho. Mas pode ter certeza que Cristiano Ronaldo, um dos melhores jogadores do planeta, conhece bem esse nome. Isso porque o jogador de 29 anos é hoje o maior artilheiro do futebol da Ilha da Madeira, arquipélago português próximo à costa da África, onde o craque da Juventus nasceu, concentra a maior parte dos seus negócios e costuma passar as férias.

Pinho joga desde 2017 pelo Marítimo, único time da região na primeira divisão lusa. Ao longo desse três anos, já anotou 25 gols pelo clube, um recorde no elenco atual. Só na atual temporada, já são dez bolas empurradas para dentro redes adversárias, metade delas nas quatro partidas que disputou desde que o Campeonato Português retomou suas atividades após a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Graças a seus gols, o Marítimo somou sete pontos nas últimas cinco rodadas, deixou a zona de rebaixamento e ganhou um novo fôlego na luta para permanecer na elite. “Sou eternamente grato à Ilha da Madeira e ao Marítimo. Quando cheguei a Portugal, foi para jogar no Braga, que é uma equipe de maior poderio financeiro, mas não tive muitas oportunidades. Foi aqui que passei a ter mais jogos e minutos em campo. Sou muito feliz”, afirma.

Nascido na Alemanha enquanto seu pai (o ex-atacante Nando, que passou pelo Flamengo) atuava pelo Hamburgo, Pinho fez carreira no futebol do Rio de Janeiro. Ele começou no Bangu, jogou na Cabofriense e, após ser vice-artilheiro do Carioca de 2015 pelo Madureira e ter um namorico com o Fluminense, rumou para Portugal.

Mas, apesar de viver há mais de três anos na Ilha da Madeira, o goleador brasileiro nunca se encontrou pessoalmente com Cristiano Ronaldo, já que costuma viajar para o Rio no período de férias, justamente quando o astro mais costuma aparecer por lá.

Mesmo sem esse contato físico, CR7 faz parte da rotina cotidiana de Pinho. E não só porque de vez em quando ele esbarra com a mãe, algum irmão ou até mesmo com o filho mais velho do astro pelas ruas de Funchal, a capital da região. “Até parece que ele é dono de tudo por aqui. Tem um hotel, um museu, uma estátua. Em todas as lojas que você passa, tem alguma camisa dele exposta na vitrine. E, quando ele faz gol, mesmo que seja pela Juventus, e não pela seleção, dá para ouvir gente comemorando em todos os cantos da ilha”.

Só que Pinho, apesar de ser ídolo na Madeira, ainda não está tão convertido assim à “religião oficial” da Ilha. Afinal, não compartilha do amor incondicional pelo camisa 7 mais famoso do futebol mundial.

“Isso vai me complicar por aqui (risos), mas tudo bem. Tenho que te falar que gosto mais do Messi que do Cristiano. O Cristiano é uma inspiração como atleta, mas admiro mais o futebol do Messi”, completa.

Com contrato por apenas mais um ano com o Marítimo, o atacante já projeta sua vida longe da casa de CR7. “Meu objetivo para o futuro próximo é retornar ao Brasil e jogar em um clube grande”. Mas, nos cinco jogos que faltam até o encerramento da temporada portuguesa, a meta de Pinho é mesmo impedir o rebaixamento da sua equipe, que volta a campo amanhã, contra o Santa Clara, fora de casa.

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