De Frida para Diego

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Trecho de carta de Frida Kahlo para Diego Rivera, em 1953. O tom é indignado e triste, apontando as traições de Diego. A história mostra que a infidelidade era mútua. Considerada um dos maiores símbolos feministas e uma das maiores artistas de seu tempo, Frida viveu um turbulento relacionamento amoroso com o artista e comunista Rivera, 21 anos mais velho do que ela.

Ainda jovem, Frida Kahlo conheceu o artista Diego Rivera enquanto ele pintava um mural em sua escola. Sempre que o via, a jovem ficava o provocando, por conta de suas famosas traições a sua ex-mulher Lupe Marín. Anos mais tarde e mais madura, Frida o reencontrou em sua cidade e lhe apresentou algumas de suas obras. A partir de então, passou a acompanhá-lo em reuniões comunistas.

Em pouco tempo, estavam apaixonados e casaram no dia 21 de agosto de 1929. Frida Kahlo tinha 22 anos, e Diego Rivera, 43. Na cerimônia, a ex-mulher de Diego, Lupe Marín, apareceu bêbada, avisando que Frida estaria cometendo um erro e que não seria capaz de saciar as vontades do marido.

Frida Kahlo e Diego Rivera

O casal permaneceu junto durante 25 anos, mas sob inúmeras traições mútuas, entre elas envolvendo a irmã da artista mexicana. Em 1934, o casal se mudou para o bairro de San Ángel, no México. Naquele mesmo ano, Frida convenceu o marido a contratar sua irmã, Cristina, para posar nua para a obra O Conhecimento e a Pureza.

Um dia, Frida decidiu passar no estúdio para cumprimentá-los, quando os flagrou mantendo relações sexuais. A artista ficou devastada e saiu de casa. O episódio resultou na obra “Umas Facadinhas de Nada”, onde Frida retrata uma mulher nua sendo esfaqueada em sua cama.

Em 1935, Frida decidiu voltar para Diego, mas os casos de traição de ambos lados continuaram até o fim de suas vidas. Em 2007, a escritora mexicana Elena Poniatowska revelou que, durante uma entrevista, Diego afirmou que amava Frida, mas não sabia ser fiel.

“Tive a sorte de amar a mulher mais maravilhosa que já conheci. Ela era poesia e a própria genialidade. Infelizmente, eu não soube amar somente a ela, porque sempre fui incapaz de amar uma única mulher”, confessou Diego Rivera a Elena Poniatowska.

Frida morreu em 1954, de uma embolia pulmonar. Já Rivera faleceu três anos depois, em 1957, vítima de insuficiência cardíaca. (Com informações de Victoria Gearini, no site Aventuras na História)

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