Ronaldinho é preso e algemado no Paraguai

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Ronaldinho Gaúcho, 39, e seu irmão Roberto de Assis, 49, chegaram algemados para uma audiência, às 10h deste sábado (7), no Palácio da Justiça, em Assunção (o horário local é o mesmo de Brasília). O promotor Oscar Legal declarou em Assunção que o MP do Paraguai pediu a manutenção da prisão preventiva de Ronaldinho e Assis: “Por que há risco de fuga e o Brasil não extradita seus cidadãos”. A defesa tenta transformar em prisão domiciliar.

As imagens de Ronaldinho algemado chegando à Justiça paraguaia ficam ainda mais constrangedoras pela imagem de certa alienação que ele passa. Cumprimentando as pessoas, sorrindo, como se nada estivesse acontecendo.

A impressão geral é de que ainda falta descobrir muito sobre o caso Ronaldinho. Aparentemente, prevalece um misto de arrogância e certeza de impunidade, como se autógrafos e selfies com fãs pudessem camuflar uma grotesca falsificação de passaporte.

Presos em Assunção, no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão e empresário, Roberto de Assis, passaram a noite de sexta para sábado em uma cela comum bem calorenta. A temperatura era de cerca de 35 ºC, e a única mordomia concedida foi um ventilador usado para refrescar a dupla. Fora isto, nada mais.

Eles ficaram no Grupo Especializado da Polícia Nacional, uma prisão considerada como de segurança máxima. Lá, Ronaldinho e Assis tinham como companhia presos acusados, entre outras coisas, de envolvimento com narcotráfico, políticos e homicídios, apurou o ESPN.com.br.

O ex-jogador de Grêmio, Barcelona, Milan, Atlético-MG e outros clubes e seu irmão deixaram o local na manhã deste sábado. Eles foram levados por agentes da polícia local para o Palácio de Justiça de Assunção, no qual chegaram algemados. No local, tinham uma audiência com a juíza Clara Ruiz Diaz, que determinará se eles continuarão presos ou não pelo uso de documentos falsos.

A dupla pode seguir detida ou pagar um valor de fiança fixado pela juíza e responder ao processo em liberdade. “Aqui no Paraguai, infelizmente, há muito culto às celebridades. Não é como no Brasil, no Chile, em que juízes tomam medidas contra quem for”, afirmou uma fonte ouvida pela reportagem.

Entenda o caso

Entenda o caso Ronaldinho e Assis desembarcaram em Assunção na quarta-feira para participarem de um evento. Os dois foram pegos com documentos aduterados no país e passaram a ser investigados.

Os passaportes haviam sido expedidos em nome de outras duas pessoas e, postoriormente, adulterados.

Além disso, a promotoria acusou outras três pessoas: o empresário Wilmondes Sousa Lira, apontado pela defesa do ex-atleta como responsável pelos documentos falsos, e as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero, que foram as paraguaias que constavam nos documentos expedidos.

Na quinta-feira, o fiscal Federico Delfino afirmou que Ronaldinho Gaúcho e Assis não seriam presos por entrarem com documentos falsos no Paraguai, tendo apenas que pagarem uma “multa social”. Mas o juiz responsável pelo caso tomou uma decisão totalmente contrária nesta sexta-feira. (Com informações de O Globo e ESPN)

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