O calvário das penalidades

Paysandu x CRB

POR GERSON NOGUEIRA

O Papão está fora da Copa do Brasil, eliminado na série de penalidades pelo CRB. Deve ser algo que transcende as linhas do campo. Foi a quarta eliminação do PSC desde o ano passado. Antes do jogo de ontem, o time havia caído frente ao Bragantino no Parazão, derrotado pelo Náutico na Série C e vencido pelo Cuiabá na Copa Verde.

A perda da classificação na Copa BR foi sentida principalmente pelo prejuízo financeiro. O bônus de R$ 1,5 milhão seria um bálsamo para aliviar as combalidas contas do clube.

Ao longo dos 90 minutos, o PSC lutou bravamente, tendo sido prejudicado em dois lances capitais. O primeiro foi o gol de Micael, anulado erradamente pela arbitragem. A segunda marcação equivocada foi o pênalti assinalado em dividida de Tony com Luidy.

Paysandu x CRB, Curuzu, Copa do Brasil

O lateral chegou primeiro e tocou na bola. O atrapalhado mediador marcou a falta fatal e Léo Gamalho converteu. Por sorte, dois minutos depois, o PSC foi ao ataque e conseguiu o empate. A bola foi cruzada na área e, em lance de oportunismo, Caíque deixou tudo igual.

O equilíbrio no placar seria mantido até o fim, apesar de algumas tentativas do Papão. Alex Maranhão acertou um disparo na trave, mas o ataque paraense ficou nisso. Nicolas tentava avançar, mas não tinha parceria para entrar na área. Poucas jogadas foram produzidas, apesar do recuo e visível cansaço do time alagoano após os 20 minutos do 2º tempo.

Nos penais, o time de Hélio dos Anjos parece entrar já em alto grau de abatimento. O grau de acertos parecia indicar que desta vez seria diferente, mas na quarta cobrança Micael bateu no canto e o goleiro agarrou. Fica para a próxima. (Fotos: Marx Vasconcelos e Jorge Luiz/Ascom PSC)

Estatuto pode ganhar rigor contra organizadas

A Câmara dos Deputados discute, em regime de urgência, projeto de lei que pode dar ao Estatuto do Torcedor o instrumento da prisão de torcedores envolvidos em baderna, violência ou depredação de ambientes, dentro ou fora dos estádios. Hoje, a legislação é mais branda: prevê apenas o banimento desses grupos dos estádios até por cinco anos.

O projeto, de autoria do deputado federal Felipe Carreras (PSB/PE), quer instituir uma pena de reclusão de 3 a 6 anos para esse tipo exclusivo de conflito, além de multa a ser estabelecida pela Justiça. 

Há também um adendo importante relacionado aos clubes. Torcidas organizadas patrocinadas pelas agremiações e que sejam envolvidas em tumultos acarretarão responsabilidade solidária em casos de danos ao patrimônio.

Para o parlamentar que propõe as mudanças, o Estatuto do Torcedor acaba aliviando as coisas para os torcedores turbulentos, pois passam por um castigo e ficam proibidos de ir a estádios de futebol. A partir de agora, suas ações serão criminalizadas pela justiça comum de acordo com o estatuto.

A conferir.

Brusque x Remo: uma batalha de alta intensidade

O Remo tem seu jogo mais complicado da temporada, hoje, em Brusque, diante do entusiasmado time da casa, que eliminou o Sport na primeira fase da Copa do Brasil. Último representante paraense na competição, o Leão terá que fazer a melhor apresentação da temporada para seguir adiante.

Justamente aí reside a desconfiança da torcida remista. Rafael Jaques comanda a equipe, mas passa impressão de ainda não conhecer as características de seus jogadores. A escalação é sempre questionada, assim como as substituições durante os jogos.  

Há a especulação de que o time terá um meio-campo com Xaves, Laílson e Douglas Packer. Não é, seguramente, a melhor formação para o setor. Charles, Gelson e Djalma têm mais qualidade que Xaves, volante de pífio desempenho até o momento, lento e de passe ruim.  

Muitos problemas para um meio-campo só. A coisa piora se Jaques apostar fichas em Robinho, jogador que permanece titular apesar de pouco render.

Pelo que foi visto no jogo contra o Águia, sábado, Hélio Borges pede passagem e deveria ter chance no ataque. Rápido e insistente, pode ser o atacante ideal para puxar contra-ataques em confronto que deve ter o Brusque buscando o ataque com mai insistência.

Volpe: adeus à voz mais elegante do esporte na TV

Conheci Luís Alberto Volpe como apresentador de “Grandes Momentos do Futebol”, programa icônico da Cultura de S. Paulo. Fiquei impressionado com o jeito quase bossa-nova de narrar futebol. Timbre elegante, educado ao extremo, num tempo em que narradores precisavam ter vozeirão.

Sem dúvida, Volpe era incomum, diferenciado de tudo o que se via na TV. Continuei a acompanhar o seu trabalho em participações na ESPN, principalmente no “Histórias do Futebol”, série de documentários caprichados que a emissora fazia nos bons tempos de José Trajano.

O estilo sóbrio transmitia sempre a certeza de que era possível haver uma segunda via de comunicação no futebol. Algo como também fazia Januário de Oliveira numa linha mais descontraída e espirituosa, mas sempre com a voz bem colocada, sem gritos desnecessários.

As notícias acerca de sua morte, anteontem, acabaram por revelar para muitos (como eu) que ele estava desempregado desde que foi demitido da ESPN em 2015. Incrível – e triste – como um profissional de tamanho talento e grandeza estava em disponibilidade na fase mais madura da carreira. Vai fazer (muita) falta.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 20)

10 comentários em “O calvário das penalidades

  1. Vamos lá:
    Jogou melhor , mas continua sendo roubado d se

    Continua sendo roubado …o que é pior em casa , já tinha sido roubado contra o Brasiliense na primeira fase , e continuará sendo na série C se não se impor nós bastidores. Sem teorias conspiratórias, mas tem histórico do Ladrão Vuaden , oh sistema corporativo , pobre do nosso país que perdemos até para Maceió e Pernambuco.

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  2. O CRB poderia ter feito dois gols logo no início da partida, uma defesa do goleiro do Psc e outra cabeçada tirada em cima da linha pelo zagueiro, o Psc como já havia alertado neste espaço antes do Re-Pa só tem uma jogada, bola alta para o Nicolas escorar e nos escanteios onde todos os jogadores, ficam naquele bolo no primeiro pau por terem boa estatura, tentam desviar para o gol e atrapalham a saída do goleiro com um na sobra no segundo pau, o castanhal ganhou o jogo na transição rápida para o ataque e o CRB quando vinha em velocidade pela esquerda, era um desespero para a retaguarda bicolor, pena que o treinador do Remo e seus auxiliares não viram isso, e O CRB parece que estudou bem o Psc e neutralizou bem essa jogada.

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  3. Complicado mesmo, Raime. Somada à ‘Garfada dos Aflitos’, o prejuízo do Paysandu com os erros (vou tentar não questionar as índoles dos árbitros…) de arbitragem já passa dos 3 milhões de reais (o amigo Gerson talvez possa estimar um valor melhor). Isso é número enorme para um time na situação financeira atual do PSC. Enfim, vida que segue.

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