Pará estreia mal na Copa BR

POR GERSON NOGUEIRA

Caiu o primeiro representante paraense na Copa do Brasil. O Independente Tucuruí foi derrotado pelo CRB de Alagoas, ontem à tarde, no estádio Evandro Almeida, até com relativa facilidade. O desnível técnico entre as equipes – uma de Série B e outra da quarta divisão – ficou evidenciado em detalhes que definiram o resultado final.

O time treinado por Marcelo Cabo foi sempre mais organizado, lúcido e com proposta de jogo bem clara. Com bom trabalho de Rafael Longuine no setor de criação e intensa movimentação de Léo Gamalho no ataque, o CRB não se abalou nem ao tomar um gol logo aos 2 minutos, em falta cobrada por Leandro Cabecinha.

Tratou de por a bola no chão, com saídas em velocidade. Empatou 3 minutos depois. Gamalho recebeu na entrada da área e chutou à meia altura, a bola desviou e Longuine chutou para as redes.

Mais duas grandes jogada foram executadas, mas o Galo Elétrico se safou. Por algum tempo, dos 15 aos 30 minutos, o jogo ficou equilibrado. Daelson e Cabecinha apoiavam o ataque, cruzando bolas na área alagoana.

Aos 19’, em cobrança de falta, a bola acabou nas redes, mas o gol foi anulado pelo auxiliar, que apontou impedimento. Foi o suficiente para que o técnico Vânderson reclamasse de maneira acintosa.

No final do 1º tempo, o zagueiro Everton desperdiçou rebote do goleiro Evandro Gigante. Chutou por cima do travessão. Apesar das manobras sempre perigosas do CRB, o Galo parecia ter se encontrado no jogo, acertando o passe no meio-campo, com Evair e Talyson Carioca.

Mal começou o tempo final, o CRB passou à frente. Longuine recuperou bola na linha do meio-campo, avançou até a área do Independente e trocou passes com Gamalho e Lucas. A bola foi cruzada e os zagueiros ficaram olhando enquanto Longuine finalizava com tranquilidade.

Foi tão fácil que a zaga só saiu do imobilismo para reclamar de um impedimento inexistente. Vânderson encampou a reclamação e voltou a pressionar o bandeirinha. Pela reincidência, foi expulso.

O Galo tentou se reaprumar e Ramon ameaçou com um cabeceio perigoso. Logo em seguida, porém, o CRB definiu a parada. Após rebote de Evandro, Léo Gamalho fuzilou para marcar o terceiro gol.

A partir daí, o Independente se dedicou a tentar o gol de qualquer maneira, usando até quatro atacantes – Ramon, Caça Rato, Raigol e Joãozinho –, mas pecava pela afobação e a falta de conexão entre meio e ataque. O CRB tocava a bola, controlando as ações.

Um gol de pênalti, do incansável Cabecinha, deu números finais a um jogo que serviu de ensaio (e lição) para a participação paraense na Copa do Brasil, torneio que paga os melhores prêmios do continente.

Papão encara o sucatão do Brasiliense

Ainda sob desconfiança da torcida devido à derrota frente ao Castanhal, o Papão começa a caminhada na Copa do Brasil contra o Brasiliense, hoje à noite, em Luziânia (GO). O adversário tem jogadores experientes, como Neto Baiano (ex-Remo), mas não é o maior problema para os bicolores.

O que pode realmente comprometer a atuação é o modelo de jogo visto contra o Castanhal. Sobre isso, é improvável que o técnico Hélio dos Anjos mantenha uma dupla de zaga tão lenta e pouco reativa, como Micael e Wesley Matos.

Perema deverá voltar ao time, assim como Elielton, barrado no domingo. Para um jogo de muita pressão, pois o Brasiliense certamente irá sair em busca do gol, Elielton pode ser peça importante, tanto nos contra-ataques quanto na recomposição pelo lado direito.

Direto do blog campeão

“Este ano gostaria de não fazer comentários sobre qualquer agremiação paraense. Mas, diante do que vejo no meu amado Paysandu, não posso me calar. O time está igualzinho ao do ano passado, atrapalhado nas saídas de bola quando pega pela frente um adversário com a marcação alta. Errando muitas finalizações. E perdendo as partidas nos minutos finais. Vide Série C, contra o Náutico, e Copa Verde contra o Cuiabá.
Domingo, em dois minutos, tomou uma virada vergonhosa por abdicar do ataque quando o jogo estava 2 a 1. Bem feito, e que isto sirva de alerta.
A permanência de atletas que só quase foram campeões tem um preço. Só espero que não seja tarde para mudar a postura do time. Semana de clássico com times meia bocas. Que vença o menos pior”.

Miguel Ângelo Carvalho, um bicolor desconfiado

Messi rompe silêncio após escaramuça interna

Em enérgico repto a intempestivas declarações de Abidal, executivo de futebol do Barcelona, que insinuou participação direta de jogadores na derrubada do técnico Ernesto Valverde, o normalmente quieto Lionel Messi assumiu o protagonismo que tanto lhe é cobrado. Não fugiu da raia. Disse que responsabilidades devem ser divididas e a má atuação em alguns jogos deve ser atribuída aos jogadores.

Abidal parece ter derrapado na entrevista. Falou muito mais do que seria apropriado, abrindo um foco de incêndio que pode resultar em problemas maiores, principalmente pela campanha inconsistente que o time faz no certame espanhol e pela cobrança da torcida em relação à participação na Champions League.

Os jornais espanhóis deixam no ar a sensação de que Abidal, sem ambiente junto ao elenco, pode cair. Só não sai logo porque um clube do porte do Barça não passa recibo de submissão a jogador, mesmo que seja Lionel Messi.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 06)

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