‘Já viu algum grileiro ter a cabeça raspada e ser mostrado com roupa de presidiário?’

Do Estadão

Caetano Scannavino havia acabado de receber a notícia de que a residência de seu irmão, Eugênio, foi arrombada na terça-feira, 3, quando concedeu entrevista à reportagem do ‘Estado’ sobre o inquérito da Polícia Civil que envolve a ONG Saúde & Alegria, coordenada pela família. Antes, havia dito que as investigações levaram a ameaças e ofensas nas redes sociais. Foi a primeira vez que as hostilidades deixaram o plano virtual para o real.

Criada em 1987 por Eugênio Scannavino, a instituição era e continua voltada ao atendimento médico a populações ribeirinhas e de difícil acesso. De lá para cá, a Saúde & Alegria ampliou sua atuação, focando também no meio ambiente.

Após a deflagração da Operação Fogo do Sairé, que investiga incêndios em Alter do Chão (PA), a ONG se viu no meio de uma investigação sobre suposta ação de brigadistas para desviar recursos de preservação da Amazônia.(…)

“É uma coisa absurda. Eu quero crer que houve uma falha grave de interpretação, uma leitura extremamente subjetiva”, afirma Caetano Scannavino. Ele questiona o tratamento dado aos brigadistas presos. “Você já viu algum grileiro, com provas cabais de grilagem, ter a cabeça raspada e ser jogado para a imprensa com roupa de presidiário?”

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