Mais 2 reforços para o Leão

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo anunciou ontem mais duas contratações. Confirmou Giovane, ex-Pelotas (RS), e surpreendeu com o nome de Jackson (foto), atacante que defendeu o Ypiranga-RS na Série C. Há nesses casos a clara participação do técnico Rafael Jaques, que receberá hoje o elenco para o começo dos trabalhos.  

Com 24 nomes certos, a expectativa é pelos seis nomes restantes. Falta anunciar um zagueiro, um lateral direito, um volante, dois meias (Robinho, ex-Operário, é um deles) e um atacante. Alguns nomes estão certos, mas a diretoria mantém a política de só anunciar com acordo concretizado.

Parte da torcida continua com um pé atrás em relação a Jaques e aos reforços anunciados até agora. É natural. O técnico apresenta pouca rodagem em termos de competições nacionais, tendo como referência maior o bom trabalho no São José.

O perfil, porém, foi determinante para a escolha. É um técnico da nova safra, com ambições claras quanto à evolução na carreira e formação profissional na escola gaúcha, considerada por muita gente a mais competitiva do país, com características que agradam a diretoria azulina.

Os atletas vêm bem avaliados, tanto pelo próprio Jaques quanto pelo executivo Carlos Kila. A diretoria não se manifestou sobre a possibilidade de trocar remanescentes da temporada 2019 confirmados antes do anúncio de Jaques, mas é provável que isso aconteça após os treinos que o técnico irá ministrar a partir de hoje e durante a pré-temporada.

Em entrevista ao Bola na Torre, ontem à noite, o técnico destacou a estrutura encontrada no Remo como importante para o trabalho a ser desenvolvido na próxima temporada. Deve ter se impressionado com o Nasp (Núcleo Azulino de Saúde e Performance), centro médico e de fisiologia inaugurado ontem nas dependências do estádio Evandro Almeida.

É um dos grandes trunfos do Remo para oferecer aos seus jogadores qualidade nas questões de saúde, condicionamento e prevenção. Pouco clubes no Norte e Nordeste contam com um centro médico tão bem equipado e com profissionais tão capazes.  

Queda da Raposa faz BH viver carnaval fora de época

Faz tempo que a queda para a Segunda Divisão deixou de ser uma humilhação torturante para os chamados gigantes do futebol brasileiro. Ainda assim tem um impacto expressivo quando envolve um clube que nunca havia sido rebaixado. O Cruzeiro integrava o quarteto invicto (junto com São Paulo, Flamengo e Santos) até ontem.

Seguiu à risca o manual do rebaixamento. Ganhou poucos jogos, perdeu atletas importantes para o DM e colecionou técnicos – ao todo, foram quatro: Mano Menezes, Rogério Ceni, Abel Braga e Adilson Batista.

Além dos problemas em campo, a Raposa conviveu com desacertos administrativos de alta combustão. Atrasou salários de jogadores e enfrentou episódios degradantes, com direito a investigação policial e ordem de prisão para dirigentes.

Em Belo Horizonte, a queda cruzeirense propiciou à galera do rival Galo um carnaval fora de época, com apitaço e intenso foguetório.

O pior de tudo é que, na Série B, o Cruzeiro será o primeiro grande a ter redução drástica de recursos oriundos da cota de TV. Terá que se esmerar em gastar pouco na contratação de reforços – coisa que seus cartolas não estão acostumados a fazer.

Sampaoli surra o campeão com as armas de Jorge

De repente, na última volta do ponteiro para a Série A 2019, eis que o Santos de Jorge Sampaoli logra a façanha que ninguém mais teve peito de conseguir ao longo da temporada. Impôs um categórico 4 a 0 goela abaixo do poderoso Flamengo de Jorge Jesus, legítimo campeão nacional (e do continente), que levou à Vila Belmiro todos os seus titulares.

Por todos os critérios, inclusive os que garantiam aplausos merecidos ao Fla durante o Brasileiro, foi um irretocável baile santista. Pode-se dizer que o time rubro-negro não esperava o empenho dos santistas num jogo que era pouco mais que um amistoso.

Há quem fale que o Fla ainda curte a ressaca das conquistas recentes. Pode até ser, mas botar na roda o melhor time da América do Sul não é para qualquer um. O Peixe, irrepreensível em campo, deve muito do desassombro exibido ontem à competência de seu comandante.

Enquanto Renato Chaves passou meses soltando bravatas em relação a Jesus, acabando por levar uma sova no Maracanã, Sampaoli agiu em silêncio e armou uma estratégia infalível para derrubar o favoritaço Flamengo: fez o Santos jogar como o Flamengo costuma jogar, sufocando a saída de bola e utilizando as triangulações em velocidade.

De braços dados com a violência e a intolerância

No Rio de Janeiro, que alguns tentam a todo custo transformar em cenário de guerra permanente, a polícia se especializou em barrar faixas e cartazes criticando o fascismo, a intolerância e o desrespeito às leis.

Devia se preocupar em fazer cumprir justamente o que prevê a Constituição, dando segurança à população, mas prefere proibir o protesto pacífico de torcedores do Botafogo no estádio Nilton Santos contra as ações genocidas nas favelas e bairros da periferia.

O mais grave é que os militares, cumprindo ordens superiores, sem ordem judicial, fotografaram os documentos da torcedora que tinha as faixas, a título de intimidação.

Breve pausa até o final da temporada

A coluna tira uns dias de recesso, a partir de amanhã, aproveitando o fim da temporada futebolística para dar uma folga aos bravos leitores. Voltaremos a qualquer momento, caso algum acontecimento importante ou de força maior justifique a entrada em cena. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 09)

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