
POR GERSON NOGUEIRA
Amanhã à noite, diante do Cuiabá, no segundo jogo da decisão da Copa Verde, o time do Papão tem a preciosa oportunidade de zerar perdas e compensar decepções de uma temporada de insucessos. Caso confirme a conquista encaminhada com a vitória da semana passada na capital mato-grossense, o time de Hélio dos Anjos permitirá ao torcedor fechar o ano levantando uma taça e comemorando um título.
É claro que o tricampeonato da Copa Verde não apaga por completo a irritação pelo vexatório desempenho no Campeonato Estadual, onde o time acabou em quarto lugar, atrás do Bragantino, que venceu a disputa da terceira colocação em plena Curuzu.
Da mesma forma, o eventual triunfo na CV não diminui também a frustração pela eliminação na Série C, mesmo considerando que o revés diante do Náutico não pode ser atribuído à atuação do time, mas à arbitragem que assinalou incorretamente um pênalti no período de acréscimos daquela partida.
Quanto à Copa do Brasil, nem há muito a lamentar, visto que a competição há muito tempo deixou de ser prioridade na agenda dos clubes que não participam da chamada elite futebolística do país. Vale apenas pela visibilidade e pelo aporte financeiro gerado pela participação – premiação de R$ 2,4 milhões mais a renda de um jogo contra um grande time.
Tudo isso, porém, ficará de lado caso o invicto time alviceleste supere o Cuiabá e se estabeleça como o maior vencedor das seis edições da Copa Verde. Os méritos pela chegada à decisão são mais do óbvios.
A campanha foi mais ou menos tranquila até o cruzamento com o Bragantino, cujo grau de dificuldade foi proporcionalmente maior do que a sempre incruenta batalha com o Remo nas semifinais.
Ocorre que, nesta edição da CV, os jogos com o Tubarão aconteceram logo depois da traumática batalha dos Aflitos, que teve forte efeito no rendimento técnico (e emocional) do PSC no primeiro confronto. Terminou 1 a 1, mas as quatro expulsões registradas tornaram a segunda partida ainda mais complicada do que normalmente seria.
Em Bragança, o duelo foi tão brigado que a vaga acabou decidida na cobrança de penalidades. Isso depois de um gol milagroso de Nicolas, sempre ele, a poucos minutos do final.
Por tudo isso, não resta a menor dúvida de que a equipe merece conquistar o tri da Copa Verde. Seria uma espécie de prêmio de consolação pela injusta saída de cena da Série C e a perda do acesso à Segunda Divisão.
Mangueirão abre as portas para a paixão rubro-negra
Na esteira do entusiasmo dos rubro-negros em todo o Brasil, a diretoria do Flamengo conseguiu junto ao governo do Estado a cessão do estádio Jornalista Edgar Proença para um encontro da galera rubro-negra de Belém em torno da transmissão da final da Taça Libertadores, na tarde do próximo sábado (23), entre Flamengo e River Plate.
A partida acontecerá na cidade de Lima, no Peru, e a iniciativa do Flamengo terá como organizadores em Belém representantes das torcidas Fla Fla de Belém, Nação Tucuruí e Flapebas. A expectativa é de que, pela primeira vez, um evento desse porte encha o estádio estadual.
Para ter acesso às dependências do Mangueirão, o torcedor flamenguista trocará o ingresso por 1 quilo de alimento não perecível. Tudo que for arrecadado será entregue a instituições sociais da capital paraense.
O próprio governador, rubro-negro de carteirinha, facilitou a liberação do estádio. “Vamos disponibilizar para esse evento, toda a estrutura do nosso estádio, e em troca vamos contribuir atendendo as comunidades carentes através das doações dos torcedores”, disse Helder, ontem.
Os portões serão abertos às 13h de sábado. Os ingressos estarão disponíveis para troca a partir de amanhã (20), nas sedes de Remo e PSC.
Tricolor cearense ultrapassa torcidas tradicionais
O Fortaleza pode não ter feito grande figura no Brasileiro deste ano. Corre risco mínimo de rebaixamento após a vitória (3 a 0) sobre o CSA na última rodada, mas vem se destacando por outra razão. Ameaça entrar gloriosamente para o seleto clube das maiores torcidas nacionais.
Contra o CSA colocou 33 mil pagantes na Arena Castelão e sustenta a impressionante média de 31.853 por partida, a terceira maior da competição, ficando à frente de São Paulo, quarto colocado, e do Palmeiras, quinto.
Para turbinar essa colocação, o Fortaleza está convocando a torcida para os jogos que lhe restam em casa, contra Santos e Bahia. Já há a pretensão legítima de superar a média do Corinthians e fechar o campeonato com a segunda maior torcida do Brasil.
Uma nova chance para Paquetá honrar a camisa 10
O amistoso de hoje diante da Coréia do Sul pode não estar despertando atenção de quase ninguém no Brasil, mas será acompanhado com vivo interesse pelos parentes de Paquetá, o camisa 10 da Seleção de Tite. Pela reação furibunda da irmã dele, Bianca, nas redes sociais, o jogador tem tudo para ser o mais nobre sucessor de Pelé com a camisa canarinho.
Depois de uma crítica de Rivaldo, melhor jogador brasileiro na conquista do pentacampeonato em 2002, a irmã de Paquetá encheu-se de ira e citou a má passagem de Rivaldo pelo Milan em 2003. Aparentemente, o próprio jogador usou a irmã para torpedear o ex-craque do Barcelona.
Devia ter contido a língua, pois Rivaldo foi certeiro ao observar que a legendária camisa 10 não pode sair no intervalo de um amistoso, “porque foi usada e honrada por Pelé, Rivelino, Zico, Rivaldo, Kaká, Ronaldinho, Neymar”. Para chegar ao nível de Rivaldo, o mediano Paquetá vai precisar comer muito feijão e tomar muita garapa.
(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 19)
Deixe uma resposta