Papão reclama da arbitragem e vai pedir a paralisação do campeonato

Informações de bastidores indicam que a diretoria do Paissandu avalia a ideia de apresentar protesto formal ao STJD solicitando a paralisação do Campeonato Brasileiro da Série C, sob a alegação de que o clube foi prejudicado pela arbitragem com pênalti considerado inexistente aos 49 minutos do 2º tempo da partida contra o Náutico, no Recife.

Com a penalidade, o Náutico empatou o jogo (2 a 2) e forçou a série decisiva de tiros livres da marca do pênalti, levando a melhor na dista (5 a 3). O alvo da indignação alviceleste é o árbitro Leandro Vuaden (RS).

Uma reunião realizada ontem à noite entre diretores e conselheiros decidiu que o clube tem o direito de apelar ao tapetão, apontando erro na aplicação da regra no lance do pênalti. Vai citar também um suposto penal sobre Hygor que não foi marcado por Anderson Daronco no jogo em Belém. Outro item da reclamação seria a admissão de erro de Vuaden por parte de Leonardo Gaciba, diretor de arbitragem da CBF.

O Papão também vai argumentar que Leandro Vuaden foi o único árbitro não integrante do quadro da Fifa nos jogos da quartas de final da Série C – embora não haja qualquer obrigatoriedade nesse sentido.

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Por fim, o clube protesta da súmula do jogo, que não fez referência à invasão do gramado dos Aflitos pela torcida do Náutico para comemorar o acesso. O PSC alega que a comissão técnica teria sido vítima de agressões e que seus jogadores teriam sido hostilizados.

O presidente do PSC, Ricardo Gluck Paul, viaja ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira e promete providências judiciais. Em nota oficial, o clube destaca ter sido “prejudicado por um gravíssimo e escandaloso erro de arbitragem, com ampla repercussão na mídia nacional e nas redes sociais”, se referindo ao lance no último minuto dos acréscimos.

O gaúcho Leandro Pedro Vuaden marcou um pênalti a favor do Náutico. Ricardo Gluck Paul, ainda de acordo com o comunicado divulgado pelo Paissandu, terá o auxílio de um grupo de advogados especialistas em direito esportivo. O clube bicolor alega que a penalidade não existiu: 

“Caíque Oliveira cortou de cabeça em direção contrário ao gol e a bola bateu em Uchôa, que estava com o braço totalmente colado ao corpo, sem tornar seu corpo maior de maneira antinatural. Além disso, a bola foi tocada por Caíque Oliveira na direção de Uchôa, ou seja, um próprio jogador bicolor, dentro da regra”, diz o texto.

Observa ainda que “não há infração se a bola tocar a mão ou o braço de um jogador diretamente da cabeça ou do corpo do próprio jogador, incluindo o pé; diretamente da cabeça ou do corpo, incluindo o pé, de outro jogador que esteja próximo; se mão ou o braço estiver perto do corpo e não faça o corpo artificialmente maior; quando um jogador cai e a mão ou o braço está entre o corpo e o solo para apoiar o corpo, mas não estendido lateralmente ou verticalmente para longe do corpo”.

2 comentários em “Papão reclama da arbitragem e vai pedir a paralisação do campeonato

  1. Caro Gerson em comentário anterior você menciona o seguinte:

    “Apesar de a imagem não mostrar com clareza, a bola parece tocar no braço do jogador do PSC. Avaliação que deve ter sido a mesma do árbitro, que estava bem posicionado”

    Assim sendo, na sua avaliação houve pênalti? Bola batendo no Braço recolhido sem aumentar a área de atuação caracteriza a penalidade?

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