A nova batalha dos Aflitos

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POR GERSON NOGUEIRA

Todos os preparativos e cuidados foram tomados pela comissão técnica do PSC para que o time enfrente e supere o Náutico, hoje à noite, no estádio dos Aflitos. É um confronto de difícil prognóstico pelo equilíbrio entre as equipes. Apesar de donos da melhor campanha da Série C (34 pontos) e a invencibilidade de sete jogos, os pernambucanos não podem ser considerados favoritos neste mata-mata.

Nem o fator campo pode ser apontado como vantagem decisiva. É importante ter torcida ao lado apoiando incondicionalmente. Ocorre que, em Belém, o Papão também contou com os incentivos da Fiel e não conseguiu concretizar a vitória.

Significa que o futebol não se define pelos fatores extracampo. O caldeirão dos Aflitos pode garantir tranquilidade e calor afetivo aos donos da casa, mas não poderá interferir na movimentação dos times no gramado.

A vaga será destinada ao time que tiver mais equilíbrio e tranquilidade para desenvolver seu jogo e aproveitar as chances criadas. Nesse aspecto, cabe observar que o visitante tende a ter mais serenidade. Os mandantes acabam sofrendo a pressão de ter que satisfazer a expectativa da torcida.

Nos anos recentes em que obteve acesso à Série B o PSC foi extremamente cirúrgico e frio para superar oponentes que atuavam dentro de seus domínios. Aparentemente favoritos, Macaé-RJ e Tupi-MG sucumbiram ao pragmatismo tático do Papão.

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É claro que o Náutico tem mais história, camisa e torcida que os dois clubes interioranos citados acima. Não se pode comparar o poderio do Timbu com o de seus antecessores, mas os riscos que cercam o time recifense são de igual monta.

A lei natural das coisas indica que o PSC pode se dar bem caso saiba encaixar contra-ataques, explorando as subidas que o dono da casa forçosamente terá que fazer. Hélio dos Anjos projeta um ataque com Hygor, Nicolas e Vinícius.

O técnico alviceleste deve ter os seus motivos para planejar uma linha ofensiva com esses jogadores, mas penso que Elielton poderia ser um atacante mais letal nas arrancadas em contragolpe. Se não entrar de cara, o rápido extrema (ou externo, como prefere o professor Tite) é arma importante para o segundo tempo.

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Bola na Torre

Giuseppe Tommaso comanda a atração, a partir das 21h, na RBATV. Na bancada de debatedores, como convidada, a radialista Paula Marrocos, juntamente com este escriba baionense. Em pauta, gols e análises da decisão do mata-mata da Série C.

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Grande oportunidade para jovens talentos do Leão

Hélio Borges, jovem revelação das divisões de base do Leão, ganhou chance na Copa Verde. Contra o Sobradinho, foi decisivo. Anotou o segundo gol ajudando a construir o placar que permitiu a vitória azulina. Por ausência de opções, foi lançado no Re-Pa da Série C, não conseguindo reeditar o bom papel do jogo anterior.

Outro que foi lembrado por Márcio Fernandes na hora do aperreio foi o volante Pingo, sem exibir o mesmo desempenho de Hélio na Copa Verde. O volante Lailson entrou contra o Atlético-AC na primeira partida da segunda fase. Não brilhou, mas foi um dos poucos a se salvar das críticas da torcida após a derrota em Rio Branco.

Como o Remo tem cada vez menos material humano para a sequência da CV é provável que o trio volte a ser escalado por Eudes Pedro. O jogo da volta contra o Atlético, no próximo domingo, no estádio Evandro Almeida, pode abrir possibilidades, principalmente para Hélio e Lailson.

Nesses momentos, quando as necessidades propiciam chances aos esquecidos, é o momento ideal para que os jovens talentos caseiros mostrem seu valor. Roni, hoje no Atlético-PR, despontou no Remo em momento de extrema dificuldade para composição do ataque. Em situação normal, talvez não tivesse sido aproveitado.

O dito popular diz que a ocasião faz o ladrão. No caso dos jovens boleiros azulinos, o aperreio gera a oportunidade. Que estejam atentos a essa chance.

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Direto do blog campeão

“Nos primeiros jogos da série C, vaticínio aqui que o Remo pela forma de jogar apresentado, nos daria grande chance de classificar ao mata-mata. Durante esse período em virtude de algumas situações, a equipe perdeu algumas características importantes de jogo para se manter entre os quatro, e deu no que deu, ficou fora justamente no momento mais importante. Restou no calendário a CV, mas logo no primeiro jogo percebemos que os jogadores parecem já estar em ritmo de férias, ou seja, nenhum compromisso com o clube e principalmente com os mais interessados, o apaixonado torcedor. Na série C eu tinha esperança; na CV, nenhuma”.

Lucilo Filho, um torcedor desesperançado com o Leão

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 08)

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