A primeira grande batalha

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POR GERSON NOGUEIRA

Para quem se classificou depois de reação tão consistente na virada de turno da Série C, o PSC chega com autoridade à disputa com o Náutico pelo acesso à Segunda Divisão. Merece respeito, principalmente, pelo encaixe do jogo proposto pelo técnico Hélio dos Anjos e a objetividade que o time passou a mostrar em campo.

O jogo desta noite, no Mangueirão, colocará frente a frente estilos que têm mais semelhanças que diferenças. O Náutico, de Gilmar Dal Pozzo, também fez uma arrancada no returno e alcançou o G4, terminando com a maior pontuação do campeonato (33), 10 vitórias e 24 gols marcados.

Outra afinidade é quanto aos sistemas utilizados, centrados na marcação forte, com desenho inicial no 4-3-3. Quanto ao aproveitamento, porém, o PSC ostenta resultados mais satisfatórios: sofreu apenas 11 gols na competição contra os 18 que a zaga do Náutico deixou passar.

Sem baixas significativas, além do paraense Rafael Oliveira, o Náutico deve manter a formação das últimas cinco rodadas. O destaque é Thiago, cria do clube e apontado como melhor jogador do time. Matheus Carvalho e Wallace Pernambucano completam o trio ofensivo. Nas laterais, Hereda e Willian Simões, que já passou pelo Papão.

Para superar o Náutico, que costuma atuar melhor como visitante, o PSC precisa ser agressivo e impositivo como nas atuações contra Atlético-AC e Remo. Foram jogos que exibiram a melhor faceta do esquema usado por Hélio dos Anjos: saída rápida, tanto no meio como nas laterais, e agressividade na chegada ao ataque.

Contra a equipe acreana, o Papão foi perfeito nos primeiros 20 minutos, quando impôs marcação alta e construiu sua vitória sem deixar o adversário respirar. É claro que existem profundas diferenças entre Atlético e Náutico, mas a estratégia, se empregada, tem boas possibilidades de êxito.

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Técnico do Leão já vai estrear sob pressão

Apesar do curto espaço de tempo para trabalhar e mudar conceitos, o técnico Eudes Pedro, contratado pelo Remo nesta semana, já tem sobre os ombros a obrigação de classificar o time para as semifinais da Copa Verde. Após a eliminação na Série C, o torneio regional virou tábua de salvação no encerramento da temporada azulina.

Há muita coisa em jogo. É a chance de levantar um título importante (e inédito para o clube) e garantir lucro financeiro com as arrecadações e uma bonificação que ganhou cada vez mais importância – a vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, assegurando faturamento em torno de R$ 3 milhões (prêmio de R$ 2,4 milhões + bilheteria).

Os desafios são de boa monta para o iniciante Eudes. Não há dinheiro para contratações extras. A única novidade no elenco em relação à Série C é o lateral Cesinha, ex-Santa Cruz, em meio a críticas da torcida coral.

O time é o mesmo que Márcio Fernandes utilizou, com um meio-campo que tem Eduardo Ramos como organizador. ER irá dividir com Eudes o peso da pressão na Copa Verde. Jogador mais qualificado do grupo, o meia acusou visível queda de rendimento físico na reta final da Série C.

Além de botar o time nos eixos, Eudes tem a missão de remontar emocionalmente o grupo, visivelmente abalado pela desclassificação no Brasileiro. O alento é que o primeiro adversário é o Atlético-AC, lanterna da Terceira Divisão e que sofre um desmonte de elenco.

Ainda assim, os riscos existem. O Remo já sofreu na CV o desprazer de ser eliminado por equipes medianas, teoricamente inferiores. O Manaus foi algoz dos remistas no ano passado e o Santos-AP em 2017. É bom não brincar com a sorte – ou azar, conforme o ponto de vista.

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Bravatas e profecia no cardápio da decisão

O presidente do Náutico, Edno Melo, marcou posição nos últimos dias reclamando de suposta perseguição movida pela CBF, que teria punido o clube pernambucano por “não cumprimento de mecanismo de solidariedade”, referente a uma transação envolvendo jogadores.

Sem provas, Edno atribuiu a punição ao coronel Antonio Carlos Nunes pelas ligações com o PSC. Avalia, ainda, que o ato da CBF visa desestabilizar seu time. A irritação aumentou com a escolha do árbitro.

A explicação é simples: Anderson Daronco apitou o jogo do mata-mata do ano passado, entre Bragantino-SP e Náutico, vencido pelos paulistas por 3 a 1 com dois gols irregulares, em Bragança. Na volta, no Recife, o Náutico foi eliminado com o empate em 1 a 1.

Enquanto reclamou da arbitragem, o cartola fez o seu papel, mas pisou feio na bola ao se meter a profeta, afirmando que o Náutico ganharia em Belém, ressaltando ainda que os bicolores estariam “com medo” e que seria armada uma guerra contra o Timbu no Mangueirão.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda a atração, excepcionalmente às 21h, na RBATV, com a participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião na bancada de debates. Em pauta, gols e análises do mata-mata da Série C.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 01)

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