Superação no momento certo

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POR GERSON NOGUEIRA

Embalado pela força e vibração que veio das arquibancadas do Mangueirão, o Remo conseguiu superar as dificuldades, os erros recorrentes e a marcação forte do adversário para alcançar ontem à noite uma vitória importantíssima na luta pela classificação à próxima fase. Com o resultado (2 a 0 sobre o São José), o Leão alcançou 26 pontos, voltou ao G4 e deu à torcida motivos para continuar acreditando.

Os primeiros movimentos foram preocupantes para os 29 mil torcedores presentes ao jogo. O Remo aceitava a marcação alta imposta pelo São José e, pelo menos até os 15 minutos, mostrou afobação e errou muito na saída de bola. Levou um susto aos 5’ quando a bola atravessou a pequena área, após raspar na cabeça de Eduardo Ramos e passar perto do poste esquerdo.

Diante da situação de tudo ou nada, sem direito a um novo tropeço, o time parecia sentir a responsabilidade de ter que garantir os três pontos. Com a troca de Garré por Zotti, ainda no aquecimento, Márcio Fernandes Os erros eram provocados pela forte marcação do São José, que começou criando obstáculo para as jogadas conduzidas por Eduardo Ramos e Zotti.

Aos poucos, essa estratégia de pressão foi arrefecendo e o Remo se soltando mais. Ramires acertou um cabeceio na trave direita de Fábio e Danillo Bala (que substituiu Djalma) quase aproveitou rebote da zaga no segundo pau.

Na etapa final, o São José começou a experimentar algumas estocadas, testando o setor defensivo azulino, que se manteve firme, a começar pela segurança de Vinícius, que chegou a se lesionar e correu risco de sair da partida no primeiro tempo.

Matheusinho e Claudio Maradona, os extremas do São José, avançaram mais sobre a linha de zaga, mas tanto Daniel Vançan quanto Gustavo Ramos (que recuou para o lugar que era de Djalma) se saíram muito bem.

No meio campo, Yuri e Ramires se desdobravam diante dos avanços de Karl e Rafael Carrilho, mas não podiam mais acompanhar as subidas dos meias. Neto quase acertou um cabeceio aos 5 minutos, mas o jogo seguia enroscado, com predomínio da marcação sobre a criatividade.

Aos 12’, Zotti resolveu arriscar de fora da área, pela primeira vez na partida, e acabou acertando em cheio. A bola passou entre dois zagueiros, tocou no gramado e entrou no canto direito da trave do São José. O gol incendiou a torcida e fez a partida ganhar em emoção porque o time visitante teve que sair em busca do empate.

Márcio Fernandes teve que substituir Zotti, contundido, por Emerson Carioca, que se juntou ao esquadrão de marcação e ensaiou algumas escapadas rumo ao ataque.

Quase conseguiu. Aos 25’, após arremesso lateral, o atacante Luiz Eduardo cabeceou na pequena área. Vinícius defendeu e no rebote Claudio Maradona tocou para as redes. O lance, porém, foi anulado porque o atacante do São José estava adiantado.

A partida continuou intensa, disputada palmo a palmo, com poucas chances claras de gol. Até que, aos 39’, Neto Baiano foi lançado na área e sofreu falta quando ia disparar em direção ao gol. Na cobrança, o próprio Neto mandou rasteiro e sem defesa para Fábio.

Depois disso, o Remo controlou o jogo sem grandes problemas, explorando o desespero e a afobação do São José. Um resultado justo pela produção azulina e merecido pela entrega da equipe, lutando em todos os lados do campo e demonstrando determinação na busca pela vitória.

Márcio Fernandes terá problemas para formatar o Remo para o clássico Re-Pa. Perdeu Djalma e Garré, lesionados. E não terá Gustavo Ramos e Zotti, suspensos. Perdas importantes para um elenco já tão desfalcado nas últimas rodadas da Série C.

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Fenômeno Azul dá show à parte no Mangueirão

A torcida azulina é conhecida como Fenômeno Azul em face de inúmeras demonstrações de lealdade às cores remistas, comparecendo sempre aos estádios para apoiar o time, mesmo em situações adversas.

Ontem a história se repetiu. Em plena sexta-feira à noite, mais de 28 mil pagantes foram ao estádio Jornalista Edgar Proença mostrar que continuam a confiar no sonho do acesso, mesmo que o time nem sempre se mostre confiável.

O público – de 25.872 pagantes – foi o maior da Série C até o momento. Mantém o Remo na liderança da competição da presença de torcida em estádios, com média superior a 15 mil pagantes.

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Papão cresce e se estabiliza com Tomas Bastos  

Na Curuzu, o técnico Hélio dos Anjos foi certeiro na frase usada para resumir a arrancada do PSC dentro da Série C. Os resultados refletem o acerto do trabalho, afirmou logo depois do triunfo categórico de quinta-feira à noite sobre o Luverdense.

Com 27 pontos na classificação, o PSC pode passar ao mata-mata mesmo que não vença o Re-Pa da 18ª rodada. A situação excepcional foi possível pelo encaixe de um jeito de jogar, centrado na marcação forte e no trabalho de criação desempenhado por Tomas Bastos.

A presença do meia é a novidade que ajuda a explicar a evolução bicolor até no número de gols marcados. Em apenas três jogos, Tomas marcou cinco vezes, contribuindo com assistências para que o ataque passasse a funcionar e permitindo ao Papão ostentar um saldo de 7 bolas.

(Coluna publicada no Bola deste sábado, 17) 

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