Ídolo esquecido: enterro de Altair, campeão mundial em 1962, reúne 18 pessoas

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15h17, Capela São Lucas, Cemitério do Maruí, subúrbio de Niterói, na região metropolitana do RJ. Um senhor negro de 83 anos entra lentamente no salão vazio decorado somente com uma coroa de flores. Vestido com a camisa da Seleção, ele para em frente ao caixão, abraça o filho e fica em silêncio por um minuto. Em seguida, o ex-jogador cumprimenta os outros oito presentes no velório até então.

“Vivemos a vida inteira juntos. Precisava vir aqui me despedir do meu melhor amigo”, diz Jair Marinho aos presentes na capela.

Campeão da Copa de 1962 pela Seleção, Marinho deu um aceno para o amigo no caixão e foi se sentar do lado de fora.

O corpo de Altair, vestido também com uma camisa da Seleção, acabara de chegar ao cemitério suburbano. O ex-lateral morreu aos 81 anos na madrugada desta sexta em São Gonçalo, município vizinho. Ele foi o quarto atleta a jogar mais vezes pelo Fluminense. Altair atuou 551 partidas pelo tricolor das Laranjeiras.

No seu site, o clube publicou uma nota de quatro parágrafos em homenagem ao ex-campeão. O Fluminense não mandou nenhum representante e nem coroa de flores ao sepultamento.

Assim como Marinho, Altair também foi campeão pela Seleção na Copa de 1962.

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Altair sofria do Mal de Alzheimer pelo menos desde 2013. Neste ano, foi encontrado, perdido e desorientado pelas ruas de Brasília.

No Chile, Altair foi reserva de Nilton Santos na Copa do Mundo de 1962. É o quarto jogador com mais partidas pelo Fluminense (551), tendo marcado três gols. No clube carioca, conquistou três títulos estaduais (1959, 1964 e 1969) e dois Torneios Rio-São Paulo (1957 e 1960). Foi considerado por muitos o melhor marcador que Garrincha já teve.

Pelo Flu, Altair participou de outra conquista histórica, mas fora de campo. O ex-jogador era auxiliar-técnico do treinador Joel Santana no título carioca de 95, conquistado graças ao famoso gol de barriga de Renato Gaúcho sobre o Flamengo.

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