A importância do “paredão”

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POR GERSON NOGUEIRA

O Remo tem sido extremamente bem sucedido na escolha de goleiros desde os anos 60. É significativa a quantidade de guardiões confiáveis e competentes que vestiram a camisa azulina ao longo de seis décadas. Raríssimos foram os erros nas contratações para o gol.

A lista dos melhores por Jorge Baleia e François, passando por Dico, Edson Cimento, Bracalli, Clemer, Wagner Xuxa, Claudecir, Ivair e Adriano, dentre outros. Atualmente, Vinícius, que está há três temporadas no clube, honra dignamente a galeria de “paredões”.

Quase na mesma proporção em que contrata erradamente jogadores de ataque, o Leão costuma acertar em cheio na aquisição de goleiros. Seja por observação, boas referências ou pura sorte, o fato é que goleiro normalmente não é problema no Baenão.

Vinícius desfruta de tanto prestígio que em 2018 e 2019 foi o primeiro jogador a ter o contrato renovado com o clube – e após campanhas ruins do time na Série C. Exceção em meio a decepções em quase todas as posições da equipe, o goleiro acabou naturalmente ocupando o papel de ídolo. Aliás, o único da torcida nos últimos anos.

A importância que tem, como titular e referência técnica, pode ser medida pelo abatimento que gerou entre os torcedores a notícia de que poderia desfalcar o time no decisivo confronto de amanhã, no Rio de Janeiro, contra o Volta Redonda.

O temor de não contar com o “paredão” Vinícius na partida que pode definir as chances de classificação se alastrou também pelo elenco, pois é fato que o setor defensivo depende muito da segurança que o guardião transmite.

No treino aberto de ontem à tarde, com grande presença de torcedores no Baenão, Vinícius participou das movimentações e aparentemente afastou as dúvidas sobre sua escalação para o jogo em Volta Redonda.

Desse modo, o Remo se insere no seleto grupo de clubes cujo ídolo maior não é um jogador de linha e normalmente não faz gols – como o Corinthians de Cássio, o Cruzeiro de Fábio e o Botafogo de Gatito Fernandez.

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Papão dá boa largada na Copa Verde

Um gol de Léo Baiano, aos 11 minutos do 2º tempo, garantiu a importante vitória do PSC sobre o Nacional-AM, ontem, no estádio da Colina, em Manaus. O triunfo na estreia do clube na Copa Verde adquire mais relevância porque o técnico Hélio dos Anjos foi obrigado a escalar um time mesclado, usando poucos titulares – Diego Matos, Léo Baiano e Elielton.

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Mesmo sem fazer grande exibição, o PSC foi sempre melhor que o Naça de Aderbal Lana. No 1º tempo, Tiago Luiz perdeu grande chance aos 11 minutos. Aos 41’, Jheimy desperdiçou outro bom lance.

Na etapa final, porém, a força ofensiva bicolor se consolidou aos 11’, com o bonito gol do volante Léo Baiano, que driblou um zagueiro antes de mandar para as redes. Tiago Luiz, de atuação razoável, quase fez o segundo gol aos 28’.

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A vitória é importante porque encaminha a classificação do PSC à próxima fase, pois receberá o Nacional na Curuzu sem a pressão de ter que usar o time titular. O jogo também serviu para recolocar em evidência jogadores que estavam meio esquecidos, como William e Tiago Luiz.

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Corinthians vence Goiás com ajuda (de novo) do VAR

É quase redundância mencionar o benefício que o VAR oferece a certos times na Série A. Ontem, o Corinthians foi o favorecido da vez. Um gol do Goiás foi anulado porque o árbitro de vídeo apontou que o atacante estava meio pé à frente da zaga. Meio pé… Vá ser rigoroso assim lá em Itaquera.

Depois, a bola desviou na perna de um zagueiro e resvalou no braço. Os manuais atualizados da Fifa determinam que esse tipo de lance não pode ser considerado faltoso. O árbitro, obviamente, foi olhar no vídeo e mandou às favas a recomendação. Bola na cal e vitória garantida.

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Sem badalação, Roni segue fazendo golaços

Espera-se que Roni em breve será avaliado como merece pela mídia esportiva do Sul e Sudeste, quase sempre pródiga em aplaudir jogadores medianos no futebol brasileiro. Com velocidade rara em jogadores de lado e o aperfeiçoamento das finalizações, o ex-remista vem se destacando no Atlético-PR em jogos nacionais e internacionais.

Ontem, marcou um golaço na vitória sobre o Shonan Bellmare, contribuindo para a conquista da Copa Suruga. Recebeu a bola dentro da área, girou e mandou um tiro certeiro na gaveta esquerda. Antes, já havia tentado um chute cruzado que quase surpreendeu o goleiro.

Everton Cebolinha, do Grêmio, por muito menos do que isso, virou um quase ídolo nacional na recente Copa América.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 08)

2 comentários em “A importância do “paredão”

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