“É amedrontador. Parece um psicopata”

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A professora Rosalina Santa Cruz, 73, lembra como se fosse ontem do jantar que ela e seus irmãos prepararam para contar à mãe, Elzita Santa Cruz, então com 98 anos, como seu filho Fernando Santa Cruz morreu pelas mãos do regime militar. Era o fim de uma longa espera. Desde o desaparecimento de Fernando, em 1974, dona Elzita viu o marido morrer de tristeza enquanto ela própria se transformava em uma “mãe coragem”.

Dona Elzita morreu há um mês, aos 105 anos, depois de 45 anos buscando a verdade sobre o filho. “Que bom que ela se foi sem ter de ouvir essa maldade”, desabafou Rosalina ao UOL em referência às declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o caso. Na segunda-feira (29), ele ironizou o desaparecimento de Fernando em uma provocação ao filho da vítima, o atual presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz. Bolsonaro disse que poderia “contar a verdade” sobre o desaparecimento: “Ele não vai querer ouvir”.

Assim como Fernando, Rosalina também fez oposição ao regime militar, que a prendeu e torturou. Em entrevista ao UOL, ela conta como ficou sabendo da declaração do presidente e relembra o sofrimento do pai e a luta da mãe para conhecer a verdade. Sobre Bolsonaro, Rosalina diz que tem “medo”. “Não é para ficar? Ele tem uma postura de ódio. É amedrontador. Parece um psicopata”, disse a professora, que teme a volta da ditadura e defende o impeachment. (Do UOL)

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