Fernandes admite queda, observa nervosismo e critica critérios do árbitro

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Passou longe de ser a volta dos sonhos. O Remo reinaugurou o Baenão depois de cinco anos de inatividade, a torcida fez uma bonita festa e lotou o estádio, mas o time sofreu um apagão inicial e levou dois gols do Luverdense tendo que fazer uma partida de recuperação para alcançar o empate no último minuto. “Acho que o início da partida os jogadores realmente sentiram muito o estádio. Se eu tivesse que substituir, teria que trocar quatro logo com 15 minutos de jogo. Aí você tem que ver o quê que está pior para você poder trocar, porque só tem três substituições. Quando eu cheguei no vestiário (no intervalo) acertamos algumas coisas e optamos por tirar aqueles que estavam em situações piores”, observou o técnico Márcio Fernandes ao analisar a partida.

A dramaticidade da partida, em função dos gols sofridos antes dos 10 minutos, foi justificada pelo técnico Márcio Fernandes pela perda de confiança dos jogadores de ataque com a sequência sem vitórias. Além disso, ele atribuiu a má atuação inicial a um certo nervosismo da equipe.

Agora, o Remo acumula cinco partidas sem vencer na Série C. Apesar de se manter no G-4 do Grupo B, o sinal de alerta está definitivamente ligado. Na entrevista coletiva após a partida, o treinador admitiu a queda de desempenho no setor de meio-campo:

“A partir do momento que nós tivemos derrotas, houve um decréscimo de confiança do time. E aí, quando você sai jogando, o jogador não tem a mesma confiança do início. Quando a gente estava vencendo jogos, tudo aparece. Se você fizer uma pesquisa em times que estão com derrotas, os jogadores já não saem muito, ficam perto da marcação, isso atrapalha um time que quer propor o jogo, quer jogar. O ponto forte do nosso time sempre foi a rotatividade do nosso time no meio de campo. A gente girava muito, encontrava os espaços para sair com a bola limpa. No momento que houve um decréscimo de confiança, os jogadores passaram a não sair muito. O nosso meio de campo caiu um pouco, tirando o Yuri, que manteve sempre o nível da nossa equipe”, disse Márcio Fernandes. 

Ele elogiou a entrada de Emerson Carioca e Guilherme Garré e ressaltou que todas as substituições que fez visaram aumentar a ofensividade. “Eu sempre procuro levar o time à frente. Eu poderia ter feito substituições de seis por meia dúzia. Isso não ia levar a nada. Temos que arriscar e foi o que eu fiz. Tirei um jogador de trás e coloquei um de frente, coloquei um atacante pelo lado, tentei fazer o máximo para que a gente pudesse chegar lá. Deus nos abençoou com o empate. Acho que as substituições que foram feitas foram em cima do jogo, pela necessidade do momento. E acho que surtiram efeito, conseguimos empurra-los lá para trás. E o Luverdense tomou muito poucos gols no campeonato. Empatam muito, mas tomam poucos gols, então não é qualquer time que faz dois gols neles. Ainda tivemos chances claras e desperdiçamos”.

Fernandes também reclamou do excesso de paralisações e do critério do árbitro pernambucano na hora de dar os acréscimos. “Eu não concordo com os seis minutos. O goleiro deles [Luverdense] caiu, ficou um minuto e meio no chão, e ele [árbitro] não acrescentou nada. Ficou seis minutos do mesmo jeito. Ele falou ‘dei 51’. Beleza, deu 51, mas e o um minuto e meio que o goleiro caiu lá? Porque eu acho assim: se ele dá o acréscimo de dez minutos, que seja, se o goleiro cai e fica um minuto e meio, que acrescente um e meio nos dez que ele deu, se não ele acaba não dando dez, mas só oito e meio. Isso que eu tentei discutir mas ele não entendeu e tudo bem, não vamos colocar a desculpa em cima do árbitro. Eu só questionei porque, naquele momento, poderia acontecer o terceiro gol, tal era a vontade e o domínio do Remo”.

O Remo tem 18 pontos e se mantém na 4ª colocação, dois pontos atrás do líder Juventude e com a mesma pontuação do quinto colocado, o Paissandu. A próxima partida do Leão é na sexta-feira que vem, contra o Ypiranga-RS, em Erechim. (Com informações da Rádio Clube e site Remo100porcento)

6 comentários em “Fernandes admite queda, observa nervosismo e critica critérios do árbitro

  1. O Remo perdeu a consistência do toque de bola e até a postura defensiva satisfatória. Com essa nova postura em campo, o treinador precisa corrigir essas inconsistências de marcação no meio campo e nas laterais sob pena de que nos jogos restantes o time fraqueje e fique fora do g4.

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  2. Concordo Lucilo, a saída do Parker fez com que o meio campo perde o roque de bola e a rotatividade, o Eduardo Ramos entrou e não resolveu o problema, além de enfraquecer a marcação, o Trio Emerson Carioca, Gustavo e Carlos Alberto estão mais entrosado, apesar de não fazerem muitos gols, mas pelo menos criavam mais problemas para a zaga adversária, ontem o Marcão Santana não fez nada no jogo, com a entrada do Emerson Carioca no meio o time melhorou muito e foi pra cima, Existia um buraco muito grande entre o meio e o ataque, talvez o Márcio deveria mudar o esquema para o 3 5 2 Povoando melhor o meio de campo, ou 3 6 1 principalmente para os jogos fora de casa, ontem o time entrou desligado e displicente, não sei se sentiram a diferença do campo, já que estão mais acostumados a jogar no Mangueirão.

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  3. Na minha opinião, o Eduardo e o Carlos Alberto ainda não se entenderam; não sei se isso irá acontecer, mas não acho, por outro lado, que perdemos com a troca do Packer pelo Eduardo, visto que o primeiro já não estava aquela bola toda há alguns jogos. Fora isso, os jogadores de ataque (todos) são muito fracos. São esforçados, obedientes ao esquema, mas tecnicamente muito fracos (vide aquele chute do Alex Sandro após o 1º gol azulino). É compreensível que o orçamento atual do clube não permita a contratação de atacantes com técnica mais refinada, agora mascarar essa deficiência técnica com o “nervosismo”, “o um minuto e meio que o árbitro não deu”, o “decréscimo da confiança”, e tantas outras, é só uma forma de protegê-los (o que também é compreensível!).

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  4. O questionado Emerson carioca tá fazendo falta nesse time. O cara é limitado tecnicamente, mas joga pro time, se doa muito dentro de campo. Rouba bola, arma jogadas, recompõe na marcação…
    O mesmo pode se dizer do Gustavo Ramos.
    Não é mera coincidência a queda de rendimento da equipe (tanto defensiva quanto ofensiva) quando os dois saíram do time.
    Os dois precisam voltar pro time titular. Marcão Santana não dá. Carioca é mil vezes melhor.

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  5. Escanteio precisa ser SEMPRE cobrado no alto. Temos dois ótimos cabeceadores (zagueiros Marcão e Fredson), não entendo como ainda tem cruzamento rasteiro na área. Temos ainda outros jogadores altos, como Jansen, Ramires e o próprio Eduardo.

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