Vitória e liderança

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POR GERSON NOGUEIRA

Foi sofrido, angustiante até em alguns momentos, mas o Papão conquistou a segunda vitória na Série C, que lhe garante a ponta do grupo B e a liderança geral da competição. O Tombense mostrou força de marcação, mas teve dificuldade para acompanhar as jogadas tramadas em velocidade. Nicolas, como tem acontecido quase sempre, resolveu a parada, fazendo (de cabeça) o gol que garantiu o triunfo, aos 4 minutos do 2º tempo.

A rigor, o PSC venceu sem passar por muitos sobressaltos, mas erros seguidos no meio-campo, com Tiago Primão repetindo jornadas pouco inspiradas, impediram que a vitória fosse construída mais cedo, apesar de uma meia pressão inicial que rendeu boas oportunidades.

O problema é que Paulo Henrique não aproveitou duas grandes jogadas e o Tombense tinha no goleiro Felipe uma peça destacada, conseguindo defender seguidamente chutes e cabeceios perigosos contra sua meta.

Nicolas, o mais produtivo jogador do PSC, incomodou bastante com boa presença na área e trabalhando bem a aproximação. Acertou uma bola na trave e viu o goleiro do Tombense impedir gol quase certo após uma cabeçada certeira. À la Banks, o goleiro do time mineiro espalmou a escanteio.

Mesmo com amplo domínio, o meio-campo bicolor não produziu o necessário para que o ataque tivesse tranquilidade e condições de chegar com mais intensidade na área do Tombense.

Com o gol de Nicolas logo no recomeço do jogo, a situação se modificou. Ao Tombense não interessava mais a postura defensiva e o jogo concentrado na marcação. Só ameaçava, muito de vez em quando, com Everton e Bruninho.

Os espaços começaram a surgir e o Papão só não ampliou porque faltou tranquilidade a Pimentinha (que entrou nos minutos finais), Tiago Primão e Paulo Henrique na hora da definição e sobrou arrojo para o bom goleiro Felipe, principal figura em campo.

Resultado excelente para o PSC, que tem mais um jogo em casa no fim de semana – contra o Juventude. O trabalho de Léo Condé começa a aparecer, embora ainda necessitando de ajustes no meio e no ataque.

O torcedor compareceu em pequena quantidade, confirmando que o processo de resgate de confiança ainda está em andamento, depois dos maus passos no campeonato estadual.

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As transmissões do futebol no limiar de uma nova era

O serviço de streaming, que era mais conhecido na plataforma Netflix, começa a invadir o campo do futebol no Brasil. O torcedor paraense tem nesta Série C a oportunidade de aprender a conviver com as transmissões do DAZN, ainda com algumas dificuldades de adaptação, mas consciente de que nada será como antes.

Para as operadoras do serviço, anunciantes e investidores, o streaming é atraente por permitir quantificar com exatidão e minúcias quem realmente está acompanhando as atrações, e por quanto tempo.

Outro aspecto que deve ser considerado é que, ao contrário da televisão, o streaming não tem limitações da famosa “grade” que delimita as ofertas de transmissão em 24 horas, balizando audiências e permitindo que os jogos exibidos sejam precificados, como gostam de dizer os experts do ramo.

Como a internet, o streaming tem amplitude ilimitada. O público, que pode optar por um ou outro produto, ainda mantém a cabeça na tradição e nos hábitos da televisão, mas a comodidade e os preços devem facilitar o processo de adaptação.

A perlenga envolvendo Palmeiras, Athletico Paranaense e Globo prova que o streaming passa a ter peso considerável na valorização da audiência dos grandes clubes, geradores do conteúdo futebolístico exibido pelas emissoras e donos do espetáculo.

Com isso, dependendo da multidão que consiga arrebanhar para ver seus jogos na nova plataforma, os clubes irão ganhar força de argumentação na negociação por mais grana com as redes de TV tradicionais.

O streaming, como as redes sociais e outros canais modernos de comunicação, é apenas um aspecto da revolução digital em marcha. Assim como o jornalismo digital caminha para engolir as outras formas de comunicação tradicionais, a nova plataforma deve ganhar cada vez espaço e faturamento junto ao torcedor-espectador. A conferir.

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Livro póstumo de Euclides será lançado amanhã

A Imprensa Oficial do Estado, à frente o presidente Jorge Panzera, lança nesta quarta-feira (8) o livro póstumo do jornalista Euclides Farias, que morreu em agosto do ano passado. Com selo da IOE, “Rir é o melhor corretivo” reúne 45 crônicas do autor, 12 das quais ilustradas por JBosco Azevedo. A capa é de Biratan Porto. A viúva de Euclides, Daniele Lima, é quem vai autografar os exemplares. O evento será  a partir das 18h30, na Casa da Linguagem, em Belém.

Além da sessão de autógrafos, haverá exposição das ilustrações de JBosco e também de fotografias que Euclides fazia por hobby. O percussionista Paulinho Assumpção comandará um set de MPB. Amigos e parentes do jornalista, que era natural do Amapá, prometem comparecer em peso ao lançamento.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 07)

6 comentários em “Vitória e liderança

  1. Sei que ainda é cedo, mas pelo que vi até agora, nenhum dos adversários assusta a dupla do Pará.
    Mas ainda muita água pela frente.

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  2. Não fosse os milagres operados pelo bom goleiro adversário, ou pela ainda falta de habilidade dos atacantes bicolores, o placar poderia ter sido mais dilatado.
    Mas a vitória foi importante para os três pontos além da liderança.
    Nesta série C, eu considero que, até mesmo um empate fora de casa, não é ganhar um ponto, é perder dois.
    Pior ainda, desperdiçar pontos dentro de casa, onde a dupla da capital tem no seu torcedor a termômetro para as vitórias.

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  3. Acho que o fraco desempenho no estadual não é justificativa pela pouca presença de público bicolor nos estádios.
    Faz anos que isto tem ocorrido seja na B ou na C.
    Parabenizo a torcida azulina que mesmo o time passando por todo o perrengue dos anos sem série jamais deixou de incentivar os seus jogadores.
    Já a Bicolor…..!!!!!

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  4. Todo e qualquer resultado positivo da dupla paraense, deixa os adversários para trás estagnados e vão se ajudando mutuamente, nessa série C a Remo e Paysandu tem que andar de mãos dadas, um torcendo pelo outro deixando a rivalidade só quando for se enfrentarem.

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