Comoção em Brasília no enterro de jovem morto a tiros em discussão de trânsito

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Cerca de 200 pessoas se despediram, na manhã deste sábado (13/4), de Felype Anderson de Sousa, 22 anos, baleado pelas costas, ao menos quatro vezes, após um acidente de trânsito leve, no Itapoã. A vítima, que é motorista de aplicativo, chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu antes mesmo de receber atendimento médico.

O velório de Felype começou às 8h, na capela 3 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Familiares, amigos e conhecidos vítima se reuniram para o último adeus. O corpo foi sepultado por volta das 11h. De dentro da capela, ruídos de choros e gritos de desespero podiam ser escutados à distância. Muito abalados, os familiares do jovem não quiseram falar com a imprensa. A cerimônia fúnebre foi guiada pelo pastor evangélico Jorge Soares, que realizou uma pregação breve.
Hinos religiosos foram entoados para a despedida. Alguns dos presentes vestem uma blusa de ‘luto’ com a foto de Felype. Em um momento de imensa dor, as pessoas próximas se abraçam, a fim de amenizar, ao menos por um instante, o sofrimento de perder um jovem visto como uma pessoa do bem.
O jovem treinava muay-thai em academias desde os 12 anos e, até o ano passado, fazia o esporte no Itapoã, na Academia Elite, afirma o professor e proprietário do estabelecimento, Júnior Lopes. “O Felype era extremamente educado e gentil. Isso também refletia quando ele lutava, pois não era do tipo que queria machucar ‘para valer’ o próximo. Não é atoa que todos nós estamos chocados com o que aconteceu. Ele sequer começou uma briga e, mesmo assim, teve a vida ceifada de forma tão cruel”, destaca o morador da Asa Sul.
Segundo a delegada-chefe da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), o suspeito de assassinar Felype de Sousa é Alessandro Guerreira Barros, 27 anos. Até a mais recente atualização desta matéria, ele continuava foragido. Ele já foi condenado por tentativa de homicídio em 2013, por ter atirado contra um homem que julgava ser amante da namorada dele. Alessandro cumpriu pena de cinco anos no Complexo Penitenciário da Papuda e, atualmente, trabalhava em um bar da Asa Sul. (Do Correio Braziliense)

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