Batalha com novos comandantes

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POR GERSON NOGUEIRA

Leão e Papão voltam a campo, neste domingo, com comandantes diferentes em relação ao primeiro clássico do ano, vencido pelos bicolores no mês passado. Naquela ocasião, João Neto era o técnico remista e João Brigatti dirigia a equipe do PSC. De certa forma, o desfecho daquele duelo teve influência no destino de ambos à frente das equipes.

Neto foi demitido na semana seguinte ao clássico, após tropeço diante do Paragominas. Na verdade, caiu em função do mau desempenho do time ao longo do campeonato e pelas derrotas para o Papão e o Serra-ES, pela Copa do Brasil.

Brigatti resistiu mais tempo, mas ironicamente também não sobreviveu aos efeitos do Re-Pa, embora tenha saído vitorioso e de forma acachapante.

Nas explicações quanto aos motivos de seu desligamento, na segunda-feira (18), o presidente do PSC reconheceu a importância do triunfo no clássico, mas ponderou que o trabalho do técnico vinha sendo analisado e o desempenho da equipe não atendia o nível estabelecido para o comportamento do time no começo da temporada.

Para hoje, Márcio Fernandes e Leandro Niehues chegam ao confronto com pouco tempo de trabalho. Fernandes chegou há duas semanas, mas ainda tateia em busca da melhor formação, sofrendo também com problemas de condicionamento físico.

Mais que isso: tem sido obrigado a montar um time com características diferentes daquelas que eram apresentadas antes sem ter peças de substituição. A única alteração concreta é a entrada do meia-armador Douglas Packer, que estreou contra o Independente. Nas demais posições, tem que se virar com as peças que encontrou ao chegar.

Niehues, apesar de ter dirigido o time como interino durante os treinos da semana, acumula mais conhecimento que Fernandes, pois está na Curuzu desde o começo do ano e conhece todos os jogadores do elenco, talvez até com mais conhecimento do que o próprio Brigatti.

O duelo de hoje será, portanto, um choque entre comandantes em situações mais ou menos parecidas e em busca de afirmação. É mais ou menos previsível que armem suas equipes com redobrada cautela.

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Salve Telê, único brasileiro entre os melhores!

Saiu na semana passada a lista dos 50 melhores técnicos do mundo, organizada pela revista France Football, que tem essa velha mania de procurar organizar as coisas por ranking. Nem sempre funciona e quase sempre resulta em injustiças, mas não deixa de ser instigante ponto de partida para boas discussões sobre futebol.

Esse levantamento teve como critério para a escolha dos melhores treinadores a atuação em clubes e o legado para a qualidade do jogo. Estranhei que a participação em seleções nacionais não tivesse servido como item de avaliação.

Corri a vista na lista e fui encontrar um brasileiro somente na 35ª posição. Sim, ele mesmo: mestre Telê Santana. Tinha que ser ele, nosso melhor técnico em todos os tempos. E sempre se destacou justamente pelo apreço que dedicava (e praticava) ao futebol de qualidade. Era tão obcecado por técnica, habilidade e talento que tinha uma preocupação permanente com o estado dos gramados brasileiros.

Vi, em determinada ocasião, Telê ficar no Mangueirão andando para cima e para baixo, pisando e avaliando a grama cerca de meia hora antes de um jogo do São Paulo. Fazia isso em todo lugar, principalmente em gramados que não conhecia.

Quem se preocupa tanto com a qualidade do tabuleiro é seguramente alguém muito preocupado com a maneira como a partida é disputada. É alguém, acima de tudo, que entende a importância que um piso regular e sem buracos pode contribuir para que o espetáculo seja do agrado do torcedor.

A lista da France Football levou isso em consideração para incluir Telê no seleto clube dos melhores, que é encabeçado pelo revolucionário Rinus Michels, inventor do conceito de futebol total explicitado na Laranja Mecânica de 1974. É uma lista que tem Johan Cruyff, Alex Ferguson, Arrigo Sacchi, Pep Guardiola e Marcelo Bielsa (48º), dentre alguns outros nomes de trajetória essencialmente europeia.

Reverenciando com acerto figuras como Zinedine Zidane (22º), outras preferências da revista soam meio canhestras, como Ancelotti em oitavo, Mourinho em 13º, Diego Simeone em 31º e até Rafa Benítez, em 37º. Mas as boas listas vivem também desse aspecto polêmico, a fim de apimentar o debate.

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Bola na Torre

O programa começa hoje às 22h, logo após Master Chefe, na RBATV. Guilherme Guerreiro comanda a atração. Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião compõem a mesa de debatedores.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 24)

4 comentários em “Batalha com novos comandantes

  1. Que vergonha nessa lista não aparecer o “querido” do blogueiro, o Oswaldo de Oliveira, ganhador do único Mundial de Clubes reconhecido pela Fifa e o Profexô Luxa (sarcasmo).
    Gostaria de saber também porque o blogueiro não aparece no programa Os Donos da Bola PA.

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  2. 1 a 1.
    Nenhum jogador importante desfalcando sua equipe ao início de jogo;
    Nenhum gol contra;
    Nenhuma expulsão
    Remo jogou pro gasto.
    Resultado normal.

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  3. Pra você ver, Luxa e sua cria foram olimpicamente ignorados pela revista francesa. Quanto ao Mundial de Clubes, todos são patrocinados e reconhecidos pela Fifa. Sobre o Donos da Bola, a questão é que pertenço à equipe do Bola na Torre, amigo. Apesar de convidado algumas vezes, infelizmente não tive como conciliar horários, pois tenho outros afazeres na hora do programa.

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