Governador do DF dispara: “Moro não sabe nada de segurança”

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou neste sábado (23) que vai entrar com uma ação judicial pedindo a transferência do traficante Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCCP), trazido nessa sexta-feira (22) para o Presídio Federal de Brasília, anexo ao Complexo Penitenciário da Papuda. Para Ibaneis, ao determinar a vinda do líder do PCC para Brasília, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, demonstra seu completo desconhecimento sobre segurança pública.

“Já pedi à Procuradoria uma ação judicial com base na Lei de Segurança Nacional. Essa atitude do ministro Moro demonstra que ele não sabe nada de segurança. Você não pode trazer um criminoso desse quilate, que arrasta com ele todo o crime organizado [para a capital do país]”, reclamou o governador, que foi surpreendido com a chegada do criminoso na manhã de ontem. Segundo ele, trazer um preso dessa periculosidade para Brasília “certamente não dará certo”.

No Chile, Bolsonaro gera ódio, protestos e é comparado a Hitler

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Durante uma volta pela capital chilena, o presidente Jair Bolsonaro gerou demonstrações de apoio e curiosidade na zona nobre de Santiago, enquanto três manifestações repudiaram a sua presença no país. “Eu também tenho as minhas falhas”, admitiu Bolsonaro.

Em um passeio pelo centro comercial Alto Las Condes, área de classe média alta de Santiago, o presidente brasileiro foi aplaudido e requisitado para selfies por simpatizantes e curiosos. Enquanto isso, militantes de esquerda e organizações sociais gritavam palavras de ordem contra a presença de Bolsonaro no Chile. Os três protestos começaram à tarde e só terminaram à noite, sob repressão policial.

No Centro de Santiago, nas imediações do Palácio La Moneda, sede do governo chileno, organizações de familiares presos e mortos pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), reivindicado por Bolsonaro, protestaram contra a presença daquele que defende o regime militar e disse que “o erro da ditadura foi apenas torturar e não matar”.

Um segundo protesto envolveu políticos de partidos de esquerda que redigiram uma carta ao governo na qual pediram que o presidente brasileiro seja declarado “persona non grata” no Chile. “Bolsonaro é uma pessoa que incita o ódio e, para nós, isso é preocupante”, argumentou Estefany Peñaloza, porta-voz da Frente Ampla de esquerda.

Uma terceira manifestação de militantes e simpatizantes de esquerda levou cerca de duas mil pessoas também às imediações do Palácio La Moneda. Palavras de ordem e cartazes contra Bolsonaro ecoaram até à noite. Os manifestantes exibiam uma bandeira do Brasil com a cruz suástica e um gigantesco boneco com a cara de Donald Trump tendo nas mãos um fantoche com a cara de Bolsonaro, vestido como Hitler.

“Bolsonaro é um dos fantoches de Trump“, definiu Arturo Muñoz, 27 anos. Ao seu lado, Natasha Rodríguez, 24, concorda: “O neoliberalismo e o fascismo estão ganhando terreno no continente americano. É uma fórmula para nos dividir e Bolsonoro é a peça regional dos Estados Unidos”.

Mais adiante Pamela Ortiz, 41, grita: “Fuera Bolsonaro do Chile e do Brasil”. “A extrema direita está ganhando terreno pela América Latina e isso significa menos direito para as mulheres. Bolsonaro é um representante dos ultra conservadores”, afirma. Já David Carrasco, 21, leva dois cartazes: “Fuera Bolsonaro” e “Justicia por Marielle”.

Quando alguns manifestantes tentaram bloquear o trânsito, os rigorosos carabineros do Chile dispararam jatos d’água e bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que revidaram com pedras. Cinco pessoas foram presas.

Perguntado pelos jornalistas como reagia às manifestações, o presidente disse que “é normal”. “No Brasil, também tem meia dúzia de protestos contra mim o tempo todo. É normal”, minimizou.

“Se eu fosse xenófobo, machista, misógino e racista, como se justifica eu ter ganho as eleições no Brasil? Mentira. A grande maioria são fake news“, defendeu-se. “Mas eu sei que eu tenho as minhas falhas”, admitiu.

Jair Bolsonaro será recebido neste sábado (23) pelo presidente Sebastián Piñera. Terão uma primeira reunião privada e, posteriormente, uma segunda ampliada. Piñera vai oferecer um almoço ao presidente brasileiro, para o qual convidou líderes parlamentares e referências políticas. Vários recusaram o convite.

Os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados chilenos não estarão no evento. Como comparação, os mesmos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados do Chile, Jaime Quintana e Iván Flores, respectivamente, participaram na quinta-feira (21) do almoço oferecido ao presidente da Colômbia, Iván Duque, também em visita oficial ao Chile.

“Não estarei sábado em La Moneda por convicção política”, disse Jaime Quintana. O socialista Alfonso de Urresti, vice-presidente do Senado, também recusou o convite porque o presidente do Brasil “é um perigo para a democracia”.

A deputada comunista Carmen Hertz foi além: ao recusar o convite, disse que “hoje em dia, ir a um almoço com Bolsonaro é como ir a um almoço com o Hitler de 1936″. (Da CartaCapital)

Torcedores chilenos protestam contra presença de Bolsonaro no país

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, chegou ontem a Santiago (Chile) para uma visita a convite do presidente chileno, Sebastián Piñera. Mas não foi bem recebido por parte das torcidas dos times locais. Torcedores de alas antifascistas de Colo-Colo e Universidad de Chile convocaram uma manifestação contrária a Bolsonaro e os demais chefes de Estado e de Governo convidados para a discutir o Prosul, um fórum de integração e desenvolvimento da América do Sul.

O protesto foi marcado para hoje, às 19h (horário de Brasília), no Paseo Bulnes, um conhecido calçadão da capital do país. Na noite de hoje, Bolsonaro não tinha agenda pública, segundo o Palácio do Planalto. O presidente teve um almoço oferecido por Piñera em homenagem aos Chefes de Estado e de Governo presentes. À tarde, deu entrevista a uma TV local.

Trivial variado do país governado via Twitter

“Impeachment foi conduzido por Eduardo Cunha que, só depois da deposição de Dilma, concluiu-se um gângster. Lava Jato foi predominante para posse de Temer. Só lembrar a divulgação da conversa Dilma-Lula. Agora prende Temer e diz que há 40 anos é chefe de quadrilha. Timing é tudo.” Marcelo Semer

“Ei, minion, enquanto você está aqui no meu Twitter defendendo uma farsa, seu ídolo já aumentou a gasolina em 21,47%, e o diesel em 18,48%, em apenas três meses!!! Dá um pulo no posto Ipiranga”. Fernando Haddad

“Eu quero que o Temer se dane, mas a Lava Jato quer esconder os 2,5 bilhões atrás da prisão dele. E eu não sou trouxa”. Renato Rovai

“Maia Botafogo disse ‘pro Bolsonaro’ assumir seu papel institucional. Traduzindo: Sai do Twitter e vai trabalhar vagabundo. O clã perdeu o respeito até de seus aliados mais próximos. É no momento o governo mais esculhambado do mundo. O cabaré tá pegando fogo”. Toni Bulhões

“Pega Fogo, Cabaré! Olavo xinga Mourão, Maia xinga Moro, Carluxo xinga Maia, Kajuru xinga Gilmar, Eduardo xinga Mourão, que não xinga ninguém!”. José Simão

“Hamilton Mourão, o Mozão esquecido que perdeu o comando do III Exército por homenagem a Ustra, reuniu-se ontem com 55 empresários na Fiesp. General reunido com empresários costuma ser prenúncio de golpe. É bom Bozo pensar aí num país. Trump não quer saber de emigrados”. Palmério Dória

Atitude de campeão

Essa foto, tirada em 1981, mostra o dramático momento em que Muhammad Ali salva um homem de se suicidar, em um prédio na cidade de Los Angeles, Califórnia.

“Eu sou seu irmão. Eu amo você e não estou mentindo! Você precisa escutar. Eu quero que você venha para casa comigo, conhecer alguns amigos meus”, gritava Ali de uma janela ao lado de onde estava o homem negro prestes a pular do 9° andar.

Ele era um ex-veterano do Vietnã que tinha perdido as esperanças por não conseguir um trabalho e por ter ficado sozinho desde que voltou da guerra. “Por que você se preocupa comigo? Eu sou um ninguém”, disse o homem em desespero, a um passo de pular.

O grande campeão de boxe, chorando, gritou que ele não era um ninguém e que sua vida era muito valiosa. No final, Muhammad acabou conseguindo convencê-lo a não pular.

Muhammad estava por perto no local quando tinha ouvido sobre a situação, e correu para oferecer ajuda. Após o evento, Muhammad arranjou roupas, tratamento psiquiátrico e um emprego para o homem , ele tinha 21 anos e era de Michigan. Além disso, continuou mantendo contato com ele por vários anos. (Postado por Shirlei Souza, no Facebook)