Técnico abre o jogo sobre o Remo e mostra preocupação

A pífia apresentação do Remo, ontem à noite em Santarém, especialmente no segundo tempo, não escapou à crítica do próprio técnico Márcio Fernandes, que fez sua estreia à frente da comissão técnica. Com metade dos jogadores literalmente se arrastando em campo, o jogo expôs uma situação inversa ao que os atletas haviam prometido nas entrevistas anteriores à partida com o Tapajós.

Fernandes considera a situação é alarmante. “É preocupante. O que eu vi me deixou realmente preocupado, porque aos 17 minutos já tinha feito três substituições, com mais quatro a fazer por questões físicas. Isso não pode acontecer em um time como o Remo, que é grande, que chega para ser campeão. Isso não pode acontecer”, admitiu.

Avaliou ainda que o Remo saiu no lucro com o empate. Sem poder contar com contratações imediatas, o novo técnico ainda mandou um recado direto ao torcedor. “No final, demos até sorte de não termos tomado o gol de cabeça. Vamos sentar e conversar pra dar uma melhorada, porque do jeito que tá é muito preocupante”, acrescentou Fernandes.

4 comentários em “Técnico abre o jogo sobre o Remo e mostra preocupação

  1. Venho defendendo a muito tempo a venda do clube, árabes, chineses, grupo Manchester City que já comprou 5 clubes, ainda temos que ficar sendo administrados por abnegados, ex-torcedores, sem perspectiva nenhuma de solução tanto a curto, médio e longo prazo. Chega! Definitivamente o Clube do Remo não é para amadores, presidente Fábio Bentes, mude o estatuto e abra o capital do clube para investidores, você “dizem” é um homem de marketing, mas até agora, tem se contentado em receber troco, de algum torcedor em loja de construção, desculpe, mas é muita pobreza para o tamanho do Remo. Como minha querida mãe sempre diz na sua santa sabedoria: “Pobre quando fizer alguma coisa, tem que fazer bem feito. Por que senão fizer, não vai ter dinheiro para refazer”.

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  2. Vê-se aí dois problemas: um de natureza técnica, outro de gestão. O de natureza técnica, evidentemente, está em não se obter o condicionamento físico dos atletas. No início do campeonato, o time jogou de igual para igual com os adversários e fez exibições não mais que razoáveis, mas as vitórias deram a impressão de que o time evoluiria taticamente e fisicamente, apurando um “estilo de jogo” e melhorando ao longo do Parazão. Mas, a esta altura do campeonato, o time já deveria estar num estágio que ainda não alcançou e do qual ainda está longe, segundo o técnico. Particularmente, duvido que isso se deva à inexperiência de Netão como técnico, mas a um problema de gestão, parece que a comissão técnica não tem as devidas condições de trabalho para que o time possa evoluir. E a “folga” do carnaval distanciou os outros times ainda mais porque o Remo não aproveitou para condicionar-se física e taticamente.

    A gestão não resolverá seus problemas mandando jogadores ou membros da comissão técnica embora, precisa garantir os meios que o time precisa para se qualificar e vencer. Só depois é com a comissão técnica e com o elenco.

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  3. Vou ser redundante. Escrevi aqui em outro momento que parte da torcida e da imprensa não gosta de jogadores e técnicos locais. Gostam de professores e barangas importados, mesmo que há muito tempo venham se decepcionando com isso. Já imaginaram se um treinador regional desse uma declaração dessa, dada pelo novo técnico? Seria demitido sumariamente. Por outro lado, as críticas mudaram de foco e agora miram a gestão, há décadas feita da mesma forma, numa espécie de salvo conduto ao novo professor e sua equipe. Há muito tempo, nas minhas rodas de conversa, questiono como Remo e o seu maior rival conseguem se manter pagando bons salários para as barangas que importam, para comissão técnica e funcionários de apoio, além dos custos de manutenção do patrimônio, sem ter uma receita compatível pra isso. Sem considerar ainda os custos das decisões judiciais adversas, por erros administrativos. Ter condicionamento físico adequado e organização tática é basilar para o futebol rápido e de força jogado hoje. Times de mediana capacidade técnica fazem frente a times mais bem dotados de craques se forem bem treinados e estejam bem condicionados fisicamente. Não é o caso do Remo. E o Remo possui um problema adicional: seus elenco é fraquíssimo, e isso todo mundo sabe. O novo treinador não disse nada de novo, apenas chama mais atenção por forasteiro.

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  4. A situação do nosso LEÃO é muito preocupante, vendo os jogos dos adversários do Remo, como o Ypiranga contra o Botafogo na copa do Brasil, percebe-se padrão de jogo, condicionamento físico e certa qualidade, embora tenha perdido o jogo, e isto não vemos no Remo, muito pelo contrário. A situação da serie C será muito mais difícil pois os times do grupo são mais preparados fisicamente que os do grupo do Nordeste. Acompanho o nosso futebol mesmo morando em São Luís, e hoje o Moto Club, que estar na série D ganha do Remo fácil fácil. Acorda Leão…

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