Ofensas de desembargadora a Marielle serão investigadas pelo CNJ

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Por Carol Proner

Vem em boa hora essa insistência dos Juristas pela Democracia (ABJD), para que o CNJ investigue a desembargadora Marília Neves pelo cometimento de crime de ódio. Agora que se mesclam os escândalos de corrupção do clã Bolsonaro e as atividades da milícia que assassinou Marielle Franco, as palavras da desembargadora soam ainda mais odiosas.

Relembremos: em março de 2018, Marília Neves escreveu nas redes sociais, logo após o assassinato de Marielle, que a vereadora fora “engajada com bandidos e eleita com apoio do Comando Vermelho” . Segundo a desembargadora, “seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim. Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

Essas duras palavras proferidas por integrante do poder judiciário merecem responsabilização exemplar, por caracterizarem discurso de ódio com objetivo vil de insultar, intimidar ou assediar.

Esse foi o conteúdo da representação que a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia protocolou junto ao CNJ e que até hoje espera resposta.

(*) Doutora em Direito Internacional e professora da UFRJ

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