Isolamento e jequice

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Jair Bolsonaro tinha 45 minutos para discursar em Davos. Falou um terço do tempo, exagerando em generalidades. Foi como se não tivesse participado do evento. De forma resumida, enumerou itens que pretende cumprir no governo, mas não se dirigiu ao mundo, objetivo maior do encontro. Prometeu privatizações, mas não especificou em quais setores da economia. Apresentou dados incorretos ao falar de sua política ambiental e citou reformas de maneira superficial, gerando críticas de correspondentes dos principais veículos de imprensa europeus.

Durante o dia, refugiou-se na segurança de seus companheiros de comitiva, evitando até mesmo interagir com outros chefes de Estado na hora das refeições. Almoçou sozinho no refeitório do galpão que fica ao lado do centro de convenções. Aos eleitores, tentou passar a mensagem marqueteira de austeridade. Ao mundo, passou a imagem de despreparo e isolamento.

No contexto internacional, demonstrou que está longe de ser um estadista inserido. Não se reconhece como tal e, obviamente, também não é visto assim. Mostrou-se um peixe fora d’água, como se estivesse perdido em meio aos holofotes da mídia estrangeira e sem saber o que fazer fora do universo do whatsapp.

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