Ódio e medo de Lula unem lideranças da nossa nova ditadura

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Por Bepe Damasco

Um fantasma tira o sono dos verdugos da democracia brasileira. Qualquer sinal de que ele possa surgir no horizonte basta para gerar pânico entre os líderes da ditadura de novo tipo que se instalou no país.

Já imaginou este ectoplasma outra vez arrastando multidões em seus comícios e caravanas, falando direto ao coração do povo e semeando esperanças?

A perspectiva da liberdade de Lula é capaz de provocar uma corrida às farmácias por parte de procuradores do MP, juízes, delegados, generais, barões da mídia e seus jornalistas lambe-botas, exploradores da fé do povo, nazi-bolsonaristas e fascistas de todos os matizes em busca de Floratil, para tentar estancar a diarreia das bravas provocada pelo medo.

Tudo porque sabem que têm os pés de barro.

Que o poder usurpado de que desfrutam só foi possível atirando o maior líder político do país nas masmorras de Curitiba, calando sua poderosa voz rouca e alijando-o da disputa eleitoral.

Sabemos todos que dessa gente não se pode esperar mais quaisquer resquícios de respeito à Constituição.

Não está mais em questão a busca por respaldo constitucional para suas ações sistemáticas impondo a Lula o direito penal do inimigo.

Covardes, fogem do debate político olho no olho com o ex-presidente como o diabo foge da cruz.

Com toda a razão, se sentem anões morais e políticos diante de Lula. Resta-lhes, então, a crueldade máxima de, além de manter um inocente preso, fazer tudo que estiver ao alcance da mão para massacrá-lo.

O arsenal de perseguições a Lula não tem fim.

O jogo sujo lembra o tratamento aos opositores dispensado por ditaduras vagabundas e repugnantes do passado, tais como a de Idi Amin Dada, em Uganda, “Baby Doc” Duvalier, no Haiti, ou Anastácio Somoza, na Nicarágua.

Esses regimes usavam e abusavam do direito penal do inimigo como instrumento de ação política para liquidar os que ousavam enfrentá-los.

Lula é único cidadão na história do Brasil que permaneceu preso depois que duas decisões de cortes superiores determinaram sua soltura.

Os crimes imputados a ele, de tão ridículos e patéticos, não seriam sequer apreciados pelos sistemas de justiça de países minimamente democráticos.

Na legislação específica para Lula, coisa típica do fascismo, seus direitos humanos são violados a céu aberto, sem fazer corar de vergonha os responsáveis por seu calvário.

Prender sem crime, no entanto, não é suficiente. Tampouco privá-lo do convívio com a família e com o povo.

Todos os presos podem dar entrevistas, mas ele não. O Brasil é signatário de diversos acordos e tratados internacionais, mas as resoluções da ONU que garantem seus direitos por aqui de nada valem.

Para os que militam no campo democrático-popular, e insistem em não dar nome certo aos bois, espero que a tutela implacável das forças armadas sobre o STF, confirmada neste autêntico motim jurídico (expressão precisa contida na nota do PT) que impediu que Lula fosse solto por determinação de um ministro do Supremo Tribunal Federal, obrigue-os a pôr o dedo na ferida.

Sim, sim e sim, e mais uma vez sim, vivemos numa ditadura. E o primeiro passo para enfrentá-la à altura é o reconhecimento de sua existência.

Duvido que encontremos ao redor do planeta um regime democrático no qual o presidente da mais alta corte não dê um passo sem submeter aos ditames do general que o assessora.

Abaixo a ditadura!

4 comentários em “Ódio e medo de Lula unem lideranças da nossa nova ditadura

  1. Estamos numa ditadura.
    Não é de hoje. Aquele domingo de abril de 2016 deixou isso bem legível, evidente para quem tem o mínimo de inteligência.
    Os fatos seguintes são consequências do verdadeiro circo de horrores apresentado nesse fatídico dia.
    É preciso escancarar ao povo essa nova e terrível realidade.

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  2. Na qualidade de cidadão, tenho vergonha de tudo isso. Pior, chego a temer pela própria liberdade por,ao menos, expressar minha opinião.

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  3. Também cheguei a temer pela liberdade do chefe da organização criminosa e de mais 170 mil condenados, felizmente prevaleceu o bom senso.

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