Na porta dos infernos

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A jornalista Teresa Cruvinel, uma das mais bem informadas de Brasília, revela em sua coluna de hoje, que existe uma guerra nos bastidores do governo Bolsonaro. Um twitter do filho mais novo, dando conta de que pessoas no entorno do presidente estão tramando sua morte, mostra o clima da guerra.
O entorno próximo de Bolsonaro é formado por milicianos ligados ao crime organizado do Rio, religiosos envolvidos com negócios da fé, e um sem-número de oportunistas desqualificados que não vêem a hora de colocar a mão em um naco de poder e dividir o saque.
Sabe-se agora que o nome do general Mourão para vice foi uma imposição das Forças Armadas, que não confiam em Bolsonaro, expulso do Exército depois de tramar um atentado terrorista no Rio de Janeiro. No inquérito que o investiga e pune com afastamento para reserva, ele é tratado como portador de deficiência psíquica.
Nas rodas políticas de Brasília e entre jornalistas bem informados a possibilidade da derrubada ou mesmo da morte de Bolsonaro, é tratada como “uma questão de tempo”.
Neste primeiro mês após a vitória eleitoral, Bolsonaro foi incapaz de gerar uma notícia positiva, até o momento é uma coleção de desmentidos, idas e vindas, erros primários e quebra de promessas eleitorais.
A redução do ministério, por exemplo, que seria metade (quinze), já está em vinte e dois, com tendência de mais.
A propalada história de não fazer alianças com partidos políticos ficou para as calendas. O PP, o PTB e o MDB já estão no governo disfarçados de bancadas temáticas.
Entre os ministro escolhidos, quatro deles respondem a processos ou são investigados por corrupção.
Na política externa é um vexame só, acumulando desavenças com China, países árabes, Cuba, França e ONU. O chanceler escolhido é tratado pelos colegas do Itamaraty como “pastor tarja preta”.
Por falar em pastor, a briga agora é com os evangélicos (que abandonaram Deus para seguir o capitão). Até o momento não conseguiram emplacar nenhum pastor para ministro, já que Magno Malta, o indicado dos evangélicos, foi barrado por Mourão.

(Por Gerson Marques, no Facebook)

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