A vitimização como estratégia

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Por Gustavo Conde

Vem aí uma série de factoides e de situações fraudulentas que servirão para manter Bolsonaro numa eterna posição de vítima.

Aguardem. Vocês cansarão de ler sobre “ameaças a Bolsonaro”. Falsas tentativas de atentado, vazamentos de conversas fictícias, declarações indignadas de generais e tudo o que se puder imaginar em termos de ‘produção da vitimização’.

A imprensa tradicional vai aceitar tudo e vai repercutir tudo, super bem comportada e acuada.

Política Federal grotescamente aparelhada, Ministério da Justiça monumentalmente aparelhado e ‘inteligência’ militar furiosamente aparelhada. Nunca foi tão fácil criar realidades paralelas.

Blindar a figura de Bolsonaro diante da previsível rejeição popular que tomará conta do país em função do aumento acelerado da pobreza, da violência e do extermínio do patrimônio, portanto, vai ser mais fácil que tomar doce de criança.

O grupo de Bolsonaro já anteviu esse processo (de erosão da popularidade) e já se precaveu. Aliás, super fácil se concentrar na estratégia de comunicação fraudulenta – já que ninguém tem que perder tempo governando mesmo.

Seremos governados por fakenews até 31 de dezembro de 2022. Será uma overdose. Será o sustentáculo do governo – e isso vai enlouquecer muita gente.

O que fazer? É exatamente isso que estou me perguntando neste momento.

(*) Gustavo Conde é linguista, colunista do 247 e apresentador do Programa Pocket Show da Resistência Democrática pela TV 247

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