É agora ou nunca!

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POR GERSON NOGUEIRA

A frase ficou famosa na canção de Elvis Presley e deve ser o mantra do Papão para os dois jogos que restam no campeonato. Depois de duas vitórias convincentes, com apresentações que há muito tempo a torcida não via, o time encara hoje nova missão decisiva nesta reta final de Série B.

Mais do que mostrou contra Oeste e Guarani, quando marcou seis gols e sofreu três, é preciso que o time de João Brigatti supere um adversário possivelmente mais bem estruturado. Apesar de quase a salvo da queda, o Figueirense ainda corre algum risco.

Dirigido por Rogério Micale há dois meses, o time catarinense faz campanha trôpega nas últimas 15 rodadas. Soma 46 pontos (11 vitórias e -1 gol de saldo), o que dá certa tranquilidade, mas joga contra times que estão desesperados, PSC e CRB.

Caso não pontue mais, corre o risco de ser ultrapassado por Criciúma, Oeste e CRB, e alcançado pelo Papão. O fato é que a linha de corte para o rebaixamento, que chegou a ser projetada em 43 pontos, deve ficar entre 45 e 46 pontos.

No Papão, a evolução de jogadores como Magno, Perema, Mateus Silva, Thomaz e Pedro Carmona faz crer numa melhoria geral do conjunto. É da soma das individualidades que o coletivo se beneficia.

João Brigatti, cuja campanha no comando da equipe não era positiva até o jogo com o Oeste, agora já tem um retrospecto bastante satisfatório. O lado emocional, item importantíssimo em fases culminantes de competições, parece também estar bem trabalhado pela comissão técnica.

Resta ao time fazer hoje à noite o que o bom senso prega nesses momentos. Atacar, buscar chegar ao gol logo que possível, sem permitir que o adversário controle as ações no meio-campo. A vitória sobre o Guarani só foi possível porque o PSC teve absoluto domínio da posse de bola.

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Stan Lee: um gigante que agora é lenda

Como tanta gente do meu tempo, cresci devorando gibis e admirando super heróis. Garoto ainda, lá em Baião, ficava esperando as remessas de revistas, que chegavam por barco – não havia estrada ligando a cidade a Belém – e eram disputadas quase no tapa. Foi nessa época que conheci, entre aventuras de Mandrake, Fantasma, Batman, Superman e Lanterna Verde, as sagas de Stan Lee e seus companheiros de Marvel.

Mergulhei no universo de Homem-Aranha, Hulk, Demolidor, Homem de Ferro, Thor e outros, criados por ele ou em parceria com outros craques, como Jack Kirby. Nesse tempo, o material da Marvel era editado de maneira incerta no Brasil, através da Ebal e da Rio Gráfica. Levava tempo para sair uma nova série e mais tempo ainda para chegar lá em Baião.

Eram tempos de pouca aceitação dos gibis pelos pais e professores. Consideravam subliteratura, lixo mesmo, mas eram revistinhas irresistíveis e a gente sempre dava um jeito de burlar a vigilância dos mais velhos.

Em Belém tive acesso às séries exibidas na TV. Décadas mais tarde, voltei a me interessar vivamente pelo mundo de Stan Lee pelas mãos de meu filho João, ávido consumidor do material produzido pela Marvel e por seu  um fã das histórias boladas pelo gênio.

Lee, ao contrário de Disney, estabeleceu uma conexão dos quadrinhos com o mundo dos adultos, pela emoção e até pelas imperfeições. Antes dele, gibi era coisa de criança. Sem ele, as histórias em quadrinhos jamais seriam reverenciadas no mesmo nível do cinema e da literatura.

Várias gerações foram abastecidas pelos produtos oriundos da mente criativa e delirante do genial Lee. Generoso e vaidoso, aparecia fazendo pontas e gaiatices nos filmes, encantando a gente. Cansei de esperar o filme inteiro, com João e Pedro, pelo momento em que o sorriso límpido pintava na tela, às vezes já em meio aos créditos.

O velho quadrinista percebeu, como poucos, o quanto o entretenimento preenche a vida das pessoas. Somos muito gratos por isso.

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Mbappé confirma gastança e mordomias

Ao contrário do mimado Neymar e do sempre chorão Thiago Silva, que resolveram atacar o noticiário sobre as mordomias e remunerações até para saudação à torcida, o jovem Mbappé confirmou ontem a verdadeira farra existente hoje nas negociações e agrados que os grandes clubes oferecem aos craques na Europa.

Um dos mais talentosos e valorizados jogadores do mundo, o jovem campeão do mundo admitiu, em entrevista ao canal suíço RTS, que as verbas que circulam no futebol são exageradas.

“É realmente indecente para mim, que venho de uma família bastante modesta, mas o mercado é assim, o mundo do futebol funciona assim e eu não vou revolucionar o futebol. É um sistema, tens que saber respeitá-lo e ficar no teu lugar”, disse Mbappé.

De certa forma, confirmou as denúncias da Mediapart na semana passada. Não se pode dizer que o atacante reza pela cartilha de Neymar. Ainda bem.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 13)

2 comentários em “É agora ou nunca!

  1. Ainda cético com esta reação tardia do time Bicolor, creio ser mais parecido com a ” a melhora da morte” do que uma arrancada final salvando a temporada livrando a equipe paraense de uma vexatória queda para a série C de 2019!
    Uma temporada que mesmo vencendo a tão difícil e possível extinta Copa Verde, foi na verdade um show de incompetência, irresponsabilidade para com o torcedor e tem que ser aprendida para nunca mais errar.
    A conferir!

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  2. Mbappé doa parte de seu gordo salário para causas sociais. Há aí uma grande diferença para outros milionários do futebol que só pensam em embolsar a fortuna que ganham e ainda enganam o fisco.

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