Para ex-ombudsman da Folha, grande mídia ajudou a criar fenômeno Bolsonaro

“Ao aceitar o cargo de ministro da Justiça de Bolsonaro, Moro conseguiu destruir a Lava Jato”. Essa é a constatação do jornalista Mario Vitor Santos, ex-ombudsman da Folha de S. Paulo e novo colunista do Brasil 247. Em entrevista concedida aos jornalistas Leonardo Attuch e Mauro Lopes, ele também critica o papel da imprensa hegemônica e sua contribuição na formação do “fenômeno Bolsonaro”. “Os meios de comunicação não só buscaram enfraquecer as gestões do PT, mas também solaparam a democracia brasileira”, condena Santos.

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Composição de governo

Santos destaca que o mercado financeiro está reagindo mal às primeiras medidas anunciadas por Bolsonaro. “A bolsa de valores não está despencando, mas está caindo, não tem outra razão para essa queda que não seja a dúvida em relação aos rumos desse governo”, avalia. O jornalista observa que faz parte da personalidade de Bolsonaro “é não ser responsável pelas coisas que diz”. “Se ele tivesse filtro, seria um Michel Temer”.

Grande mídia criou Bolsonaro

Santos diz que ocorreu um esforço muito grande no ataque ao Partido dos Trabalhadores. “A grande mídia promoveu uma meticulosa desconstrução das gestões petistas”, condena. Para ele, “os meios de comunicação usaram dessa estratégia não só para enfraquecer o PT, mas também para solapar a democracia brasileira”. Ele segue condenando a parcialidade da mídia. “No fim da entrevista coletiva que o juiz Sérgio Moro concedeu à imprensa, eu ouvi palmas, quero muito acreditar que aquelas palmas vieram de seus assessores e não dos jornalistas que ali estavam”, lamenta.

O jornalista refere-se a primeira entrevista coletiva que Moro concedeu, na última terça-feira (6), após aceitar o convite do presidente eleito. Ele falou com a imprensa na sede da Justiça Federal, em Curitiba. Em sua visão, ao aceitar ser ministro da Justiça de Bolsonaro, Moro está cometendo um grande erro político. “Para minha surpresa, ele destruiu a Operação Lava Jato, um trabalho de quatro anos ao qual ele se dedicou. Ele a desmoralizou mundialmente e nacionalmente”, critica.

Santos afirma que a eleição de Bolsonaro também foi desmoralizada. “Deixa claro que o candidato ganhou através de uma manobra judiciária”, aponta.

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