Papão empata e agora depende de milagre

vila-paysandu

POR GERSON NOGUEIRA

Caso a situação na tabela fosse outra, sem o tempero cruel do desespero, o Papão teria todo o direito de sair comemorando o empate (0 a 0) obtido diante do Vila Nova na noite de sexta-feira, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. Com a corda no pescoço, o pontinho ganho representa pouco em termos de classificação.

O time segue na parte inferior da tabela, dependendo de quatro vitórias em quatro jogos. Não tem mais chance de errar. Todas as projeções matemáticas indicam que, para escapar à degola, será necessário alcançar 46 pontos.

Em campo, o Papão foi cauteloso e fechado no primeiro tempo, evitando correr riscos. Abriu mão de qualquer tentativa ofensiva, optando pelo sofrimento como arma para aguentar a pressão do Vila Nova.

Com duas linhas de marcação, o time de João Brigatti se defendia bem. Tão eficiente foi o bloqueio que o Vila desfrutou de apenas duas chances, chutando de fora da área. Aos 12 minutos, Geovane mandou um disparo forte na trave direita de Renan Rocha. Aos 40’, Mateus Anderson bateu da entrada da área e Renan desviou para escanteio.

Mesmo com a posse da bola (60%) durante a primeira etapa, o Vila atuava mal, sem inspiração e dependendo muito dos laterais para cruzamentos inofensivos em direção à área. Alan Mineiro, principal peça da equipe, não apareceu para o jogo.

O segundo tempo começou com uma inversão interessante. Cansado de ficar atrás rebatendo bolas, o Papão resolveu arriscar um pouco mais. Logo no primeiro ataque causou uma confusão na defesa do Vila, que teve dificuldade para se livrar da bola.

Aos 15 minutos, uma bola espirrada da zaga caiu nos pés de Renato Augusto, que lançou William na direita. O volante entrou como um atacante e arrematou à meia altura. O goleiro Mateus espalmou no susto.

O Vila Nova sofria com as cobranças da torcida e errava passes curtos quando tentava ir ao ataque. O PSC partia então em contragolpes puxados por Magno e Mike, mas falhava nas finalizações.

Aos 25’, a zaga goiana voltou a sair no chutão e Magno ganhou rebote. Partiu em velocidade, mas chutou pela linha de fundo. A decisão correta era o passe recuado em direção ao centro da área, onde Mike chegava livre de marcação.

A impressão é de que a estratégia defensiva inicialmente adotada por Brigatti acabou por travar os atacantes. Quando as oportunidades começaram a surgir, não houve o apuro necessário para aproveitar.

Quase o Vila chegou ao gol aos 37’. Após cruzamento na área, Rafael Silva desviou e a bola foi beijar a trave de Renan Rocha pela segunda vez na noite.

A última grande chance coube ao Papão. Magno recuperou bola na entrada da área e tocou para Lúcio Flávio, que havia substituído a Hugo Almeida. O centroavante ajeitou e arrematou sem força, nas mãos do goleiro.

Chega a ser inadequado cobrar alto rendimento de um time foi sempre inconstante ao longo da competição. Agressividade no ataque, apoio eficiente dos laterais e ousadia na distribuição de jogo pelo meio são virtudes que uma equipe só adquire quando planejada (e treinada) para se comportar assim, tendo as peças necessárias para executar as jogadas.

Na reta final da competição, com o afunilamento da disputa, quando força e transpiração se destacam como itens de luta, as valências técnicas ficam em segundo plano. O estágio atual do PSC evidencia essa condição. Apesar do esforço, falta jeito e habilidade para aproveitar as poucas chances que surgem. A partir de agora, a situação entra

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Chapa oficial ganha batalha de bastidores na eleição remista

Depois de enfrentar pedidos de impugnação com base no conceito de “ficha limpa”, o longevo presidente Manoel Ribeiro, candidato à reeleição na eleição de novembro, conquistou nova vitória nos bastidores.

A presidência da Assembleia Geral depois de longo e inexplicável período de análise, rejeitou o recurso interposto pelo associado Alexandre Monteiro. Com isso, confirmaram-se as suspeitas de pizza em formatação.

Os riscos embutidos nesse desfecho ficam por conta de uma provável tentativa junto à Justiça comum, o que tornaria ainda mais tumultuado o processo eleitoral no clube.

Mesmo que essas questões sejam superadas, o Remo poderá ter a partir de 10 de novembro uma diretoria desgastada por suspeitas de favorecimento.

Um cenário que parece definitivamente atrelado à história moderna do clube, cujas vaidades excessivas e divisões internas parecem insuperáveis.

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Bola na Torre

Valmir Rodrigues apresenta o programa, a partir das 22h, na RBATV. Na bancada, Saulo Zaire e este escriba de Baião participam dos debates.

Em pauta, a Série B nacional e os jogos da Segundinha do Parazão.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 04)

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