A grande chance do Timão

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Por Alberto Helena Jr.

Eis a única chance que restou ao Corinthians neste ano em que o time caminhou pelas sombras das grandes competições, embora começasse com o título paulista conquistado em cima do maior rival – o tão badalado Palmeiras de tantas e custosas contratações.

O Timão, ao contrário, foi se desidratando ao longo da temporada, trocou três vezes de treinador,e a crítica situação financeira do clube limitou as contratações a meia dúzia de jovens e alguns veteranos que ainda não responderam à altura das necessidades do time.

É com essa escassa bagagem que o Timão desembarca no Mineirão, nesta quarta-feira,  pra começar a disputa decisiva pela Copa do Brasil diante de um Cruzeiro bem armado defensivamente e com alguns recursos no ataque.

Uma eventual e quase improvável vitória não só dará forças ao Timão pra garantir o título em Itaquera como o ativará na luta por uma vaga na Libertadores, algo praticamente fora das perspectivas gerais.

Para o jogo do Mineirão, o Corinthians conta com um reforço inestimável: o lateral-direito Fagner, recém-saído da enfermaria do clube. Claro que não se pode esperar um Fagner azougue, indo e vindo com a mesma propriedade de sempre. Mais viável seria rezar pra que ele aguente bem do início ao fim da partida, pois sua eventual saída no meio do jogo forçaria o técnico Jair a mexer em dois setores – a lateral e o meio campo – com o deslocamento de Gabriel e a entrada de quem?

Pois é. Que tal Pedrinho, o mais hábil de todos os jogadores corintianos disponíveis neste momento? Não exatamente na posição de Gabriel nessa formação já ortodoxa de dois volantes e um meia. Mas, invertendo o triângulo, avançando suas linhas defensivas na chamada marcação alta e tal e cousa e lousa e maripousa, com o verdadeiro futebol moderno (eterno) exige.

Mas, tire o cavalinho da chuva meu amigo fiel, que essas opções, no futebol brasileiro, só são adotadas num momento de extremo desespero no final das partidas. De resto, é te cuida aí que eu me cuido aqui. E o placar, geralmente, fica ali cochilando na esperança de ser ativado uma vezinha pelo menos.

Quanto ao Cruzeiro, por certo, não sairá da rota traçada há tempos por Mano Meneses: é trancar a frente de sua área e esperar o momento certo pra dar o bote com Tiago, Raniel e Rafinha, já que Arrascaeta não foi liberado pela Celeste. E Mano ainda pode recorrer à experiência e o oportunismo de Fred no segundo tempo, embora o artilheiro esteja longe de sua melhor forma física.

Assim, o Cruzeiro é favorito, num clássico nacional de poucos gols, entre outras coisas porque as metas serão defendidas por dois ases – Fábio e Cássio -, muita catimba, e faltinhas de lado a lado, Mas, sacumé, quando se trata de Corinthians…

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