Fingindo inocência, programa de Alckmin esconde o papel do PSDB no golpe de 2016

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Por Geraldo Seabra, no DCM

O ex-governador Geraldo Alckmin mistura alhos com bugalhos em seu programa de TV e esconde que foi o próprio PSDB, segundo confissão feita há uma semana por seu antecessor na presidência do partido, o senador cearense Tasso Jereissati, que ao golpear Dilma levou o Brasil a uma situação econômica próxima à da Venezuela.

Na entrevista que concedeu ao Estadão no domingo passado, Jereissati apontou como erros do PSDB contestar o resultado eleitoral de 2014, quando o senador Aécio Neves foi derrotado por Dilma Rousseff, e enveredar em seguida com Eduardo Cunha na campanha de sabotagem ao governo que levaria à ingovernabilidade e ao golpe.

A proximidade com a Venezuela é resultado do golpe, que fez a economia do país rolar de ladeira abaixo, queimar mais de 13 milhões de empregos dos 17 milhões criados durante os quase 14 anos de governos petistas, ter PIB negativo e penar com mais inflação e desabastecimento provocados por uma inédita greve de caminhoneiros.

Nos último três anos, a situação do Brasil piorou tanto que o país foi ultrapassado até pela própria Venezuela no ranking 2018 do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) compilado pela Organização das Nações Unidas. Divulgado no último dia 19, o ranking traz o Brasil estagnado desde 2015 no 79º lugar, uma posição abaixo da Venezuela.

O IDH, como se sabe, é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento humano e para ajudar a classificar os países como desenvolvidos, em desenvolvimento ou subdesenvolvidos. Usa dados da expectativa de vida ao nascer, educação e PIB per capita recolhidos a nível nacional.

Além da Venezuela, o Brasil tem à sua frente no ranking do IDH de 2018 países quase vizinhos como Granada, México, Cuba, Trinidad e Tobago, Panamá e Costa Rica. À nossa frente estão ainda as distantes Bósnia e Herzegovina, Sri Lanka, Geórgia, Albânia, Sérvia e Irã, países que saíram de recentes guerras e conflitos internos.

De acordo com o ranking da ONU, o Brasil só tem melhor qualidade de vida, na América do Sul, do que Equador, Peru, Colômbia, Jamaica, Suriname e Paraguai. Do outro lado do mundo, no IDH o Brasil também está à frente do distante Azerbaijão, do Líbano em permanente estado de guerra, da Armênia, Tailândia, China e Mongólia.

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