Incêndio destrói Museu Nacional e leva junto 200 anos de história

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Por Kiko Nogueira

“Não perguntes por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti”, escreveu John Donne.

Quem está queimando naquela fogueira do Museu Nacional é você. É o Brasil, ou o que sobrou dele. A instituição estava recebendo a ninharia de 300 mil reais anuais. Deveriam ser 515 mil.

“Isso acontece porque a própria UFRJ está sofrendo um corte de verbas”, disse o diretor Alexander Kellner ao Globo em março. Uma vaquinha virtual foi feita para reabrir uma sala de um dinossauro. Não havia verba para restauro de paredes.

Tudo em madeira. Gatos de fiação por todos os lados. Não deu outra.

Coluna do Estadão conta que o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, compartilhou por WhatsApp uma mensagem sobre o incêndio. “Certamente a tragédia poderia ter sido evitada”, escreveu.

“Aparentemente vai restar pouco ou nada do prédio e do acervo exposto. Temos que cuidar muito melhor do nosso patrimônio e do acervo dos museus”. É uma escandalosa admissão de incompetência. O que ele fez para evitar essa calamidade?

Nada.

Leitão é um dos dois funcionários do governo que mais gastaram com viagens nacionais em 2018: 66 mil reais com diárias e passagens. Para fazer o quê?

Leitão deixa como marca de sua temporada na pasta discussões com parlamentares oportunistas em torno de exposições acusadas de “pedofilia” por néscios de extrema direita. Um país tomado de corruptos ineptos cujo legado são cinzas. 

Como reconstruir isso?

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