Descuido custa caro ao Papão

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POR GERSON NOGUEIRA

Um lance de baixa vigilância na marcação pelo lado direito e no centro da defesa determinou a derrota do Papão, ontem à noite, em Goiânia, diante do Atlético depois de três bons jogos sob o comando do técnico Guilherme Alves. A jogada começou com troca rápida de passes pela esquerda atleticana, sendo arrematada com o cruzamento endereçado ao artilheiro Junior Brandão.

Quando o Atlético abriu o placar, aos 12 minutos do segundo tempo, o jogo era absolutamente igual, com ataques de parte a parte, mas a desvantagem depois de um primeiro tempo em bom nível desnorteou um pouco a equipe paraense por alguns minutos.

O Atlético teve ainda duas boas chances para liquidar a fatura, mas desperdiçou contra-ataques seguidos permitidos pela zaga alviceleste. A partir dos 20 minutos, com Lúcio Flávio no lugar de Carandina e Moisés substituindo a Mike, o PSC iniciou uma tentativa de pressão pelo empate.

A presença ofensiva aumentou, mas a qualidade do passe caiu muito em relação ao primeiro tempo, comprometendo o esforço em busca do gol. Pedro Carmona, que tinha sido praticamente impecável nos 45 minutos iniciais, acusou cansaço e não rendeu mais nas jogadas de aproximação com o ataque.

O estreante Lúcio Flávio nem teve chances de mostrar qualidades porque ficou excessivamente isolado entre os zagueiros, pouco acompanhado por Moisés, que voltava para armar jogadas com Thomaz pela faixa esquerda do Papão. Numa tentativa dentro da área, aos 36’, quase essa dobradinha funcionou, mas a zaga e o goleiro Jefferson conseguiram abafar.

Foi um jogo de muitas ações ofensivas, mas prejudicado pelo excesso de erros de passe. Do lado bicolor, uma atuação que permite avaliar como positivo a etapa inicial do trabalho de Guilherme Alves, que venceu dois jogos, empatou um merecendo vencer e perdeu outro quando podia ter empatado.

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Técnico garante que não há risco de queda

Depois do jogo, o técnico Guilherme Alves não deixou barato e cravou, enfático: “Descenso não vai acontecer. Sob meu comando, o time não vai cair”. A segurança demonstrada após quatro jogos e 15 dias de trabalho integra o arsenal de franqueza do treinador nas entrevistas, mas foi um aceno em direção ao torcedor.

A convicção de Guilherme encontra amparo na distribuição do time em campo, bem superior ao do período de Dado Cavalcanti. A postura agressiva do começo da partida deixou uma impressão positiva, reafirmando a evolução iniciada contra o Oeste, em Barueri.

Ao mesmo tempo, a busca pelo gol fora de casa mostrou um time com atitude diferente jogando fora de casa, confirmada pela ousadia de colocar quatro atacantes para tentar o empate no 2º tempo.

O técnico prometeu mais estreias, provavelmente do lateral esquerdo Guilherme Santos e do atacante Hugo Almeida, para tornar o time mais consistente ofensivamente.

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Neymar pisa na bola ao tentar pedir clemência

A repercussão em torno do anúncio-desculpa de Neymar, veiculado em rede nacional no domingo, escancara nova pisada de bola no planejamento para resgatar a imagem do principal jogador brasileiro. Foi o chamado tiro no pé. Se a intenção era fazer com que a peça de propaganda fosse vista como uma mensagem à paz, respondendo às críticas ferinas ao atacante, terminou provocando efeito contrário.

O pedido de clemência acabou soando como falso e artificial, pela leitura de um texto claramente preparado por redatores publicitários, sem um pingo de verdade da parte do próprio jogador.

Decorou as falas, proferiu palavras que não eram suas e não conseguiu convencer o público que buscava comover. A visão sobre o atual momento da carreira, esboçada no próprio texto, passa a impressão de que o craque continua convicto de que só o chamado futebol moleque e as gingas teatrais irão garantir sua permanência no coração da galera.

A questão que se apresenta agora para Neymar é de cunho mais simples e prático. Precisa jogar bola, mostrar o futebol que todos sabem que tem e responder aos críticos dentro de campo. Sem firulas, nem teatro.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 01)

2 comentários em “Descuido custa caro ao Papão

  1. É claro que o torcedor bicolor sentiu que com Guilherme Alves o time está com outro coração. E isso não se pode negar.
    Precisa agora acabar com o jejum de vitórias fora de casa.

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  2. Não consegui ver esses “4 atacantes” que o Guilherme Alves teria colocado no 2º tempo do jogo de ontem. Atacante é aquele que chuta em gol, volta pra marcar, cabeceia, perturba o zagueiro adversário, e faz gols…. Olhando por esse prisma, apesar de ter comido mosca no gol do Atlético Goianiense, o único atacante do Paysandú foi Diego Ivo, que esteve por marcar, pelo menos em 3 oportunidades, não consumadas pela astúcia do goleiro adversário. O trio 3M – Myke, Magno, e Móises, foram meros espectadores. O terceiro, o “pescada branca” de outras jornadas, não fez um gol em 19 rodadas desta Série B, como pode ser chamado de atacante ?? E esse Lúcio Flávio, entrou mesmo em campo ???

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