Obrigação de vencer e avançar

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POR GERSON NOGUEIRA

O Remo disputa hoje com o ABC-RN a primeira das três finais que terá pela frente até o fim da fase classificatória da Série C. O adversário está bem posicionado na tabela, ocupando a terceira colocação (21 pontos), com legítimas pretensões de passar à próxima fase.

Do lado azulino, a preocupação é com a sobrevivência. É obrigatório vencer para manter afastado o fantasma do rebaixamento. A vitória não representa a salvação definitiva, pois o Remo terá que alcançar 20 ou 21 pontos para se considerar livre da queda.

Ocorre que esta partida é a penúltima em casa. Somar três pontos é fundamental para que o time continue confiante quanto aos seus limites e possibilidades dentro da competição, sabendo que passará a depender de outro triunfo em dois jogos para se salvar.

Depois da vitória sobre o Confiança, na última rodada, o Remo voltou a depender exclusivamente de suas forças para garantir permanência na Série C, conquistando também credibilidade junto ao torcedor.

Para não repetir os tropeços que marcaram a campanha dentro de casa, o técnico João Neto e seus comandados precisam acima de tudo observar que mandantes não podem aceitar a estratégia de times visitantes.

Nas derrotas sofridas no Mangueirão, antes da era Netão, o Remo abusou de erros de finalização e posicionamento. Cercava a área inimiga, mas não tinha competência para o passo definitivo rumo ao gol. Essas hesitações ajudam a explicar a situação aflitiva na classificação.

Netão tem feito o Remo jogar com mais objetividade, atacando pelos lados e chutando sempre. Essa estratégia de guerra deverá ser executada plenamente hoje, não podendo desperdiçar chances criadas ou provocadas. Para tanto, o time que fez em Aracaju sua melhor atuação não pode ser modificado. Entrosamento é item prioritário a essa altura.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 22h, na RBATV. Participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Gols e análises sobre as rodadas das séries B e C.

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Papão mostra consistência e intensidade

De estilo motivador, Guilherme Alves transformou o ambiente na Curuzu. Chegou há três rodadas, conquistou sete pontos em nove e faz sucesso com um discurso marqueteiro que cativa o torcedor, principalmente quando os acenos para a torcida vêm acompanhados de resultados em campo.

Com o novo treinador, o Papão deixou o estilo burocrático de lado, passou a ter uma saída mais rápida e demonstra mais vibração. É como se os jogadores estivessem meio anestesiados na era Dado e agora se sintam mais à vontade para extravasar, arriscando mais e exibindo mais confiança.

A vitória de 2 a 0 sobre o Figueirense (3º colocado), na sexta à noite, deixou claro que o time tem outra cara, que não aceita ficar preso ao próprio campo. Hoje, o PSC sempre vai à frente quando surgem espaços, determinado a aproveitar. Essa atitude empolga o torcedor, que esperava justamente isso para voltar a acreditar no time.

No primeiro tempo, a equipe alternou bons e maus momentos, mas nunca foi inferior ao Figueira. A rigor, faltou o gol, apesar de boas chegadas de Pedro Carmona, Thomaz e Mike. Nas laterais, Mateus Silva e Diego mostraram combatividade, embora com alguns erros de passe.

O gol de Carmona logo no reinício da partida na 2ª etapa trouxe tranquilidade e ganhou de vez o apoio da torcida, ainda em número discreto na Curuzu. Depois da vantagem estabelecida, a equipe se distribuiu ainda melhor em campo, apesar da jornada pouco inspirada de Claudinho.

Apesar de algumas investidas perigosas do Figueirense, com Henan e Renan Mota, o Papão se lançava ao jogo com intensidade, superando a ausência de um centroavante. A tripla expulsão dos catarinenses, por reclamação, deixou a partida ainda mais tranquila.

O penal, cobrado por Dionathã aos 47’, serviu para liquidar a fatura e para que a torcida pudesse explodir de satisfação na centenária Curuzu, como não ocorria há várias rodadas.

Independentemente das lambanças da arbitragem, que expulsou Dionathã claramente para compensar a exclusão dos jogadores do Figueira, o PSC foi superior, mereceu vencer e mostrou pela primeira vez consistência nos avanços e solidez na estratégia defensiva.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 29) 

2 comentários em “Obrigação de vencer e avançar

  1. A assertiva de que “ a tripla expulsão dos catarinenses, por reclamação, deixou a partida ainda mais tranquila” dá entender que o time Catarinense ficou com 3 a menos no final do jogo, quando na realidade ficou com dois a menos e depois o Dionathã foi expulso.

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