Obsessão do Real Madrid por Neymar teria magoado Cristiano Ronaldo

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A noite de quarta-feira ficou marcada pela saída definitiva de Cristiano Ronaldo do Real Madrid. De acordo com o jornal Marca, a reunião entre Jorge Mendes, empresário do jogador, e José Ángel Sánchez, mão direita do presidente Florentino Pérez, definiu os termos da saída do atacante de Madrid, a sua casa nos últimos nove anos.

José Ángel Sánchez teria pedido a Jorge Mendes uma proposta de 100 milhões de euros para que o clube aceite abrir mão de CR7, figura máxima dos merengues nos últimos nove anos. Mendes, por sua vez, garantiu que entregará essa mesma proposta, que será da Juventus.

No entanto, a reunião de quarta-feira, segundo o Marca, começou como uma tentativa por parte do Real Madrid de segurar Cristiano Ronaldo. Porém, o clube ofereceu apenas uma melhoria salarial e essa terá sido a prova definitiva do adeus de Ronaldo a Madrid. De resto, acertou-se uma saída digna de uma das maiores figuras da história merengue.

Cristiano Ronaldo disse sim à Juventus e vai mesmo abandonar o Santiago Bernabéu, nove anos depois. O português já tinha deixado no ar a possibilidade do adeus depois da final da Liga dos Campeões, mas chega agora a certeza da mudança para Itália, onde o espera um contrato de quatro anos e 120 milhões de euros limpos.

O colapso da relação entre Ronaldo e Florentino Pérez é o principal fator por detrás da decisão do português. O jornal Marca refere, aliás, que o presidente merengue não levou a sério o desabafo do português depois da final da Liga dos Campeões, onde exclamou que os anos passados em Madrid tinham sido bonitos. Em vez disso, Florentino concentrou-se na contratação de Neymar – “uma obsessão para o presidente blanco desde há muito tempo” – e ignorou Cristiano. Marca escreve que Cristiano “ganhava Champions e a Bola de Ouro, mas era Neymar a espinha encravada de Florentino”.

Depois, a promessa da melhoria de contrato que nunca surgiu. Até dezembro, Ronaldo jogou com “esse amargo na boca”, mas dois momentos quase levaram a uma “úlcera”. Escreve o jornal espanhol que um desses momentos foi o polêmico segundo cartão amarelo frente ao Barcelona, na Supertaça, que valeu a Ronaldo cinco jogos de suspensão e onde só Zidane deu a cara por Ronaldo. O português teria visto isso como uma injustiça.

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O segundo momento, segundo o jornal Marca, chegou quando Ronaldo ganhou em janeiro a Bola de Ouro. Nem aí chegou a melhoria de contrato prometida por Florentino Pérez depois da vitória na Champions, em 2017. Em vez disso, o presidente merengue tentou seduzir Neymar enquanto Ronaldo levantava a Bola de Ouro. “Se queres ganhar a Bola de Ouro, vem para Madrid”, terá dito Florentino ao brasileiro, atitude que não agradou de todo ao português.

Por fim, o inevitável fisco espanhol. Ronaldo está às voltas com o fisco desde 2016, tendo recentemente aceitado pagar uma multa de 18,8 milhões de euros e dois anos de pena suspensa por fraude fiscal. Isto significa que, em caso de novo delito, o português terá de cumprir a pena na prisão. Segundo o jornal Marca, a atitude do Real Madrid, que preferiu se afastar da polêmica em torno de Ronaldo, não agradou a CR7, uma vez que se trata de uma atitude completamente diferente daquela mostrada pelo Barcelona para com Lionel Messi, também é acusado de fraude fiscal. Ronaldo resolveu o problema sem a ajuda do clube, mas vê isto como mais um motivo para colocar um ponto final na ligação com os merengues.

A chegada de Cristiano Ronaldo a Itália passou de um sonho a praticamente realidade, mas a contratação do português será dispendiosa para a Juventus. A notícia faz eco em todo o mundo e o jornal Tuttosport revela o Plano Cristiano orquestrado pela campeã italiana para garantir provavelmente a contratação mais bombástica da sua história.

De acordo com a publicação italiana, a contratação de João Cancelo aproximou a Juventus de Jorge Mendes depois de “onze anos de uma relação fria”. O empresário é, aliás, a peça chave no negócio que contará com a intervenção essencial do grupo FCA – Fiat Chrysler Automobile -, propriedade da família Agnelli e que garantirá os recursos financeiros para sacramentar o negócio. No entanto, haverá outros sacrifícios a fazer por parte da Juve.

O primeiro sacrifício tem nome: Gonzalo Higuaín. O avançado, apesar das críticas e de uma época menos feliz em Itália, tem mercado na Inglaterra e na própria Itália e a Juventus está confiante de que conseguirá pelo menos 60 milhões de euros por Pipita. A venda de Higuaín libertaria a Juve de um encargo salarial na ordem dos 7,5 milhões de euros limpos, o salário mais alto da Serie A, sendo que Ronaldo romperá com este teto ao ganhar 30 milhões de euros limpos por temporada. Para conseguir o resto, a Juventus pondera aumentar o valor das quotas a pagar pelos sócios. O reajuste, escreve o Tuttosport, ficará em torno de 30%.

(Com informações de O Jogo, de Lisboa)

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