À espera da melhor exibição

FBL-WC-2018-BRA-TRAINING

POR GERSON NOGUEIRA

O Brasil tem a chance de alcançar as quartas de final da Copa, repetindo tantas outras trajetórias vitoriosas ao longo da história da competição mais importante do futebol. O adversário é o México, cuja passagem pela primeira fase foi marcada pela habitual oscilação técnica. Foi ao cume da glória com a vitória sobre a Alemanha, mas quase foi eliminado ao ser batido pela Suécia por 3 a 0. Francamente, caso alimente pretensões de conquistar o hexa, a Seleção não pode temer o oponente de hoje.

Juan Carlos Osório, que passou um chuvisco como técnico do São Paulo, é o atual comandante do México. Em entrevista, ontem, foi humilde e realista. Disse esperar fazer o melhor jogo contra o melhor time. Há gente no Brasil que não tem essa mesma convicção, mas deveria ter.

Dos campeões mundiais que permanecem na competição, o Brasil é o que apresentou um rendimento mais consistente. Sem reeditar o tradicional estilo “brasileiro”, economizando nos dribles e nas jogadas de efeito, o escrete não correu grandes riscos. O jogo mais complicado foi contra a Suíça por conta de certo nervosismo que pode ser atribuído à estreia.

A última apresentação, contra a Sérvia, deu motivos para crer que a equipe está se ajustando ao longo da competição. Coutinho é o maestro, Neymar é a flecha. Legítimo esperar que se tenha uma grande exibição, explorando os muitos espaços que a frágil zaga do México normalmente concede.

Mesmo sem os laterais titulares (Danilo e Marcelo), a Seleção foi consistente nas ações defensivas e forte no ataque, exibindo pela primeira vez uma jogada ensaiada em bolas paradas – no gol de Thiago Silva.

Não se pode esperar jogo fácil a partir de agora, mas o México é seguramente um adversário adequado para o atual momento do Brasil. A não ser que ocorra uma tragédia em Samara, a partida deve ser um treino de luxo para o difícil embate contra os belgas na próxima fase.

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Resultado ruim causado pelos erros de sempre

O Papão foi praticamente o mesmo de outras jornadas recentes, o que significa dizer que foi errático na frente e fraco na parte defensiva. Com muitas alterações, parecia um time em busca de entrosamento. O Fortaleza aproveitou para se reabilitar de resultados ruins nas rodadas recentes e mostrou organização e qualidade na saída de bola.

O time de Rogério Ceni não é espetacular, longe disso, mas é bem superior aos seus concorrentes de Série B, por isso está justificadamente isolado na liderança. Mesmo cheio de desfalques, tomou sempre a iniciativa e buscou a vitória sem tomar conhecimento do anfitrião.

Do lado bicolor, a intranquilidade da zaga se agravou sem Diego Ivo e Nando Carandina, que é volante, mas joga quase como um beque. O gol de Bruno Melo nasceu de uma inversão perfeita, que os volantes e zagueiros permitiram sem ao menos pressionar o meia-armador.

O ataque não teve Cassiano e pouco rendeu diante de um estável sistema de marcação. Surgiram algumas oportunidades, com Thomaz e Moisés, mas faltou intensidade e constância para incomodar o adversário.

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Um craque bem-aventurado

Luka Modric é craque. Um dos maiores deste Mundial. Ontem, porém, atuou mal contra a Dinamarca. Cercado no meio, não teve criatividade para fugir à marcação. Soltou-se apenas na prorrogação, com um lançamento em profundidade que pôs o centroavante na cara do gol. E dessa jogada brilhante nasceu o lance que quase queima o filme do bom Modric.

Vítima da exaustão física e mental que já derrubou tantos outros craques em cobranças de penais em Copas – Zico, Baggio, Baresi etc. etc. –, Modric chutou fraco no canto esquerdo e facilitou a defesa do ágil e performático Kasper Schmeichel. Faltavam quatro minutos para findar a prorrogação e o gol evitaria a temida série extra de penalidades.

Passada a decepção com o penal perdido, quis o destino que Modric aproveitasse a chance na decisão. A bola passou a centímetros dos pés de Schmeichel, cujo pai, Peter, vibrava na tribuna com suas grandes defesas.

O gol ajudou a botar a Croácia nas quartas e impediu que mais um craque fosse mais cedo para casa, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

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Dois monstros caídos, um furacão chegando

A Copa se despediu de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Os fracos de espírito talvez tenham festejado, mas os verdadeiros fãs do jogo certamente lamentam. Seus destinos parecem entrelaçados, para o bem e para o mal.

Ambos nunca levantaram a taça, embora monopolizem as premiações anuais por desempenho em seus times. Ambos não devem voltar em 2022, no Qatar, pois estarão certamente na fase crepuscular de suas carreiras.

A graça da coisa é que o novo sempre vem. Os ases saem e chega Mbappé. Na primavera dos 19 anos, um furacão de habilidade e fúria ofensiva.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 02)

3 comentários em “À espera da melhor exibição

  1. Como diria o bom baiano Moraes Moreira: lá vem o Papão descendo a ladeira !! A imagem – copiada de anos anteriores, que se tem é de que o time já entrou de férias na 13a rodada (1/3 da competição), e a Diretoria está plenamente satisfeita. Os outros 2/3 da competição serão reservados para a titânica luta contra o rebaixamento, com a manjada promessa do “professor” de que a reabilitação virá no próximo jogo. Resta ao torcedor fazer o mesmo, e economizar seu suado dinheirinho; para o veraneio de julho, o pato do Círio e os presentes de Natal. Fui !!!!!

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  2. A vitória mexicana sobre a Alemanha foi posteriormente explicada pelo outro tropeço germânico, diante da Coréia do Sul, e a colocação em último lugar de um grupo que parecia um passeio. Gerd Wenzel, comentarista alemão da ESPN, explica tudo direitinhono site http://www.bundesliga.com.br/uma-breve-historia-do-crepusculo-dos-deuses.
    Quanto ao Paysandu, ou manda o Dado cantar em outra freguesia ou despenca ladeira abaixo até esborrachar-se no chão do inferno da Terceirona. Não tem voz de comando, malícia pra perceber as nuances de uma partida e muito menos leitura de jogo capaz de mudar uma situação aflitiva.
    Poucas vezes vi em peladas um lateral tão obtuso quanto esse Mateus Silva, quanto mais no futebol profissional. Um analfabeto funcional da posição, incapaz de marcar de frente o ponta adversário.
    Dado teve a ousadia de aplaudir chutes desastrados de Dionathan e Claudinho, quando o resto do time ficou revoltado com a incompetência e egoísmo desses dois incapazes para o jogo coletivo. Oura coisa, o franzino, veterano e deslocado Moisés jogar de centro avante contra três zagueiros plantados e de bom porte físico constitui-se estupidez inominável, assim como a primeira substituição- Carlinhos por Mateus Miller é atitude típica de surdo em bingo de quermesse.
    É flagrante que o ainda treinador não tem voz de comando sobre jogadores rodados e acaba fazendo papel de boneco de ventríloquo de cobras criadas que ganham bem, treinam pouco e ainda convencem o comandante que estão fazendo trabalhos hercúleos. Não dá!

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  3. Pois é Jorge esse arremedo de Treinador ainda fala que esperava a derrota…como diz Bad Boy só pode se amor por Macho dessa diretoria INCOMPETENTE…FORA TONY COUCEIRO…Ainda bem que tem eleição final do Ano….Essa SEM RUMOS JÁ DEU O QUE TINHA DE DAR.

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