Artistas assinam manifesto contra a “barbárie”

democracia-corrompida

Por Marcelo Auler, no Jornal GGN

Cerca de 130 artistas, cineastas e demais profissionais do cinema e da área cultural do Brasil lançaram, na data em que se comemora a Inconfidência Mineira, o manifesto “A Democracia Corrompida”. Nele, mostram que a corrupção a se combater é outra, bem distinta daquilo que se tem apregoado:

“(…) corrompidas estão a nossa sociedade e o seu sentimento de solidariedade, nossa tolerância com as diferenças e a esperança de nos tornarmos uma nação mais justa e de oportunidades iguais para todos.

Corrompido está o Estado Brasileiro, quando as instituições e as leis republicanas são relevadas, dando lugar a decisões arbitrárias na luta selvagem pelo poder e manutenção de privilégios.

Corrupção é a usurpação não somente de bens materiais, mas também do patrimônio imaterial e dos direitos consagrados na Constituição Cidadã de 1988″.

O Manifesto, que está aberto a novas adesões,  já conta com as assinaturas dos atores Antônio Fragoso, Cristina Pereira, Débora Duboc, Letícia Sabatella, Chico Diaz, sua esposa Silvia Buarque, a mãe dela e também atriz Marieta Severo, o diretor de teatro Aderbal Freire Filho e cineastas como Lúcia Murat, Rosemberg Cariry, Ruy Guerra e Walter Lima Jr.

No documento eles se posicionam contrários à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e afirmam que a operação Lava Jato se transformou em instrumento de ação política para retirá-lo das próximas disputas eleitorais. Classificam o processo que o condenou como “uma farsa”:

Acusam ainda o Poder Judiciário de julgar, prender e libertar de forma seletiva e partidária, dramatizando as suas ações na mídia e ignorando a Constituição:

(…) “Em nossa democracia corrompida, o combate contra a corrupção empreendido pela Lava-Jato se transformou em instrumento de ação política para penalizar alguns em detrimento de outros. Hoje é patente que o julgamento e a prisão açodada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou o objetivo primeiro dessa operação que visa retirar do pleito presidencial o candidato preferido nas pesquisas de opinião.

O processo que o condenou é tido por muitos juristas nacionais e internacionais como uma farsa e representa um grave perigo de ruptura da legalidade. O Poder Judiciário hoje julga, prende e liberta de forma seletiva e partidária, dramatiza as suas ações na mídia e ignora a Constituição, ao judicializar a política fazendo desta um caso de polícia“.

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