As presenças mais esperadas

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POR GERSON NOGUEIRA

O toque dramático desta final de Parazão, coisa comum a quase todos os momentos decisivos, fica por conta da presença em campo ou não de jogadores importantes dos dois lados.

No PSC, além dos três (Maicon, Cáceres e Cassiano) que saíram lesionados de campo domingo passado, há a incerteza quanto a Diego Ivo, Renato Augusto, Nando Carandina e até Pedro Carmona, que voltou a treinar e surge com possibilidades de aproveitamento.

No Remo, além de Levy, Geandro, Felipe Recife e Martony, reina expectativa quanto à escalação de Felipe Marques, um dos mais importantes jogadores da campanha azulina.

De todos os nomes citados, é provável que 80% possam estar jogando o último Re-Pa da temporada, mas ao torcedor interessa mesmo é saber se nomes considerados fundamentais estarão aptos a brigar pelo título.

Diego Ivo, zagueiro e líder do elenco alviceleste, tem sido a ausência mais sentida e cobrada pelos torcedores do Papão. O crônico problema de tendinite o afastou de jornadas importantes, levantando dúvidas sobre seu aproveitamento como titular absoluto da defesa. A saída de campo no primeiro clássico, depois de ter feito o gol inaugural, foi vista como causa maior da derrota bicolor naquela ocasião.

Depois disso, o zagueiro também ficou de fora do segundo jogo e foi desfalque também no último, deixando a linha defensiva mais vulnerável. Além disso, sem Diego, o PSC perde uma opção importante nas jogadas de bolas aéreas no campo inimigo.

Pelo lado azulino, a perda mais lamentada no Re-Pa passado foi a do atacante Felipe Marques, autor de cinco gols e peça-chave na estrutura ofensiva azulina. Sua velocidade, capacidade de drible e finalizações certeiras ajudaram o Remo a ter a melhor campanha no Estadual.

Oriundo do Sampaio Corrêa, Marques é também o parceiro ideal para o centroavante Isac. São antigos companheiros, sabem das características um do outro e isso é sempre um trunfo e tanto na articulação de um time.

Por essas razões, independentemente do que o noticiário apresenta todos os dias, acentuando dúvidas sobre uns e abrindo esperanças quanto à participação de outros dos contundidos, cabe observar a real utilidade desses jogadores para as duas equipes.

Uma avaliação mais criteriosa revela que baixas de verdade são, no PSC, Cassiano e Diego Ivo. Os demais compõem o elenco, mas não são insubstituíveis. Nando Carandina, por exemplo, é figura contestada pela maioria da torcida. Cáceres, idem. A rigor, nem estreou ainda.

William, que acaba de reaparecer depois de um período de lesão, é o melhor dos volantes à disposição de Dado Cavalcanti. Deve estar no time que vai encarar o Remo domingo, a não ser que Cáceres repentinamente passe a jogar mais que ele.

Desfalques sérios no Remo vêm sendo Felipe Marques e Levy. Geandro, Martony, Leandro Brasília e Douglas Mendes são reservas. Caso Marques e Levy possam jogar, Givanildo se dará por feliz. O mesmo pode-se dizer, em relação a Dado, caso ele tenha Diego Ivo inteiro para domingo.

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Surpresas para os fãs do Timão campeão

O domingo de clássico-rei será também um dia especial nas transmissões esportivas da nossa Rádio Clube, que está comemorando 90 anos de existência, liderança e boa informação. A jornada de cobertura do Re-Pa trará algumas surpresas para reverenciar o público que prestigia a Clube há tantos anos. Recomendo que todos fiquem atentos, pois o show será inesquecível.

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Direto do blog

“Prezado Gerson, sobre seu artigo a respeito das comparações cruéis entre o futebol de alto nível disputado na Europa e o nosso (não só o paraense, diga-se de passagem), ressalto que o tipo de jogo disputado e conceituado no velho mundo e aquele jogado e pensado (?) aqui tem contribuído para esse crescimento da paixão do torcedor brasileiro pelos clubes europeus. Há tempos não vemos um time brasileiro encantar em campo.

Mesmo os times que mais investem e que tem conseguido os títulos de expressão nos últimos anos praticam um futebol pragmático, de tática pobre ou quase sempre repetitiva, muito distinto do tipo de visão de jogo que os treinadores europeus demonstram. Daí a amplitude do abismo entre essas duas realidades ter ficado tão latente (com a poderosa ajuda do acesso maior às mídias, é claro).”

Anselmo Gomes, a propósito do exposto na coluna de ontem.

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Exame antidoping: das suspeitas à banalização

Foi-se a época em que o pedido de exame antidoping era algo que mexia com os brios dos atletas e causava até, em certos casos, um redobrado empenho para dar em campo a devida resposta ao clube solicitante. Certos treinadores mais espertos utilizavam isso como apelo motivacional. Como no Re-Pa passado, o PSC solicitou a realização do exame, o que representa uma garantia a mais de lisura e preocupação com o jogo limpo.

Ao contrário de outros tempos, a realização do exame é algo quase banal e protocolar, talvez até pelos esclarecimentos dados em torno de casos de atletas flagrados em doping. Além disso, os regulamentos das competições seguem responsabilizando exclusivamente o jogador, sem que os times sofram eventuais penalidades.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 06)

2 comentários em “As presenças mais esperadas

  1. Francamente, verdade seja dita. 3 derrotas bicolores para esse time limitadíssimo azulino é duro mesmo de engolir, menos pela limitação azulina e muito mais pelo que o Paysandu não jogou nada nada nada. Mesmo com erro crucial do arbitro contra o Papão nos 2 jogos, nos 2 primeiros o remo mereceu a vitória e no terceiro foi igual onde o remista tee a sorte de acertar um chute daquele que não acertará outro em um milhão de chutes. O trunfo azulino não tem dúvida que é o preparo físico até fora do comum, onde os caras pouco se contundem e correm o jogo todo seja em gramado molhado ou não. Ou o preparador azulino é dos melhores do pará ou ou os caras fecharam entre si para levar esse título. Já do lado bicolor é triste ver inestimento milonário que o clube fez em jogadores qe vivem no dp medico. Um absurdo jogadores se contundindo até em treino. Esse papo de desgaste em competições é desculpa de amarelão porque repito sempre que o melhor plantel da história bicolor de 2002 disputou Copa Norte e parazão juntos e venceram tudo. Depois disputaram Copa dos campeões e Libertadores da America ao mesmo ao mesmo tempo e fizeram sucesso estrondoso, ninguém reclamava de nada. Agora chegam esses de 2018 reclamando de sol, de chuva, de viagem, de competição, de gramado….ora me compra um bode. Tem é de botar garra domingo e tirar essa taça sa sede azulina porque eles ja dão como favas contadas.

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