Na margem de segurança

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POR GERSON NOGUEIRA

Em confronto difícil e prejudicado pelas condições do gramado, o Remo começou a resolver seus problemas no final da primeira etapa, após cruzamento perfeito de Levy para Isac cabecear na gaveta esquerda de Jader. Com o gol, a equipe eliminou a vantagem do São Raimundo e ganhou tranquilidade para buscar a classificação sem decisão extra.

E foi exatamente o que ocorreu. Superando a tendência de misturar velocidade com afobação, reduzindo o grau de desperdício e mostrando mais objetividade nas chegadas ao ataque, o Remo controlou o ímpeto do São Raimundo, chegando naturalmente ao segundo gol.

O lance foi um primor de inspiração e envolvimento coletivo. Levy se aproximou da área, esperou Elielton chegar, deu o passe milimétrico e o atacante tocou rasteiro para a pequena área. Isac fez o corta-luz e enganou a marcação, deixando a bola para Felipe Marques fuzilar para as redes.

Ao longo de toda a partida, o Remo esteve sempre no comando das ações, tentando cercar a saída de bola do SR e lançando-se sobre a área. O gol custou a sair em função da pressa de alguns jogadores, que precipitavam passes e perdiam chances de construir jogadas mais agudas.

Levy jogou como um quarto atacante e fez uma de suas melhores atuações desde seu retorno ao Remo. Isac, mesmo vigiado de perto pela dupla Sandro e Moisés, levou a melhor na maioria dos lances e teve o mérito de se antecipar na disputa aérea que resultou no gol de abertura.

Depois que abriu o placar, o Remo passou a tocar melhor, distribuindo passes e fazendo a bola girar. Felipe Marques, que já havia criado boas situações na etapa inicial, aparecia sempre desmarcado pela esquerda.

Apesar dos problemas, o Remo conseguiu preservar a vantagem, embora sofrendo alguns sustos, como na jogada em que Chocolate invadiu a área e chutou rente ao poste de Vinícius. Felipe Marques teve grande oportunidade, sofreu duas faltas e chegou à área sem forças para chutar.

Uma vitória incontestável, obtida com esforço coletivo e destacadas participações individuais. Destaques do time: Levy, Mimica e Felipe Marques. No São Raimundo, Sandro e Léo foram os mais efetivos.

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No sufoco, Papão mantém o sonho do tri

Não chegou a ser o massacre que o técnico Dado Cavalcanti viu, mas é inegável que os bicolores dominaram a partida no 1º tempo e mereceram a classificação. Na base da superação, o PSC esteve perto de abrir o marcador, mas os gols saíram quando parecia que o empate era inevitável. Antes, Felipe Maracanã perdeu gol feito diante de Marcão.

Para reverter a diferença de dois gols, Dado Cavalcanti mexeu no desenho tático do time, sacando o lateral esquerdo Mateus Miller e colocando Moisés para jogar como ala avançado. No meio, apenas um marcador (Carandina), acompanhado de Walter, Cáceres e Danilo Pires.

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Como o Braga se posicionou para defender a vantagem, esperando segurar o empate e explorando contragolpes, o esquema planejado por Dado nem foi suficientemente testado. O PSC tinha espaço para manobrar à vontade, pecando apenas no excesso de cruzamentos sobre a área, sem apostar nas infiltrações mais articuladas junto à área.

Os gols – Cassiano, cobrando pênalti, e Diego Ivo – nasceram de lances rápidos, explorando a desatenção da zaga bragantina. Com 2 a 2 no placar agregado, Dado reposicionou a defesa, com Miller entrando na etapa final. O Bragantino resolveu abandonar a cautela e foi em busca do gol que poderia lhe garantir a classificação.

Teve até chance para isso, quando, na metade do 2º tempo, Timbó botou a mão na bola dentro da área. Era a bola do jogo para o Bragantino, mas o centroavante João Leonardo cobrou o pênalti sem colocar força na bola, o que facilitou a defesa de Marcão.

Na série de penalidades, o Papão também foi superior, vencendo por 4 a 2, com fundamental participação da torcida no incentivo ao time e na pressão sobre os cobradores do adversário. Triunfo da equipe mais determinada a alcançar o resultado que lhe interessava. Mike, Marcão e Diego Ivo foram os melhores. No Braga, Keoma foi o mais aplicado.

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Clássicos para fortalecer o caixa da dupla Re-Pa

Além da emoção de uma nova decisão entre os velhos rivais, a classificação da dupla Re-Pa para a final do Parazão representa um grande desafogo no aspecto financeiro, pois vai garantir aos clubes uma receita em torno de R$ 2 milhões. Do ponto de vista técnico, equilíbrio total na disputa.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 26)

10 comentários em “Na margem de segurança

  1. No primeiro gol do Remo, o cruzamento de Levy foi perfeito mas a TV mostra que Isaac empurrou o defensor do São Raimundo. Na jogada do segundo gol, o mesmo Isaac não fez nenhum corta luz;
    apenas furou ou perdeu o tempo da bola. Vida que segue !!

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  2. Timbó não colocou a mão na bola, a bola bateu em sua mão já que não fez qualquer movimento, sendo surpreendido com a queda da pelota após cobrança de lateral.
    Além disso, aquele soprador de apito deixou de expulsar o 5 do Bragantino por pelo menos três vezes, na penalidade máxima, em um toque de mão e em um carrinho por trás já no segundo tempo. A certeza da impunidade foi tanta que Arthur sequer preocupou-se em substituir o reincidente.
    Enfim, esse gordinho mal intencionado é contumaz em apitar jogos do Papão de forma desastrada e não se vê reações iradas contra o patife em tela como se vê contra o Dewson, que mesmo nos piores momentos jamais cometeu barbaridades desse tipo.

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  3. O rei dos bobos, artur, precisa aprender que em jogo de ida e volta tudo pode acontecer, inclusive nada! Fez a maior presepada após o jogo de ida achando que já estava tudo resolvido! Esqueceu que no jogo de volta o Paysandu teria sua torcida fazendo a diferença e foi o que aconteceu. Se não vai pela técnica, vai pela raça!
    Quanto ao clássico, sem favoritos. Pequena vantagem para o remorto pelo lado emocional por ter vencido duas partidas nesse ano! O baixo nível técnico dos dois time se equivalem, nada mais.

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  4. No Paysandu a falta de criatividade do meio de campo é flagrante, e vai comprometer nas finais do Parazão e Copa Verde.
    Pedro Carmona vai ser assíduo cliente do DM; como nos clubes anteriores, incluindo recente cirurgia.
    Flávio Matos é limitado, não tem credenciais para a função. Conduz muito a bola, pouco lança, é fominha, e chuta mal.

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  5. Olha Gerson. Foi bom o Remo ter conseguido a classificação, e se ganhar o campeonato, melhor ainda para a torcida azulina… Entretanto, penso que a maior conquista azulina deste ano foi a formação dessa diretoria de futebol, pois atualmente todos os jogadores e funcionários estão com os salários em dia, acordos vem sendo cumpridos, e a maioria dos jogadores tem correspondido (quem não se lembra do elenco do ano passado…). Fora isso, acertamos em cheio na repatriação do Giva.

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  6. No primeiro jogo ficou claro que o Bragantino não suportaria a pressão quando viesse à Belém. E sábado tudo se confirmou. Se encolheu todo no primeiro tempo e levou os dois gols que retiraram a vantagem que tinha. No segundo tempo quis reagir, mas não teve força psicológica para tal. E o pênalti perdido mostra bem esta fragilidade psicológica, corroborada com o péssimo desempenho na disputa final.

    Quanto ao Mais Querido foi muito importante a vitória. Mas, esta veio mais pelo encolhimento do adversário do que pela força do time azulino.

    Agora, nas finais, peça por peça o listrado tem jogadores em sua maioria com potencial um pouquinho mais acentuado. O que lhe dá mais uma vez a condição de favorito.

    Restando a firme torcida para que mais uma vez o Leão consiga reverter a tendência favorável ao adversário. Terá as chances aumentadas se o adversário de amanhã na copa verde exigir muito do listrado. É aguardar para ver.

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  7. Oliveira permita-me discordar em relação a favorito, o time azulino venceu os dois confrontos deste ano, logo, tirando o fato de ser clássico, o Paysandu não entra com vantagem nenhuma.
    Fragilidades como um meio campo que marca pouco, zaga pesada e ataque que desperdiça oportunidades aos montes, joga sim, o favoritismo para o time da Antônio Baena, pois conta com ágeis atacantes pelos lados do campo, além de que o atual elenco parece ter melhor se adaptado a realidade do futebol Paraense realizado em campos pesados, com poças d’água e chuvas constantes.

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  8. Égua, ainda tá chorando? Kkkkkkkkk isso é medo kkkkkkkkkkkk roubo foi o q fizeram com o Bragantino naquele impedimento escandaloso kkkkkk no jogo de ontem o juiz meteu foi a mão no Leão com aquele impedimento, quando o nosso jogador saiu do nosso campo pro ataque, pênalti q ele não deu, chora mais mucura, chora kkkkkkkk isso é medo kkkkkkkkk eu choro

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