Peixe genérico testa o Papão

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POR GERSON NOGUEIRA

As dificuldades impostas pelo Santos-AP na Copa Verde do ano passado ao Leão (principalmente) e ao Papão ainda estão vivas na memória dos torcedores. Depois de eliminar o Remo com extrema facilidade, chegando a aplicar uma goleada no jogo em Macapá, o alvinegro amapaense encarou o PSC de igual para igual, arrancando um empate no jogo realizado em São Luís e caindo finalmente no confronto em Belém.

Por tudo isso, é natural que a comissão técnica do PSC venha alertando o elenco para os riscos que o cruzamento com o time de Macapá pode oferecer. Não por acaso, o técnico Dado Cavalcanti teve o cuidado de poupar alguns titulares na partida contra o S. Raimundo, pelo Parazão, a fim de contar com força máxima no jogo desta noite, no estádio Zerão.

É uma providência que distingue Dado de outros técnicos que passaram por aqui e viam a Copa Verde como uma competição de importância menor, esquecendo a importância que a conquista do torneio tem para os torcedores e a vantagem de poder entrar nas oitavas de final da Copa do Brasil com valiosa bonificação em dinheiro.

Marcelo Chamusca, no ano passado, priorizou a decisão do Estadual e escalou um time mesclado contra o Luverdense. A derrota custou caro ao Papão, que não conseguiu reverter o resultado no confronto de volta. A ideia infeliz marcou também a passagem de Chamusca pela Curuzu, pois a torcida jamais esqueceu o episódio.

Contra o Santos, Dado volta a usar o time que derrotou Parauapebas, Interporto-TO e Castanhal agradando em cheio e obtendo ótimo aproveitamento: três vitórias, 10 gols marcados e apenas um sofrido.

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Mike, o principal símbolo dessa nova era, é figura destacada no esquema de três atacantes empregado por Dado. À frente do lateral Maicon Silva, ele joga ao lado dos demais atacantes, voltando para ajudar na composição do meio-campo quando necessário. Nas manobras de ataque, ele é sempre o segundo homem posicionado na área, ao lado de Cassiano.

Com Mike liberado para flutuar da direita para o centro do ataque e finalizando mais que os outros dianteiros, o PSC alcançou seus melhores resultados desde a chegada de Dado. Até então, o atacante vinha aparecendo timidamente, sem achar espaço no desenho utilizado pelo ex-técnico Marquinhos Santos.

Diante do sempre aguerrido Santos, o PSC de Dado terá a oportunidade de mostrar que o time titular está realmente em fase ascendente, adquirindo entrosamento e força ofensiva a cada novo jogo.

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A importância de Brasília para o meio-campo azulino

Será mais sentida do que parece a possível ausência de Leandro Brasília no time azulino para o Re-Pa de domingo. A importância dele está no fato de ser o único volante que tem bom passe entre os meio-campistas do elenco remista. Fernandes, que até começou bem, caiu de rendimento nos últimos jogos. Brasília foi o único que evoluiu, mostrando qualidade na marcação e na saída para o ataque.

Caso não possa contar com ele, Givanildo Oliveira ficará emparedado entre duas opções de força e extrema dificuldade para contribuir com a transição no meio: Geandro ou Felipe Recife. Entre os dois, Felipe é de longe o menos errático. Atuou muito bem diante do Inter pela Copa do Brasil, mas acabou perdendo espaço com a saída de Ney da Matta.

Outra opção, menos óbvia, seria a utilização de Jefferson Recife no papel de segundo volante, justamente por ter mais habilidade para a aproximação com o ataque. O ponto negativo é que o Remo perderia muito em força de combate no meio.

Givanildo não definiu a escalação, mas prestigiou nos treinos da semana a formação que jogou em Marabá. Por uma questão de estilo, é improvável que adote alguma ousadia para o clássico. Mesmo correndo sérios riscos com Geandro na marcação, é quase certo que o comandante vai preferir não mexer na equipe que obteve duas vitórias nos dois últimos jogos.

De toda sorte, as atribulações de Givanildo só reforçam a necessidade urgente de fortalecer setores pontuais. Além da defesa, da armação e do ataque, fica óbvio que falta muita qualidade ao estratégico setor de marcação, por onde têm que passar quase todas as iniciativas de conexão de um time.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 08) 

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