Leão leva susto, mas derrota Águia

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POR GERSON NOGUEIRA

A vitória do Remo foi construída no primeiro tempo, quando o time surpreendeu com grande dinamismo nas ações pelos lados de campo e forte presença ofensiva. Dominou o Águia, chegou ao gol e podia ter feito pelo menos outros dois. Caiu de rendimento na etapa final, voltou a desperdiçar chances e passou alguns sustos, mas acabou prevalecendo.

O estreante Givanildo Oliveira obteve a primeira vitória azulina no interior do Estado desde o triunfo sobre o Cametá, em 2017, com o time dirigido por Josué Teixeira. As precárias condições do campo comprometeram a qualidade técnica da partida, mas o Remo soube se impor, não permitindo que o Águia tivesse controle do jogo.

Além do gol de Isac, aos 11 minutos, Elielton mandou uma bola na trave aos 26’, Adenilson marcou aos 32’ (gol anulado pelo árbitro Gustavo Ramos Melo) e Felipe Marques logo em seguida perdeu a chance do segundo gol com a trave sem goleiro. Bateu torto e a bola saiu pelo fundo.

O que mais impressionou no Remo foi a determinação de ir ao ataque sem receios, utilizando os dois pontas, Elielton e Felipe, a partir da condução rápida do jogo por Leandro Brasília no meio. Os laterais Levy e Esquerdinha também tiveram boa participação no primeiro tempo.

No Águia, Di Maria concentrava o jogo, mas o time desperdiçava as jogadas com passes errados e chutes sem direção. Além disso, encontrava muita dificuldade para marcar os dois extremas do Remo.

A contusão de Leandro Brasília, forçando a entrada de Geandro, foi o principal prejuízo técnico do Remo na partida. Com a cobertura de Dudu, Leandro executava uma boa saída, aproximando-se dos homens de ataque. Geandro entrou errando passes e sem achar um lugar no time.

Adenilson e Isac também foram substituídos por Jefferson Recife e Fernandes, deixando o ataque entregue a Elielton e Felipe. Mesmo assim, o Remo chegava com perigo e Felipe perdeu outra chance clara, atrapalhado pelos buracos da pequena área.

Por volta dos 30’, o Águia quase empatou. Guga aproveitou rebote de Vinícius e cabeceou rente ao poste. Depois, o zagueiro China desviou de cabeça e a bola passou muito perto. Foram sustos que não diminuem o valor e a importância da vitória remista. (Fotos: Raphael Graim/Ascom CR)

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Cirúrgico, Papão sai do sufoco e vira jogo em dois lances

Depois de ser sufocado ao longo do primeiro tempo e começo do segundo, ficando em desvantagem no placar, o time mesclado do Papão mostrou brio e capacidade de reação com dois gols pontuais, que garantiram a importante vitória de virada no sábado à noite em Santarém perante mais de 6 mil pagantes no estádio Barbalhão.

A evidenciar a boa atuação do São Raimundo, Marcão foi o melhor do 1º tempo, salvando a lavoura com intervenções primorosas, uma delas com os pés em arremate de Jefferson Monte Alegre. Não conseguiria, porém, deter o chute rasteiro desferido pelo ágil Felipe, aos 28’.

Intranquilo na última linha e sem qualidade para buscar saídas nas laterais e no meio-campo, o Papão foi presa fácil da correria do São Raimundo, que atacava com Jefferson, João Vítor, Bruno Limão e Felipe, municiados por Wendel e atuando quase sempre desmarcados junto à área.

Por total imperícia dos santarenos, a primeira etapa terminou com o placar mínimo. Se houvesse justiça, o São Raimundo deveria ter uma vantagem mais folgada, pelo tanto que produziu ofensivamente. Ocorre que os erros crassos no fundamento da finalização pesaram contra o time alvinegro.

No 2º tempo, quando ainda estava melhor, o Pantera permitiu a Mateus Miller fazer brilhante investida, cruzando para Renan Gorne empatar. Até então, o único momento agudo do PSC tinha sido em lance de penal não marcado após a bola bater na mão de um defensor do São Raimundo.

Logo após ceder o empate, veio outro duro golpe. O zagueiro Sandro recebeu o segundo amarelo, impondo uma baixa que afetou o equilíbrio defensivo e deu gás aos bicolores, que anularam em parte a pressão que o São Raimundo exercia desde o início da partida.

Walter entrou, trocou alguns passes, mas o triunfo viria pelos pés do lateral Victor Lindenberg, que entrou para recompor a ala esquerda, após expulsão de Miller – por falta normal, que não merecia cartão. Com um tiro cruzado e certeiro, Victor venceu Jader e definiu o jogo. A dupla botafoguense do Papão se responsabilizou pela virada. No fim das contas, a objetividade justificou plenamente o resultado.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 05)

5 comentários em “Leão leva susto, mas derrota Águia

  1. Esse 4-3-3 foi desenvolvido pelo interino João Neto. No jogo contra o Independente já se viu o time botar a bola no chão, jogar pelas extremas e aproveitar eficientemente a velocidade das extremas. Fazendo não mais que o óbvio, encontrou uma boa solução para o time de Antônio Baena, aproveitando os ótimos pontas Felipe Marques e Elielton. É preciso pensar um pouco mais o meio-campo. Dudu fez boa partida, assim como Leandro Brasília. É preciso observar também que Isac deu passe para gol no jogo diante do Independente e fez um gol típico de centro-avante, mostrando oportunismo e muita calma para finalizar, mas precisa estar mais presente às jogadas que vêm das beiradas. Em todo caso, parece estar evoluindo e uma boa partida contra o Paysandu pode ser a confirmação da evolução. Levy e Esquerdinha produziram pro gasto, embora a transição defesa-ataque ainda precise melhorar muito. Assim, esse time do Remo mostra que ainda tem muito a oferecer à torcida. É esperar pra ver.

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  2. Boa análise da equipe azulina feita por Lopes Jr. Como eu vinha dizendo, nesse campeonato de nível técnico meia-boca, não era preciso muito para a equipe do Leão fazer o básico.
    Agora, contra a boa equipe do Paysandú no domingo Givanildo deve promover melhoras no time, sob risco de não obter a vitória.

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  3. Pois é, amigo Valentim, penso que a saída pro ataque poderia melhorar muito se Jeferson Recife assumisse uma cabeça-de-área. Adenilson pode produzir bastante, mas perto da área. Só que para isso acontecer, um dos cabeças-de-área precisa ter desenvoltura pra avançar um pouco além do círculo central e encontrar Adenilson da intermediária do ataque pra meia-lua. Isso deve aumentar a eficiência de Isac como centro-avante e a de Adenilson como articulador. Com os pontas abertos, os contra-ataques são mais naturais se saírem de um cabeça-de-área qualificado. Tendo que passar por Adenilson, até o contra-ataque se torna burocrático! E nem estou afirmando que Adenilson seja burocrático, estou dizendo que ele deve estar mais a frente, mais próximo a Isac porque ele precisa que o time jogue mais próximo do gol, e não no círculo central e por isso mesmo, afastar Adenilson tem o efeito de Isac isolar os dois. Forçando Adenilson a voltar demais pra armar o ataque, isola-se Isac e isso leva uma certa demora pra posicionar todo o ataque, e daí vem a percepção de certa demora e hesitação. Então, na minha opinião, é uma escolha natural avançar mais Adenilson e contar com a velocidade dos pontas nos contra-ataques, mas a partir do passe qualificado de um volante que sabe sair pro ataque. Por isso que a minha pedida é por Jeferson Recife como volante. Essa responsabilidade de sair pro ataque tem que ser dos volantes porque com zagueiro, já sabe, vem muito chutão. Também não afirmo que Isac e Adenilson não devam ajudar na marcação, mas que o time vá ao ataque em bloco, sem obrigar o recuo demasiado do armador.

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  4. É interessante a alternativa Jefferson Recife como segundo volante. E Adenilson pode ser uma espécie de ponta-de-lança, jogando bem próximo a Isac, que quando é marcado fica praticamente improdutivo na frente.

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  5. Exatamente, caro Gerson. Adenilson poderia fazer taticamente o mesmo papel que Kaká, por exemplo, fazia, jogando perto da área e eventualmente chegando e finalizando. Mas vejo em Adenilson mais que esse perfil porque tem sido um bom articulador mesmo distante da área, embora esteja demorando pra dar liga. É o posicionamento e como se deseja que o time ataque que está causando desequilíbrio porque a opção de recuar o Adenilson (se é que é uma opção) acaba isolando o Isac porque o time não ataca em bloco e prejudica o próprio Adenilson. João Neto foi quem viu que a saída é pelas extremas, mas Adenilson continua distante de Isac, e os dois, dos pontas. É preciso aproximar Adenilson e Isac, e os dois, aos pontas. Mas para isso acontecer é preciso que haja o tal segundo volante. E nem me oponho que sejam dois volantes com essas características, como seria se jogassem Jeferson Recife e Leandro Brasília, mas é realmente necessário melhorar a saída de bola e a ligação da defesa com o ataque. Acho que por aí Esquerdinha e Levy passarão, inclusive, a ter mais destaque como apoiadores.

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