Comandantes e seus desafios

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POR GERSON NOGUEIRA

Com responsabilidades parecidas, Marquinhos Santos e Ney da Matta vivem situações diferentes nesta fase de expectativas e preparação para as competições iniciais de 2018. O técnico do Papão sofre com certa demora na definição de reforços para completar o elenco, mas tem o consolo de contar com pelo menos nove remanescentes da campanha na Série B deste ano. O azulino tem o grupo praticamente fechado, mas tem pela frente o desafio de construir do zero um time inteiramente novo.

A continuidade do trabalho de Marquinhos permite que o PSC tenha o sistema defensivo e o meio-de-campo já escalados para a estreia no Campeonato Estadual, no dia 17 de janeiro, contra o Parauapebas.

Caso não surjam problemas de lesão, o técnico já tem 70% da equipe definidos para a partida inaugural: Marcão; Maicon, Diego Ivo, Perema e Guilherme Santos; Nando Carandina, Renato Augusto, Rodrigo Andrade e Fábio Matos. Ficará faltando apenas montar a linha ofensiva, embora o atacante Magno seja presença certa para 2018.

A situação de Renato Augusto ainda depende de acertos, mas na Curuzu todos apostam em seu retorno. Os cinco ou seis nomes a serem anunciados hoje pela diretoria bicolor devem completar o elenco, permitindo a Marquinhos finalmente treinar e confirmar a escalação para o primeiro compromisso do ano. O lado negativo é que não haverá tempo para testes ou amistosos. Ajustes terão que ser feitos ao longo do Parazão.

Cabe observar que as dificuldades para contratar jogadores do nível buscado pelo PSC se acentuam nesta época do ano em face da concorrência com competições mais atraentes e que permitem mais visibilidade, como os campeonatos estaduais do Sul e Sudeste.

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Já no Evandro Almeida, onde a diretoria autônoma de Futebol começou a trabalhar a partir de novembro, as reivindicações de Ney da Matta foram plenamente atendidas. Como é menos complexo (e mais barato) contratar atletas de Série C, o Remo chegou aos nomes que lhe interessavam e rapidamente fechou negócio.

O último e mais demorado processo de negociação foi com o centroavante Isac, de passagem marcante pelo Sampaio Corrêa e que estava no radar dos azulinos desde a abertura do período de caça aos reforços.

Da Matta já começou a treinar com os 34 jogadores que têm à disposição, aguardando apenas a chegada de Isac, a 2 de janeiro, para ter o grupo completo. Por ora, baseado nos treinos, já pode escalar a onzena titular com Vinícius; Levy, Alex, Bruno Maia e Esquerdinha; Geandro, Leandro Brasília, Rodriguinho (Andrei) e Adenilson; Felipe Marques e Jayme (Gabriel Lima).

A estreia acontecerá daqui a 18 dias, contra o Bragantino, mas haverá tempo ainda para dois amistosos contra o Castanhal, que também se encontra em estágio de preparação para o certame estadual. Confrontos que serão de grande valia para o técnico remista, visto que seu time titular ainda não foi formalmente testado.

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Clubes festejam a polêmica lei que extingue a Lei Seca

A lei que libera a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de Belém foi festivamente sancionada ontem pelo prefeito em exercício, Orlando Reis. A partir de agora, o torcedor pode comprar bebida até 10 minutos do 2º tempo das partidas. As comemorações mais efusivas partem das diretorias de Papão e Leão, que há muito tempo defendem o fim da proibição citando o exemplo de outras capitais e queixando-se de perda de receita com a não comercialização de bebidas.

Além disso, os dirigentes alegam que a lei veio apenas legitimar o que na prática já acontecia no entorno dos estádios, onde os torcedores têm acesso a bebida antes dos jogos, sem que os donos do espetáculo consigam ter qualquer lucro com a venda.

São razões que não podem ser menosprezadas, afinal os clubes paraenses ainda dependem muito da receita obtida em jogos. O lado que gera discussões e que também merece ser considerado é o do comportamento dos torcedores nos estádios.

Levantamentos dos órgãos de segurança pública apontam o consumo de bebidas alcoólicas como um dos fatores determinantes de tumultos em eventos esportivos. Situações que fogem ao controle dos organizadores e da própria polícia levam a incidentes que penalizam os próprios clubes.

A falta de monitoramento e controle dentro dos estádios permite que torcedores mais alterados atirem objetos no gramado, geralmente em direção ao trio de arbitragem, ocasionando punições que afetam tecnicamente os clubes nas competições nacionais.

Os riscos podem ser atenuados caso a liberação de bebidas venha acompanhada da necessária fiscalização, ações preventivas e de orientação aos torcedores. Caso contrário, com a sempre forte e impune presença de gangues de baderneiros nos estádios, o tiro pode sair pela culatra.

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Ninguém entendeu, mas ranking americano destaca Fla

O obscuro site Club World Ranking põe o Flamengo surpreendentemente no Top 10 do futebol mundial, baseado em critérios que menosprezam times muito mais vitoriosos na própria América do Sul, caso do Independiente, que acaba de festejar a conquista da Copa Sul-Americana em pleno Maracanã diante do próprio Fla.

Os rubro-negros ocupam um honroso 9º lugar, atrás do River Plate e superando o Manchester City (Inglaterra). O Grêmio surge em 4º lugar, atrás apenas de Real Madri, Barcelona e Atlético de Madri. Nem sinal do Corinthians, campeão brasileiro de 2017.

O fato de ser um site dos Estados Unidos, onde o conhecimento sobre futebol é historicamente limitado, ajuda a explicar a inusitada posição obtida pelo Flamengo, que não conquistou nenhum torneio relevante na temporada e que na semana passada apareceu na longínqua 35ª colocação no ranking da Conmebol.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 28) 

Um comentário em “Comandantes e seus desafios

  1. O fato do Papão já ter 70% do time principal já montado para a partida inaugural principalmente sistema defensivo e meio campo, ao contrário do que alardeado, coloca o time bicolor na frente de todos os outros clubes na preparação para o Parazão, pois, com exceção de Maicon, o restante do grupo de jogadores nominados pelo Gerson jogou junto várias partidas da série B e há pouco mais de um mês!

    Logo, a própria série B desse ano já serviu de entrosamento para o time. Ou alguém duvida q o Brasileiro da série B já serviu entrosamento para 70% dessa equipe? E olha q estamos falando de campeonato nacional contra equipes muito mais qualificadas do que as do certame regional.

    Por isso, não se pode falar em atraso injustificável nas contratações por parte do Papão que preferiu aquisições pontuais muito difíceis de serem feitas em razão da concorrência citada pelo Gerson.

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